O inocente réu RPG!

Marcelo Del Debbio pediu a republicação de um texto que tem muito a ver com o que já falamos por aqui. Vamos ler?
O RPG não influenciou NENHUM crime no Brasil
Peço a todos os jogadores de RPG que copiem este texto em seus blogs, sites, flogs, comunidades do orkut e onde mais puderem, pois não seremos mais usados como bodes expiatórios por delegados ineficazes, pastores evangélicos, vereadores oportunistas e jornalistas incompetentes.
O texto abaixo dá nome aos bois: às vítimas, aos assassinos e aos oportunistas que usaram os crimes para se promoverem. Chega de notícias distorcidas, incompletas e tendenciosas.
TERESÓPOLIS
Em 14 e 20 de Novembro de 2000, na cidade de Teresópolis (RJ), duas garotas de 14 (Iara dos Santos Silva) e 17 (Fernanda Venâncio Ramos) anos foram estupradas, torturadas e estranguladas com um intervalo de seis dias entre os crimes.
Sônia Ramos, 42, madrasta de Fernanda, a segunda vítima, levantou a suspeita de que as atrocidades pudessem estar ligadas ao jogo porque sua filha (a VÍTIMA, que NÃO jogava RPG) andava na companhia de outros garotos que jogavam GURPS e Vampiro (sua alegação se baseou no fato de que sua filha andava as voltas “com pessoas que se fantasiavam de vampiros”).
Inclusive a polícia chegou a prender injustamente um jogador de RPG, que não vou falar o nome porque o coitado era inocente e não merece ter seu nome publicado, mas que passou quatro dias na cadeia por causa deste absurdo. O verdadeiro assassino das garotas foi preso após o 5o crime, depois da prisão do RPGista; era um cigano e NUNCA sequer passou perto de um livro de RPG.
A imprensa irresponsável, assim como no caso famoso da “Escolinha Base”, foi muito rápida em divulgar versões fantasiosas sobre o “jogo da morte”, mas NUNCA publicou uma linha sequer se desculpando com os 400.000 jogadores de RPG que foram ofendidos em sua moral e prejudicados diante da sociedade.
OURO PRETO
No dia 10 de outubro de 2001, Aline Silveira Soares viajou do Espírito Santo com sua prima e alguns colegas para Ouro Preto para participar da “Festa do Doze”, que é uma espécie de Carnaval fora de hora entre as faculdades da região, com R$40,00 e a roupa do corpo para passar três dias.
Segundo o laudo, Aline consumiu drogas durante o dia anterior ao de sua morte. Esta informação foi confirmada por diversas testemunhas que também participavam da festa, em Ouro Preto (testemunhas que foram solenemente ignoradas pelo delegado Adauto Corrêa após as investigações tomarem o rumo circence). Aline não tinha dinheiro e acreditou que conseguiria fugir do traficante sem pagar pela droga que consumiu, mas no dia de sua morte (14 de Outubro de 2001), foi abordada pelo criminoso no caminho de volta para a república onde estava hospedada (o cemitério fica exatamente no meio do trajeto entre o local da festa e a república). Testemunhas (que também foram ignoradas no inquérito oficial) disseram ter visto Aline conversar com um conhecido traficante da cidade na porta do cemitério algumas horas antes de sua morte.
De acordo com especialistas em crimes relacionados a drogas, Aline provavelmente teria se oferecido para ter relações sexuais com o traficante para pagar a dívida, pois as roupas da garota foram encontradas “cuidadosamente dobradas e dispostas ao lado do local do crime, sem nenhum indício de violência ou de coerção”. Aline tomou o cuidado de deixar suas sobre uma das lápides, dobradas com a jaqueta por baixo, para que não sujassem.
Ainda segundo o laudo oficial da perícia técnica, durante a primeira facada que Aline recebeu, o corpo estava na posição acocorada, popularmente conhecida como “de quatro”. Segundo especialistas em crimes de estupro, o traficante provavelmente teria tentado obrigar Aline a realizar sexo anal, que possivelmente foi rejeitado pela garota, resultando no primeiro golpe com a faca. O traficante, tendo ferido Aline seriamente, não viu alternativa a não ser terminar de matá-la. Para disfarçar, o assassino colocou o corpo de Aline em posição deitada sobre a lápide (pelas fotos da perícia e rastros de sangue, pode-se atestar que o corpo foi movido APÓS a sua morte) para tentar atrapalhar as investigações.
