Toy Story 3 Tweet

Sim, eu sei que esse filme já estreou faz um tempinho, mas como não sou mais uma criança, só agora consegui um tempo para rever meus velhos brinquedos...
Quem aqui já leu as minhas resenhas dos filmes da Pixar sabe que sou um fã incontestável do estúdio.
Até hoje me lembro de uma tarde de 1995, quando eu, uma criança gorda de 9 anos, fui ver pela primeira vez uma animação chamada Toy Story. A computação gráfica, a história e os personagens me conquistaram e eu me senti completamente envolvido por aquele universo. Logo, assisti ao filme mais 5 vezes no cinema, sem falar das incontáveis vezes depois em VHS e DVD. Enfim, não é mistério algum eu dizer que Toy Story marcou a minha infância!
Por isso, quando anunciaram a produção de um terceiro Toy Story, eu fui o primeiro a reclamar e bater o pé! Imaginei que não seria bom por três motivos: o público não seria o mesmo que assistiu aos primeiros filmes (o jovem adulto de hoje - no caso, eu), por não ter John Lasseter como diretor e por causa da famosa maldição do terceiro filme. Mas eu fico muito feliz em dizer que eu errei!

Toy Story 3 mostra os últimos dias de um jovem Andy em sua casa antes de se mudar para a universidade e tendo que decidir o que fazer com seus velhos brinquedos que ficaram no fundo de seu baú. E no melhor estilo "narrador da Sessão da Tarde", eles acabam arrumando confusões tamanho família e sem querer vão parar numa creche.
O desenho não fala do "fim da prática de brincar com bonecos", e sim sobre os fragmentos que sobram da infância. Woody representa a inocência. Ele sempre acha que tudo vai dar certo e que todos são seus amigos. Buzz Lightyear representa a fantasia. Sempre imaginando coisas e até esquecendo algumas vezes em que mundo vive. Com o tempo, a criança, ou melhor, Andy, cresce e deixa de ter a sua ingenuidade e fantasia e abandona essas características no fundo de seu ser, ou melhor, no fundo de um baú.
A Pixar mais uma vez foi ao infinito e além! E dessa vez não tem nem o "problema" que alguns viram em Wall-E e UP! de que era muito "sério". Há os momentos das piadas, em que as crianças vão se divertir, e há os momentos sérios, em que os adultos vão se emocionar.

O estúdio inclusive brinca muito com o espectador adulto! São aquelas piadas sutis que só os crescidos irão perceber. E existem certos momentos que ele ameaça criar um "final triste" para os personagens. As crianças, obviamente, não caem nesses truques, pois sabem que desenhos têm sempre finais felizes, porém é mais difícil para nós, adultos, pois não pensamos mais de forma inocente e fantasiosa.
No emocionante final, descobrimos que Woody e Buzz não deixam de existir para Andy... Eles simplesmente se tornam outra coisa: lembranças!
O 3D e a qualidade da animação é perfeita como sempre! Mas você não precisa fazer questão de ver em terceira dimensão, pois a base de Toy Story 3 está na sua história. E que história, meu amigo!
Eu fui o primeiro a criticar essa ideia, mas me deixem ser o primeiro um dos últimos a elogiar seu resultado final. Toy Story 3 é mais que um filme! É uma obra de arte que retrata os detalhes que deixamos para trás quando embarcamos na vida adulta. Se você puder, vá assistir a uma sessão do filme depois do trabalho e deixe-se levar pelas boas lembranças da infância.
Toy Story marcou minha infância e Toy Story 3 conseguiu marcar a minha vida adulta!
Amigo, estou aqui! Nota 10!



