Saiba mais sobre a sensacional sinopse de Superior, de Mark Millar Tweet

Bom, já publicamos aqui no MdM alguns posts sobre a nova série do Millar. Hoje, no CBR, o escritor fanfarrão falou mais sobre a história.
A ideia básica do Superior é o seguinte: um garoto com esclerose múltipla ganha um desejo mágico e pode pedir o que quiser. E o seu desejo é se tornar o super-herói do cinema que ele sempre amou. Esse herói é uma homenagem a todos os personagens da era de ouro dos quadrinhos, um personagem fora do seu tempo - um personagem em que o mundo moderno não está interessado. Ele esteve por aí por décadas, nos quadrinhos, filmes, televisão e lancheiras, mas ninguém se importava mais. Eles tentaram até fazer um reboot do personagem no cinema, mas até esse filme foi um fracasso e o personagem caiu novamente no esquecimento. Ele é um ícone americano, mas atrelado a uma América que já ficou para trás. Foi um personagem criado na grande crise de 1929, exatamente quando a América mais precisava dele. Então nós temos aqui uma história bem emocionante, com muitos vilões, aliens, robôs, formando uma grande fábula sobre a moralidade.

A ideia veio à minha cabeça quando o Christopher Reeve morreu há alguns anos. Olhei a capa de todos os jornais. Todas diziam "Morre Christopher Reeve" ou "Morre ator do Superman" e tinha uma foto dele em sua cadeira de rodas perto de uma foto de um Superman potente e saudável. Eu achei na época que era uma imagem poderosa - e ficou marcada na minha cabeça. Então imaginei um pequeno garotinho, em uma cadeira de rodas, tendo a chance de se tornar o maior herói de todos os tempos.

Obviamente, eu sempre amei o Superman. Todo mundo sabe disso. Mas eu sempre fiquei impressionado como as pessoas não conseguem se identificar com ele da mesma maneira que elas se identificam com os personagens da Marvel ou o Bátema, porque o Superman é perfeito demais. É por isso que, com essa ideia de um garoto de 14 anos com esse tipo de doença ganhando os poderes, vou "marvelizar" o conceito do personagem e aumentar a identificação com o público.

Cara, gostei da ideia. O gibi já saiu lá fora e, assim que puder, vou na importadora do Ultra dar uma conferida.
E por falar em Ultra, aposto o quanto for que o falecido gordo deitão vai chorar como uma menininha nessa história. Ele compartilha da mesma admiração que o Miller tem pelo Super.



