Nelson quer a linha Vertigo nos cinemas Tweet

Nelson e Nelson
A nova manda-chuva da DC deu mais uma entrevista tentando explicar como serão as coisas daqui pra frente no relacionamento da Warner com a DC. Vamos ver o que a galega disse dessa vez.
Diane Nelson falou à MTV sobre o que esperar do seu trabalho e da DC Entertainment. Vejam as principais respostas da nova picuda do pedaço sobre as dúvidas e preocupações que estão passando pela mente de todo mundo.
Sobre o papel dela no aspecto criativo, Nelson disse:
Eu sou uma pessoa que, há muito tempo atrás, pensou que queria ser um profissional de criação, mas logo percebi que meu ponto forte era trabalhar em conjunto, dar apoio e realmente fortalecer o trabalho dos profissionais de criação.
É disso que se trata pra mim. Não me descrevo mais como uma profissional de criação, mas certamente amo o processo criativo e espero poder fazer muitas coisas boas para os talentos que estão na DC e ao redor dela.
A presidente da DCE ressalta que deseja ver mais e melhores elementos da DC em outras plataformas, tanto os grandes ícones quanto os personagens menos conhecidos. Ao ser perguntada se ela já tinha um personagem em mente na hora em que foi chamada para o cargo, Nelson respondeu:
Isso seria como perguntar qual dos meus filhos é meu favorito. Não vou fazer isso. Mas posso dizer que a Vertigo é uma área de grande interesse pra mim. É ainda menos explorada que outras áreas da DC e tem o potencial de oferecer incríveis histórias para nossos futuros negócios de cinema, televisão, vídeo-game etc. Ressaltaria essa linha, mas ela não é mais ou menos importante que quaisquer outras partes da DC.
Nelson confirmou que o cinema será o principal alvo de adaptações da DC, já que é "o motor que move nossa empresa", mas não será o único. Ela garante que será buscada a mídia mais adequada para cada material. E como a editora DC Comics se encaixa nisso tudo? Ela diz:
A DC comics é a pedra fundamental de tudo o que a DC Entertainment é. Ela é uma incrível editora e parte do meu trabalho será garantir o total apoio para quem quer que seja o novo publisher [o cara que manda na editora no aspecto empresarial, não no conteúdo], para as publicações físicas e também para as digitais.
Não se trata de privilegiar outras formas de entretenimento em detrimento da editora. Essas histórias e personagens tiveram origem nessas revistas em quadrinhos de papel, e é preciso ter muito respeito por isso.
Sobre os roteiristas de gibi que viraram consultores nos filmes (Geoff Johns, Marv Wolfman e Grant Morrison), Nelson diz que esse é outro aspecto do trabalho; levar não apenas histórias e personagens pra outras plataformas, mas também talentos que queiram e possam ser aproveitados em outras mídias.
Falando dos filmes baseados em quadrinhos e nos rumores de que a Warner estava cancelando qualquer parceria com produtoras de fora, Nelson falou que a Warner realmente quer estabelecer um controle maior sobre os personagens da DC no cinema, mas que as mudanças serão analisadas caso a caso. Por fim, ela falou sobre quais serão seus próximos passos:
Estou lendo tudo o que consigo da DC Comics, tentando apenas mergulhar nesse conteúdo e tendo cautela e respeito a quanta coisa ainda tenho que aprender.
Mas o trabalho real – trabalho não, diversão – vai acontecer quando eu for a Nova York e puder conhecer as pessoas (da DC Comics) lá e descobrir juntos pra onde vamos a partir daqui.
No geral, não tem muitas novidades além do que já publicamos aqui e falamos no podcast.
Não sei quanto a vocês, mas fiquei com toda a impressão de que essa entrevista (assim como outras dos últimos dias) é mais uma tentativa de apagar incêndio das preocupações de investidores e consumidores. Ainda mais porque a picuda tá pagando de humilde e fica dizendo que tem muito o que aprender e tal, o que não combina muito com a posição dela. Realmente, não ficaria bem se ela dissesse "vou lá pra NY demitir uns putos improdutivos semana que vem!".
Além disso, achei curioso ela se refirir ao publisher (função que Paul Levitz ocupava) sem usar o nome "Presidente da DC Comics", num indício de que talvez o cargo do novo publisher não tenha o mesmo nome, evitando assim comparações com Levitz. Mas isso é apenas especulação barata. Ainda tem muita coisa incerta nessa nova estrutura da DC, então vamos esperar por novas informações.



