Melhores do Mundo

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Ago 4

Os Novos Vingadores #77

Faz um tempão que não escrevo reviews da Panini por aqui. Muito trabalho e pouco tempo pra ler coisas da banca. Resolvi mudar isso e comprar o gibi que era fodão da última vez que li, apesar da Miss Marvel.

[Mais:]


O Julgamento de Thor
Peter Milligan (roteiro) & Cary Nord (arte)

Misturar as estações pode ser pretensioso ou sensacional de acordo com a qualidade do DJ. Milligan escreve uma história de detetive em Asgard e... fica sensacional.

Diversas testemunhas veem um Deus do Trovão ensandecido e nem mesmo o próprio filho de Odin tem certeza de seus atos. A trama funciona por dois motivos. O primeiro é a condução precisa de seu roteirista, que usa o tom épico dos deuses nórdicos apenas como um adereço, mas assume desde o início que seu objetivo é conduzir uma investigação com o leitor.

O outro motivo é a arte de Nord. Sem isso, talvez o tom de mistério soasse pretensioso demais. Mas a crueza da arte faz a gente lembrar que os deuses são vikings. Afinal, esse papo de desenhar o Thor com cara de surfista sempre me pareceu antiquado. O cara tem que ser feio e ameaçador.

Nota: 8


A Persistência do Memorável
Mark Waid (roteiro) & Dale Eaglesham (arte)

Waid me chamou atenção pela primeira vez escrevendo um dos melhores arcos do Capitão. O tempo passou, um roteirista fez um arco melhor e ele está de volta. É difícil julgar seu trabalho como um todo, mas A Persistência do Memorável é um capítulo justo sobre um dos heróis mais simbolistas dos quadrinhos. E é difícil ver outro escritor senão Waid escrevendo ele.

A trama fala de um leilão envolvendo uma rara coleção de objetos do Capitão América e o que cada um significa para seus compradores. A arte de Eaglesham é pop, regular, mas... acho que a história talvez pedisse um tom mais sombrio. Pode ser que a intenção tenha sido justamente não deixar uma trama edificante tão pesada, mas aí o final perde um pouco do clímax. Faiô.

Nota: 7


Os Novos Vingadores
Brian Michael Bendis (roteiro) & um montão de caras (arte)

Sempre me impressionei não apenas com o número de títulos que Bendis assinava, mas também com a narrativa ágil e de boa qualidade que ele mantinha. Sabia que cedo ou tarde esse número ia cobrar seu preço e nessa revista eu paguei. É uma história tão confusa que ver o Dr. Estranho enfrentando um demônio com armas de fogo não deixa de ser a coisa mais lógica de tudo.

Bendis costuma fazer personagens comuns se tornarem apaixonantes e fazer a aventura em si ser a parte menos importante em meio a diálogos memoráveis. Aqui, os personagens são insípidos e suas aventuras confusas. A legião de artistas que fez a história não ajuda. Miss Marvel Awards para a história que encerra o mix. Valeu, Panini!

Nota: 3

Bugman é fã de Bendis, mas ele pipocou


Bugman Email • 14:00:44 • Quadrinhos, A gente lemosPermalink 27 comentários
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