Quando o corpo foi encontrado, os policiais começaram as investigações pelos locais em que Aline se hospedou e em uma das repúblicas foram encontrados alguns livros de RPG, que o delegado, evangélico confesso, classificou como “material satanista”. A partir disto, um vereador oportunista chamado Bentinho Duarte (sem partido) viu nisso uma chance de se promover realizando terrorismo psicológico e, junto com o Promotor Fernando Martins (conhecido por ter tentado proibir a distribuições de jogos como Duke Nuken e Carmagedon), moveu ação contra as empresas Devir Livraria e Daemon editora tentando a proibição de 3 títulos (Vampiro: a Máscara, Gurps Illuminati e Demônios: a Divina Comédia).
Resumindo: um crime que não teve nada a ver com RPG, mas sim com DÍVIDA DE DROGAS resultou até agora na prisão de 4 garotos injustamente (que NÃO são jogadores de RPG, fato comprovado pela mãe da vítima em depoimento ao vivo na rede Bandeirantes de TV) e um completo show de aberrações e absurdos na mídia.
GUARAPARI
Polícia Civil do Espírito Santo prendeu, na noite de 12 de Maio de 2005, dois acusados pelo assassinato do aposentado Douglas Augusto Guedes, da mulher dele, a corretora de imóveis Heloísa Helena Andrade Guedes, e do filho do casal Tiago Guedes, em Guarapari. Os corpos dos três foram encontrados amarrados e deitados em camas no dia 5 de maio. Na mesma data, eles foram sepultados.
O delegado da Divisão de Homicídios de Guarapari, Alexandre Linconl, evangélico, disse ao Portal Terra que os assassinos MAYDERSON DE VARGAS MENDES, 21 anos, e RONALD RIBEIRO RODRIGUES, 22, confessaram que eles mataram a família motivados pelo jogo, mas essa “confissão” não ocorreu imediatamente após o crime.
O crime que Mayderson e Ronald cometeram é o de LATROCÍNIO QUALIFICADO E PREMEDITADO, ou seja, mataram para roubar de uma maneira cruel e sem dar chance de defesa às vítimas, com premeditação. Esse é um crime hediondo, sendo julgado e condenado diretamente por um juiz criminal. Ambos os acusados já tinham ficha criminal (ambos estão respondendo processo por Porte ilegal de Arma).
O que o advogado de defesa da dupla estava fazendo era alegar que eles cometeram o crime influenciado pelo jogo e, com essa ação, tentar reverter o crime para Homicídio Simples, baseado no tal jogo que ninguém sabe o que é. Com isso, os assassinos iriam para um júri popular, que poderia ser muito bem influenciado por todo esse novo circo que a mídia sensacionalista armou e, jogando a culpa em cima do RPG, poderia até inocentar os “pobres coitadinhos vítimas do jogo” Mayderson e Ronald…
O que tem de ficar bem claro é o seguinte: os criminosos entraram na casa, apontaram armas para Tiago e sua família, doparam a família sob a mira do revólver, levaram o garoto até o caixa eletrônico onde roubaram R$ 4.000,00 de sua poupança e depois executaram friamente a família com tiros na cabeça, para não serem reconhecidos. A história do “RPG” só apareceu dois dias depois que os assassinos foram capturados pela polícia, sob orientação do advogado de defesa da dupla.
É bom lembrar, já que a mídia “esqueceu”, que, graças à intervenção da Daemon Editora e da conversa de Marcelo Del Debbio, escritor especialista em Role Playing Games, com o delegado de Guarapari ao vivo em uma entrevista na Rede Bandeirantes de TV, o advogado de defesa da dupla abandonou o caso, deixando os dois criminosos sem advogado à espera de um defensor público.
Com estes textos, podemos começar a nos defender dos três falsos “crimes do RPG”. Já está na hora destas informações serem passadas para jornalistas sérios que queiram nos ajudar a fazer a verdade aparecer.
A Daemon Editora contribuindo com as discussões em prol do Jogo de Representação publicou uma notícia que tem a ver com esse artigo. O fim de um julgamento de um crime em Ouro Preto não encerra os problemas que o RPG teve e, principalmente, o preconceito que seus jogadores sofrem em muitos lugares.
Também quero manifestar meu apoio para a Campanha Bom é Jogar RPG. Ao contrário do que alguns representantes de poderes públicos e privados dizem, o jogo não tem nenhum poder maléfico. Devo ao RPG milhares de histórias, dezenas de horas de diversão e alguns de meus melhores amigos, entre eles um dos meus padrinhos de casamento (aliás, três dos meus quatro padrinhos já jogaram RPG. Prendam-me!).
