Lost fez você ver o mundo mudar! Tweet

Não importa o que você achou ou não do final e se você acompanhou ou nem ligou para o fenômeno Lost. O mundo do entretenimento pode ser dividido entre antes e depois de Lost. Ainda que nem por isso dê pra gente dizer que o seriado transformou o ramo.
Afinal, se Lost é um produto do e para o século XXI e não do XX, também é algo que uniu as formas como nós espectadores víamos as histórias na TV. Os Irmãos Wachowski tentaram primeiro com a banalizada trilogia Matrix, mas foi a produção de J.J. Abrams que elevou o conceito de conteúdo crossmedia (ou simplesmente narrativa transmídia) ao seu ápice.
Não que os criadores de Lost sejam os gênios por trás da parada. Boa parte dessa interação ocorreu por força de seus coprotagonistas: os próprios espectadores. Todos estenderam a narrativa em discussões em diversos fóruns - alguns apelando para teorias e desculpas bem controversas - jogando o game da série, lendo os livros do universo e ajudando uns aos outros a assistir cada episódio com pouca ou nenhuma diferença em relação ao que era transmitido nos EUA.
O Google anunciou sua Google TV essa semana, mas os fãs dos Oceanic Six já conheciam o conceito há muito tempo. Tudo isso porque se Lost não fez o mundo mudar, teve o mérito de seguir com essa mudança ao invés de brigar com ela.
Em um tempo onde comunidades que pregam a colaboração (princípio para qualquer sociedade) são misteriosamente fechadas e editoras apelam para a mesmice em busca de sua sobrevivência, esse é o maior legado da série. Lost e seu sucesso podem deixar suas brechas, mas ensinam que é possível acompanhar as mudanças e seguir as tendências que as redes sociais impõem, desde que você tenha ousadia e talento para isso.
Se não pode mudar o mundo, tente girar tão rápido quanto ele. É possível. Lost é o grande case da cultura pop desses novos tempos. Celebre isto.
Nesta sexta-feira aguarde o Podcast MdM com a opinião dos MdMs sobre o último capítulo de Lost.
Bugman vai sentir saudades de Lost



