Alice tem mais uma encarnação nonsense! Tweet

O diretor Rubens Velloso fez uma interpretação beeem aberta do clássico de Lewis Carroll Através do Espelho e O que Alice Encontrou lá, um dos meus livros favoritos. Nesses dias em que o filme de Tim Burton não para de ser discutido, não deixa de ser um programa bacana.
A entrada é franca e a apresentação ocorre no Teatro do SESI–São Paulo (Av. Paulista, 1313 - Metrô Trianon-Masp). O quê de nonsense fica pela estranha sinopse da peça. Confira uma parte:
A peça, inspirada no clássico do inglês Lewis Carroll, é uma releitura contemporânea do texto original. Nesta montagem, Alice deixa um bilhete no espelho antes de ir embora de casa: “As coisas não fazem mais sentido. Vou desaparecer por um tempo. Por favor, não se preocupem”. Lorina, sua irmã, cria um blog chamado Wonderland para encontrar Alice e tentar entender o quê não faz sentido. Rapidamente o blog transforma-se numa rede de encontros e seus integrantes usam como nicknames os personagens dos livros de Carroll. Alice posta uma mensagem no blog propondo um encontro com os blogueiros via skype.

Resumindo, então: Alice acorda um dia mucho loca ou com TPM e dá um perdido na família. A irmã dela cria um blog porque é muito mais sensato do que ligar pra polícia e, vejam só, dona Alice Boladona deixa um comentário propondo um NOB? Show...

Não pude descer para ver a peça (trabalho no prédio da Fiesp), mas o que parece mais legal são as possibilidades de interação. Além do blog (que não é adaptado desde março), a ideia é através do uso de vídeo, corpo, texto e câmeras ao vivo, o público "atravesse o espelho" e conheça a verdadeira Alice. "Alice é um processo, um espaço de experimentação. O corpo, a palavra, a imagem, os espaços e a luz são mutáveis, são permeáveis, pretendem estar sempre em expansões cognitivas e de sentidos", revelou Velloso. É uma proposta que tem a ver com o grupo Phila7.
Pessoalmente, fico na dúvida se diante de tantas possibilidades a mensagem da peça não se perca ou fique confusa. De qualquer jeito, para quem curte as possibilidades multimídia do teatro vale a pena assistir e tentar ver mais uma visão da personagem de Carroll. Vou aproveitar e reler o livro neste final de semana.
Bugman viaja