Bugman já mestrou muito Gurps Suppers...
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o bom é que a maioria do pessoal daqui, entende o que é ser menosprezado,somos todos nerds né,huahuaha.
pra lutar contra o preconceito ao rpg,irei jogar da proxima vez com a menina pastora louca que pega os inimigo e PASSA PU CIMA DELES
Sinceramente, isso é falta do que fazer. (Que fique claro: até postar um comentário no MDM é mais produtivo que isso.)
...so lembro que um dia minha mae leu sobe os crimes, e ai ja era, desde entao RPG virou motivo de biga dentro de casa, pq eu nao queria parar de jogar e ela num aceitava!
minha mae foi influenciada pela midia e desde entao o nosso relacionamento nunca foi o mesmo...
...PARABENS CAMPEOES!!
O próprio Bugman disse que o RPG teve grande participação em sua formação pessoal. É uma questão muito subjetiva, não podemos negar que há também o outro lado, de o jogo tornar-se algo negativo.
Lembro de que no Ensino Médio, certa vez, foi encontrado um cachorro morto em situações no mínimo estranhas... e o diretor evangélico do alto de sua sabedoria decidiu por em detenção todos os góticos, roqueiros, e afins do colégio. Na época meu único envolvimento foi ser amigo de uma das pessoas detidas. Bem, pode até ser ingenuidade da minha parte, mas eu encaro o caso do cachorro morto e dos "crimes de RPG" da mesma forma: um surto de preconceito motivado apenas por um moralismo tacanho!
Não quero insultar os evangélicos que por ventura leiam meu depoimento, mas por diversas vezes na minha vida, fatos ocorreram e me levam a desconfiar da posição moral de quase todos os evangélicos que conheço, e quiçá dos que não conheço; não me levem a mal, eu tenho apenas 17 anos e sou ateu, não conheço muito da vida, mas tenho certeza que preconceito e discriminação são crimes, tanto religiosos (ou pecados, se preferir), quanto legais.
Se tem algo que lembro das aulas de religião é que se dizia que Deus é amor, e Jesus só deixou um mandamento: Amai-vos como eu vos amei!
Não é por nada, mas na minha parca experiência, na minha curta vida eu sempre considerei que preconceito não é amor!
Alguns anos atrás uns malucos que jogavam RPG mataram cruelmente uma garota em Ouro Preto, Minas Gerais e só agora foram condenados.
Vi uma reportagem na TV que mostrava os riscos deste jogo, do RPG, o qual estimula a violência, questionando, inclusive, o porque de não proibi-lo em razão de seu conteúdo satânico.
Concordo com emissora evangélica, deviam proibir o RPG e seu conteúdo pode estimular a violência por parte de pessoas desiquilibradas.
Também acho que deveriam proibir o futebol, pois as rivalidades dos times já causaram muitas mortes.
Não deveriam proibir todos os esportes, afinal episódios de violência já foram vistos em outros esportes, como assassinatos em jogos basquete, provocados por brigas de torcida!
E não devemos parar por ai! Atores já foram agredidos/ofendidos em razão dos papeis que intepretam, especialmente em novelas.
Deveríamos proibir a exebição de novelas pois podem estimular a violência. Musicas, também, em alguns shows aconteceram brigas e até mortes, por favor autoridades, os proibam também.
Acabem urgentemente com os programas televisivos que falam de violência, pois estimulam mais violência.
O Wagner Montes (Record) por exemplo, estimula a violência ao defender açòes enérgicas da polícia ante criminosos.
Deviam abolir a religião também, não é ilustres bispos (da Record)? Afinal nada na história humana provocou e provoca tantas mortes, guerras e genocídios quanto uma religião.
Proibam a religião e esqueçamos as rixas entre judeus, cristão, muçulmanos, induistas, budistas etc.
Melhor ainda, seus hipócritas, proibam que pessoas falem tanta besteira sobre o que não entendem.
O problema não é o jogo de RPG, mas sim que loucos, assassinos e hipócritas sempre acham desculpas para fazer o mal, seja seu deus, seja seu time seja qualquer outra coisa que possam dividir o homem em grupos!
O RPG? Sim, pode acontecer, assim como poderia acontecer com qualquer outra coisa, e tenho dito!
Na minha opinião houve um oportunismo e sensacionalismo da mídia que estava louca para associar ritual macabro ao assassinato da jovem. Aí pegaram os livros de RPG, os dados etc, e tcharam, temos a manchete do ano. "Adolescente é morta em ritual macabro de RPG".
