Pixu Tweet

Essa vai ser a primeira vez que falo mal de um trabalho dos irmãos Bá e Moon por aqui. Infelizmente, me surpreendi ao concluir que Pixu é uma HQ confusa, tediosa e que não chega a lugar algum. Vale a pena pela arte, o que é muito pouco de qualquer forma.
Depois de ler Umbrella Academy: Suíte do Apocalipse, fiquei muito ansioso de ler a história de terror, lançada pela editora Devir. Pixu está bem abaixo de outros trabalhos da dupla de Dez Pãezinhos e acho difícil que o motivo disso seja apenas a colaboração dos artistas Becky Cloonan e Vasilis Lolos.
Trabalho feito após o sucesso do quarteto em 5 (que também teve o brasileiro Rafael Grampá), a história em quadrinhos de terror aborda uma pensão mal-assombrada. Cada artista desenha uma das quatro tramas da história que converge para um final (bem óbvio e) trágico. Talvez o fato de quatro cabeças definirem o rumo de cada capítulo tenha prejudicado a uniformidade e a objetividade da história.
A arte dos quatro é genial e o (único) ponto forte da publicação. A Devir teve um bom cuidado com o acabamento da revista. É provável que o preço de R$ 18 esteja de acordo com o mercado, mas, para o leitor, isso não justifica cobrar mais do que o álbum vale.
Com roteiro arrastado e confuso, Pixu se resume a cenas aterrorizantes e uma trama macabra em um estilo sonolento, ideal para noites de insônia. Em alguns momentos a arte segura a história, mas não o bastante. O final é previsível até certo ponto, mas ao mesmo tempo, confuso. Dá a impressão de ser como aqueles filmes que alguns chamam de inovador e rompedor de todas as tradições vigentes e outros dizem que não passa de uma bobagem. No meio dessas duas possibilidades, Pixu não é uma inovação e muito menos uma bobagem, mas é, definitivamente, uma grande decepção.
Nota: 5
Bugman curte filmes e HQs de terror



