Zumbilândia Tweet

Pois é, nerdaiada maldita... Desde seu lançamento nos EUA (laaaá em setembro do ano passado), esse filme vinha despertando uma série de críticas favoráveis e muitas declarações massaveísticas da nerdaiada. Mas será que ele é isso tudo mesmo?
O titio Hell foi conferir por conta própria nos cinemas e devo lhes dizer que Zumbilândia é um filme deveras divertido, mas também não é aquela coisa fenomenal que muita gente tá alardeando por aí...
Primeiramente, o filme não apresenta nada de muito novo em conceito. Misturar terror e comédia já foi feito inúmeras vezes e com zumbis também (tipo A Volta dos Mortos-Vivos e Todo Mundo Quase Morto), mas o visual videoclíptico, a ação, os personagens muito bem interpretados, a comédia e a ação realmente fazem toda a diferença. É um filme feito de clichês, mas todos muito bem encaixados, sem exageros e sem te tratar como um imbecil.

O filme tem um ritmo ótimo, e as tolas motivações dos personagens acabam se tornando uma parte do climão nonsense/engraçado da produção... Afinal, como levar a sério que as únicas (aparentemente) pessoas não mortificadas dos EUA desejam: comer um bolinho, ir a um parque de diversões e dar uns pegas numa garota... Isso então se transforma numa ode ao "viva a vida" de um jeito "igual mas diferente" do que foi visto em Curtindo a Vida Adoidado.
Sim, temos um grupo de pessoas que não se conhecem , e nem querem se conhecer (eles sequer falam seus nomes no filme, se chamam pelas localidades de onde vieram, Tallahassee, Columbus e as garotas Wichita e Little Rock), que passam a conviver no meio do caos de um país devastado pela praga zumbi. Mas ao invés de desespero e tristeza, eles procuram descontrair e se divertir no meio da quizumba toda.

Esse sim é um dos diferenciais desse filme pros outros exemplares de filmes de zumbis... a mensagem positiva! Enquanto os filmes de George Romero e todos os que vieram a seguir sempre mostraram a praga zumbi com muita tensão, desespero e com um final do tipo "caralho, véio, agora fodeu tudo!!!", Zumbilândia faz tudo parecer divertido e você não se sente angustiado em nenhum momento.
Os personagens são um capítulo à parte. Tallahassee, interpretado por Woody Harrelson, é o maluco violento padrão que aparece em quase todo tipo de comédia americana. Woody até mesmo já interpretou vários deles... Mas o personagem casou como uma luva no esquema do filme.

É hilário ver suas técnicas pra atrair zumbis e também as formas que ele usa pra detoná-los, é algo totalmente "videogâmico".
Columbus também é o nerd padrão dos filmes, cheio de manias, sem jeito com as mulheres e parece quase um absurdo imaginar como ele sobreviveu à hecatombe zumbi, até o filme começar e vermos o "modus operandi" do garoto, estipulando leis e regras para sua própria sobrevivência como deve ter feito a sua vida nerd inteira...
As irmãs Wichita e Little Rock são duas trambiqueiras que sempre viveram confiando apenas nelas mesmas. Vê-las tendo que se adaptar ao fato de viverem com mais duas pessoas com o intuito de sobreviver rende muitos momentos engraçados (como o roubo dos carros).

A única coisa que desabonou um pouco o filme foi a curta duração... O filme não chega nem a uma hora e meia, e isso compromete um pouco o desenvolvimento da história e principalmente o desenvolvimento das relações entre os personagens, que ficam meio soltas. Não faria mal nenhum o filme ter uns 20 minutos a mais pra explorar isso... Fazer pessoas desconfiadas "aprenderem" a confiar em si mesmas no meio daquela zona toda poderia render muitos momentos engraçados.
Enfim, o filme é bacana, divertido e vale, com certeza, uma passada nos cinemas... E ele corre o risco de agradar até mesmo aquelas namoradas sensíveis que não curtem muito filmes de terror, pois o clima é tão Be Happy que nem mesmo o sangue esguichando em câmera lenta do início do filme vai mudar o fato do filme ser muito engraçado.
Nota: 8