Infelizmente é isso que foi disseminado pela mídia e por muito tempo, esses serão os tipo de preconceito que as pessoas que jogam RPG terão que enfrentar
Eu faço parte e ajudo a divulgar!!!!
Mas conheço as regras, pessoas que jogam e posso CONFIRMAR que TUDO que a nossa queria midia com mentalidade da era da inquisição fez e faz foi passar mais ignorancia, descaso e sensacionalismo.
RPG além de ser Reposição da Postura Global, é um jogo de interpretação. Tinha que ser um delegado com cérebro de ostra pra "pensar" e espalhar que isso tem a ver com satanismo...
Satanismo é traficar droga, satanismo é vestir um terno de 10 mil reais, por a bunda numa cadeira de couro no congresso nacional e achar que o bem publico é dele enquanto um monte de gente morre de sede, fome e vive sem perspectiva de futuro. Isso a TV não critica, agora então que jornalista não precisa mais de diploma, se prepara que otaku vai ser internado por ter desvio de personalidade ou estar "possuido pelo capeta"...é...a gente devia dar a Terra pras baratas mesmo...
Ah, saudades do meu grupo de D&
... Pena que perdi totalmente a vontade de jogar novamente, to ficando velha e ficando mais chata
O capixaba joga rpg sim!!!!
Ja até joguei com ele
Mas fora isso assino em baixo do texto.
Jogadores de RPG são desprezados por serem nerds, não por serem potenciais assassinos. Por sinal, um nerd que defende que RPG não mata ninguém tá perdendo a única fonte de defesa que possui contra o resto do mundo hahahaha
Bastaria dizer "se você continuar me zoando irei criar um personagem com o seu nome e matá-lo." Vê se não soa como macumba?
Eu jogo RPG, mas se coloque no lugar dos seus vizinhos que ouvem gritos como "eu vou cortar o seu pescoço", ou "invoca aquele demônio", entre outros soa como algo beeeeem suspeito, não é? Principalmente quando não há drogas no meio...
Sejam um pouquinho razoáveis
http://www.taulukko.com.br/blog/grimorium/716
Acontece por essas autoridades querem por natureza manter o status quo e em sua maioria são incompetentes, culpam aquilo que não gostam e que desafia a sua supremacia para tentar esconder suas próprias incapacidades e é claro, desviar a atenção do povão para o que realmente lhe interessa.
Não fiquem surpresos quando um meio de comunicação é tão tendencioso quanto aquele que originalmente emitiu a mensagem, uma vez que a maior parte dos meios de comunicação são controlados por políticos, gente que tem poder e são ligados à advogados, delegados, promotores...
E sim, como foi dito aí embaixo, o futebol é um esporte que causa milhares de reais em prejuízo para a ordem e bens públicos, causados por verdadeiras GANGUES ORGANIZADAS, que na minha opinião DEVIAM SER PROÍBIDAS, mas não o são simplesmente porque geram dinheiro: pro dono do clube, pros empresários, gente ligada aos políticos que defendem seus interesses. O meu povo não é o seu povo, aparentemente. Uma patota de 400.000 pessoas (não sei de onde Marcelo tirou esse número) reunidas para fazer livros de fantasia e jogar algo "diferente" não tem interesse e voz nenhuma para esses políticos.
E Bugman, não tire as briguinhas dos comentários. São as coisas mais engraçadas deles!
Comentário de: RAW
Falar que "o RPG não influenciou NENHUM crime no Brasil" é tão tendencioso quanto os argumentos que culpam o jogo.
O RPG, assim como os games, romances e filmes, são válvulas de escapes daqueles que o utilizam, por motivos diversos, para desestressar, diversão etc.
O verdadeiro problema está no grau de influenciabilidade de cada. Se a pessoa acha que GTA representa fielmente a realidade, é claro que o jogo a estimulará a cometer algum crime, grande ou pequeno. Deve haver controle e orientação melhores, principalmente por parte dos pais.
Resumindo: nunca digam nunca.
Raw, eu concordo em parte com você. Psicóticos, perversos, neuróticos graves podem se valer de jogos, filmes, livros ou revistas em quadrinhos para cometer crimes? De certo. Não foi por conta de "O apanhador no campo de centeio" que o sujeito afirma ter matado John Lennon?
Mas há um ponto que eu não concordo com você. O título do artigo diz que o RPG não influenciou nenhum crime cometido no Brasil. Note que o verbo está no passado, no pretérito. E isso é verdade, até hoje não há comprovação de nenhum crime cometido "sob influência" do RPG no país. Se amanhã aparecer algum, bem, esse texto continuará válido, respeitado o locus temporal dele.
Outra questão essencial que você cita é da participação dos pais. Estamos vivendo tempos onde os pais são figuras completamente ausentes na vida dos filhos, e muitas vezes na melhor das intenções (estão trabalhando para mantê-los), isso sem falar o número geometricamente crescente de pais adolescentes ou já de início despreparados para a paternidade. Esses filhos da televisão, dos videogames e do computador têm se tornado adultos pouco exemplares, sejam co-atudano no homicídio dos próprios pais, seja colocando fogo em índios ou espancando empregadas domésticas na rua.
Aí dá-lhe a inventar culpados: é a televisão que não é educativa, são os jogos eletrônicos que são violentos demais, os RPG's e sua influência perniciosa...
O RPG, assim como os games, romances e filmes, são válvulas de escapes daqueles que o utilizam, por motivos diversos, para desestressar, diversão etc.
O verdadeiro problema está no grau de influenciabilidade de cada. Se a pessoa acha que GTA representa fielmente a realidade, é claro que o jogo a estimulará a cometer algum crime, grande ou pequeno. Deve haver controle e orientação melhores, principalmente por parte dos pais.
Resumindo: nunca digam nunca.
"Sem querer dar palpite... não, eu realmente quero dar palpite.
Você não quis bater de frente eprovar que do seu jeito funcionava, que era eficiente? Não tentou explicar o que era o RPG? E se tentou e ele não entendeu, você poderia ter iniciado um movimento para derrubar seu superior, mostrando que ele não era capacitado, alguém tão ignóbil jamais deveria ser superior se qualquer um."
Suíno, acredita que para um diretor que dá uma ordem dessas, valia a pena tentar explicar alguma coisa? Quanto a iniciar um movimento para defender o RPG e derrubar o diretor, que a propósito, era DONO da escola... bem, como eu não estava muito a fim de virar um mártir desempregado, achei que talvez não fosse uma boa idéia.
Abraço
Cuco
A "Festa do Doze" é a comemoração do aniversário da Escola de Minas de Ouro Preto, Primeira curso de engenharia do Brasil fundado em 12 de Outubro de 1876, por Dom Pedro II. A grande maioria das repúblicas da universidade foram adquiridas durante este mais de um século por esta Escola e tem o que zelar. A festa do Doze não é Carnaval fora de época.
O site de vcs é muito bom! Sou RPGista desde 1994. Ex-aluno da Escola de Minas.
Muitas pessoas simplesmente não compreendem que comics, mangá, anime e jogos só influenciam comportamento de quem já é instável naturalmente.
ODEIO quem faz isso.
Sou rpgista e confesso que dá nojo desse fanatisco religiosos que tenta a todo custo converter as pessoas que não seguem suas leis.
- TODO MUNDO PARADO CAR#$%^!!! POLICIA!!! PERDEU MALUCO DEIXA O DADINHO NO CHAO!!!
E aquele bando de nerd com barba mal feita tentando esconder fichas de personagem na cueca...
Êta brasilzão...
É tão completamente surreal que é engraçado.
1o)
Muitas cidades proibiram o RPG por conta do crime de Ouro Preto, proibiram usando a anti-propaganda criada na época, leis criadas na base da mentira.
2o)
Muitas vezes tentaram provar que os rapazes eram rpgistas e satanistas para concluirem que eles eram os assassinos. Eu sou evangélico mas tenho por obrigação lembrar que sendo rpgista, ou até mesmo satanista não significa merda nenhuma. Estamos num lugar livre que graçãs a Deus podemos escolher a crença que quisermos, e ser satanista não significa que alguém matará outra pessoa (alias os especialistas dizem que a moça foi morta naõ por conta de um culto e sim por uso de drogas, duplo fail neste caso).
Dizer que um rpgista NUNCA estará envolvido com um assassinato é ingenuidade. O que se pode falar, e isto as estatísticas confirmam, é que quem joga RPG tem menos chance de virar um assassino do que outros jogos como futebol, skate, etc. E fim de papo!
Afinal, as parábolas eram histórias de interpretação, não? hehehehehehe!!!!!!!
COMO vc pode proibir alguém de jogar algo de que vc só precisa de papel e lápis pra jogar??????
É HUMANAMENTE IMPOSSÍVEL! :O
E Kelebor, se eu fosse vc teria é usado um outro recurso no seu caso.
Devia ter dito a todos que vcs passariam a jogar apenas o inocente JIP, Jogo de Interpretação de Personagens e não o "maligno" RPG.
É a mesma coisa? É.
Mas uma mente tão obtusa a ponto de ameaçar o emprego de alguém por jogar RPG em aula jamais ia sacar a diferença.
Ps. Cristãos também são nerds.
HUAHUAHUAHUAHUA!
Concordo plenamente!
Ps. Cristãos também são nerds.
Repito: sou evangélica, mas tenho amigos ateus, espíritas, wiccas, budistas, e me dou muito bem com todos eles, e os amo independente de sua religião.
Acho que o RPG é um jogo envolvente e que exige maturidade sim, mas daí a estender tanto a sua influência... acho que é demais.
Lembro-me dos tempos que ia pros lives de Vampiro: a Máscara e era a maior briga lá em casa... e olha que eu nem andava de preto!

Comentário de: kelebor
Sem querer dar palpite... não, eu realmente quero dar palpite.
Você não quis bater de frente eprovar que do seu jeito funcionava, que era eficiente? Não tentou explicar o que era o RPG? E se tentou e ele não entendeu, você poderia ter iniciado um movimento para derrubar seu superior, mostrando que ele não era capacitado, alguém tão ignóbil jamais deveria ser superior se qualquer um.
Comentário de: kelebor
Sem querer dar palpite... não, eu realmente quero dar palpite.
Você não quis bater de frente eprovar que do seu jeito funcionava, que era eficiente? Não tentou explicar o que era o RPG? E se tentou e ele não entendeu, você poderia ter iniciado um movimento para derrubar seu superior, mostrando que ele não era capacitado, alguém tão ignóbil jamais deveria ser superior se qualquer um.
Era professor de literatura em um grande colégio de minha cidade, em 2001, e utilizava o RPG em sala de aula como instrumento didático, para inserir meus alunos no contexto de algumas obras com que trabalhava (GURPS - O Cortiço, de Aluísio de Azevedo,rules!)
Alunos MUITO ruins, de uma hora para outra, passaram a apresentar um progresso considerável, enquanto outros totalmente desligados começaram a se interessar pela disciplina. Tudo corria divinamente, e já estava divulgando a idéia para colegas.
Veio então o caso de Ouro Preto, e inevitavelmente, fui chamado para ter uma conversinha com o diretor. Foi mais ou menos assim:
-Professor Wendell.
-Pois não?
-Sabe aquela aula de jogo que me disseram que o senhor anda dando?
- A com RPG? Claro.
- Gosta de seu emprego?
- Bastante.
- Então ACABE COM ISSO. JÁ!!!!!!
E assim morreu um belo projeto pedagógico...
Comentário de: The one who has no life
O MDM vai usar seu poder de influência pra acabar com essa palhaçada toda acerca do RPG, tal qual fez para acabar com as bilheterias do Hulk e do Watchmen!
PermalinkPermalink 07.07.09 @ 18:01
O que precisa é de pessoas de mente aberta e/ou pessoas que saibam do que estão falando. Um cara que vê um jogo chamado Diablo, diz que é coisa do diabo, e sendo assim deve ser evitado não está em condições de opinar sobre nada, mas infelizmente esses tipos estão em altas posições.
Sem contar com os que entendem muito bem que certas coisas nada tem a ver com o crime mas dizem que só por ser mais fácil encontrar um falso culpado do que procurar um culpado verdadeiro.
E claro, os que só querem criar alguma polêmica infundada.
Todos esses tipos existem em todos os ambientes ou sociedades.
Me entristece ver que o que nos interessa como cidadãos de bem e seres humano, ou seja, a prisão e condenação dos verdadeiros assassinos dessas histórias não aconteceu, por causa da incompetência de sempre.
Quando eu digo que esse país é um circo e os palaços somos nós, ainda me chamam de louco...
O interessante seria achar alguma maneira de colocar isso em midias que fossem acessadas por todos, inclusives aqueles não familiarizados com RPG.
Eu me lembro que na epoca do crime de Ouro Preto a Dragão Brasil começou uma "campanha contra o terror" com um propósito semelhante ao desse texto.
No entanto, quem vocês acham que eram os leitores da DB? São pessoas que ja conheciam o RPG e portanto, a tal campanha era inócua, na verdade, até prejudicava os rpgistas, pois ocupava um espaço na revista mensal deles, que poderia ser usado para outros propósitos como adaptações e outros materiais...
O pessoal do MdM principalmente, que provavelmente possui contatos na midia fora do universo do rpg, deveria conversar com seus amigos, para que esse texto fosse publicado em revistas como Época, Isto é ou Veja.
Em ultimo caso, pode se apelar para a justiça que é a melhor maneira de se chamar a atenção para alguma coisa aqui no brasil.
Pois, considerando que esses casos causam dano a imagem de TODOS os rpgistas, seria possível que qualquer um que seja adepto do hobby entrasse com uma ação de danos morais contra os delegas, promotores e jornalistas responsáveis pelo sensacionalismo.
E é uma coisa simples, pois pode ser feito nos JECs (Juizados Especiais Civil) que não necessitam de advogados, e tem o valor da causa limite em 40 salários minimos.
se um em cada cem rpgista fizesse isso, seriam 4000 processos, isso com certeza chamaria a atenção da midia, além de ensinar a promotoes e delegados a fazerem seus trabalhos direito.
Comentário de: Mister Lopes ·
Por acaso o futebol é um esporte satânico...?
Só se você for torcedor do Manchester United.
Os "Red Devils"! hauhauahuha
*zoação*
Por acaso o futebol é um esporte satânico...?
pessoas que jogam rpg matam outras pessoas. isso é fato."
Então diga uma.
para que os leitores que não cursaram Direito tenham a correta noção do que você tentou explicar, julgo importante algumas correções:
1 - na verdade os crimes que vão a Júri Popular são efetivamente julgados pelos jurados, mas presididos ou se preferir, coordenados por um juiz, o que importa a sua inegável competência. Não há julgamento sem juiz ou mesmo sem que haja ativamente sua participação.
2 - considere que assim como o advogado pode ter pretendido uma progressão da pena, ele TAMBÉM pode ter desejado se aproveitar da propaganda que foi gerada (infeliz estratégia a meu ver).
3 - os defeitos da lei existem em qualquer lugar do mundo, seja país rico ou pobre! Apesar da lei ser concebida por pessoas acredito que o mais razoável não é culpar a lei (que é só um pedaço de papel escrito) mas sim aqueles que a operam, ou o que se idealiza.
E AQUI DEIXO UMA SUGESTÃO PARA VOCÊS MDM'S....
que tal um podcast sobre o assunto? uma abordagem jornalística, jurídica, um debate para contribuir com a informação, a desmistificação do tema e etc?
Saudações.
Comentário de: Chow
Negar a influência do RPG é tão ingênuo quanto colocar toda a culpa nele.
Não sei, Chow.
Acho que o sujeito que se influencia com RPG pode se influenciar com qualquer outra coisa.
Numa suposição crua: a grande graça na brincadeira é interpretar seu personagem. Não tanto quanto a intensidade de um ator.
Pensando assim, um ator é potencialmente mais perigoso? Ainda mais se estiver trabalhando como vilão em alguma peça ou novela?
O problema é que certos abobalhados com a Bíblia embaixo do braço querem ver demônio em tudo só pra terem seus cinco minutos de fama.
Difamação é crime e pecado também. Mas eles que queimem no Inferno, eu não.
Minha consciência está limpa (ok, nem tanto) e um pouco de diversão com meus amigos nunca fez eu matar ninguém.
Esse negócio de jogar a culpa em qualquer coisa pras atitudes erradas das pessoas mostra o que o ser humano pode fazer pra tentar se sair bem em tudo.
Comentário de: Chow
Negar a influência do RPG é tão ingênuo quanto colocar toda a culpa nele.
Ô Chow, rola de você explicar um pouquinho mais o que quis dizer? Porque pra mim soou só como frase de efeito.
Tipo fez o Jesse Custer...
Comentário de: Senhor Suíno
Mais que óbvio que o RPG nada teve a ver com os crimes. E pela declaração de alguns você ve o quão patético foi isso que armaram em torno do crime. Estranho que justo esses que investigam não tem noção nenhuma do que estão falando, não entendem nada daquilo.
Imagino que a exceção seja o Poderoso Porco, que é um policial (detetive criminal, não?) nerd, que, creio eu, vá evitar coisas desse tipo.
Para a pessoa se influenciar por um jogo e cometer um crime só mesmo se apessoa tiver algum problema mental, alguma perturbação. Imagino que existam sim casos da pessoa se influenciar, mas é raro. É mais fácil a pessoa virar um hikikomori do que sair por aí matando.
Muito obrigado pela considerada ressalva, primo!
Existem alguns fatos curiosos sobre esse lance todo aí:
1) Eu me envolvi duas vezes com o caso Aline. Na época que aconteceu, eu estava no auge da minha vida RPGística e depois que entrei pra polícia, eu estava em Ouro Preto quando o segundo rapaz foi preso e trazido do ES.
Isso eu detalhei num post lá no blog nerd onde colaboro, o Projeto Continuum:
http://www.projetocontinuum.com/2008/06/fale-me-mais-sobre-isso-rpg-parte-iv.html
2) Eu escrevi um texto sobre essa absolvição no caso do RPG, e mandei pro Búguima ontem! Quando vi a chamada até achei que fosse ele. Pra quem quiser lê-lo, está aqui:
http://www.projetocontinuum.com/2009/07/morte-rpg-e-ouro-preto-o-fim-do-caso.html
Ah, o texto do Del Debbio tem um ponto ambíguo: não foi o Bel. Adauto Corrêa quem lançou a bola de que a Aline foi morta pelo RPG. Foi outro delegado, fundamentalista até os ossos quem fez isso. À época, o "Dr." Corrêa não respondia ainda por Ouro Preto. Ele entrou depois, mas populesco, manteve a onda do "Ritual de RPG".
Comentário de: Starscream
Quanto ao tema do post, bom, respeito a religião de todo mundo, mas é preciso ser muito imbecil pra ir na onda desses evangélicos que veem satanismo em tudo.
Com certeza Starscream. Mas é bom lembrar (e eu sei que você sabe) que existem evangélicos e "evangélicos".
Minha esposa se aplica ao primeiro caso.
Eu não sou e ela é. E o respeito mútuo existe. As vezes eu a incentivo a ir a Igreja quando ela está indisposta assim como ela me convida e eu fico a vontade para aceitar ou recusar. Não há "fanatismo" e ela respeita o próximo. Isso é importante.
Ao segundo caso, eu lembro de um vídeo do Hermes e Renato:
http://www.youtube.com/watch?v=DpESoBwXNoc
"E esse negócio verde que tá saindo do meu nariz é encosto também?"
huahauahuahauhuha
Sensacional!
parabéns, campeão. [2]
Foi bem bizarra a cobertura mesmo.
A imprensa adora criar sensacionalismo.
Eles não queriam resolver o caso, queriam vender mais jornais.
Comentário de: Automan
Caraio... os posts do Buguimá são os piores... imagina um papo de bar com ele...
Comentário de: Inferno
Duvido que ele um dia vá bater papo em um bar contigo mas não é nada pessoal, é que oferecer bebida pra criança é crime.
abcs
huahauahuahauhahauahua
Mas é um bucha mesmo. Nem sabe a hora de zoar.
O pior é que pelo menos 85% do post foi uma transcrição de outro site. Ou seja, não foi o Bug que escreveu. Isso é tesão incubado.
O mais triste é que eu gostava de ver Automan.
Então, a jogada do advogado de defesa deve ter sido tentar descaracterizar o homicídio qualificado (mais grave) com o intuito de reduzir a pena e permitir a progressividade (regime fechado para semi-aberto e de semi-aberto para aberto), entre outras molezas que só existem no Brasil.
Quanto ao tema do post, bom, respeito a religião de todo mundo, mas é preciso ser muito imbecil pra ir na onda desses evangélicos que veem satanismo em tudo.
Imagino que a exceção seja o Poderoso Porco, que é um policial (detetive criminal, não?) nerd, que, creio eu, vá evitar coisas desse tipo.
Para a pessoa se influenciar por um jogo e cometer um crime só mesmo se apessoa tiver algum problema mental, alguma perturbação. Imagino que existam sim casos da pessoa se influenciar, mas é raro. É mais fácil a pessoa virar um hikikomori do que sair por aí matando.
O foda é que as pessoas são levadas a acreditar em algo sem sequer pesquisar, saber da verdade. Daí surgem muitas lendas e preconceitos.
Não por acaso, tem jornal tendencioso e político filho da puta fazendo o povo de bobo.
Comentário de: Automan
imagina um papo de bar com ele...
Duvido que ele um dia vá bater papo em um bar contigo mas não é nada pessoal, é que oferecer bebida pra criança é crime.
abcs
Resultado: crime sem culpado, e quem matou a garota está nas ruas, independente dos autores de terem sido ou não os acusados no processo.
parabéns, campeão.
abcs


