A culpa é das grandes editoras?!

Semana passada, o Change publicou o excelente post As HQs estão mortas. Será que elas estão mortas, mesmo? Se estão, quem matou? E quem viu a morte delas e não fez nada? Não consigo culpar as grandes editoras...
Como de costume, a culpa sempre cai no colo de caras como o Quesada e do Dan DiDio [editores da maiores editoras de quadrinhos do Ocidente], mas não sei se os caras são os únicos culpados. Pelo contrário, quando penso no assunto me lembro logo de uma tirinha dos Malvados.

Tá todo mundo vendo os quadrinhos afundando, mas não tem ninguém fazendo absolutamente nada pra resolver... Opa! Já imagino a turma dos gibis independentes levantando-se de suas cadeiras com lapiseiras na mão preparando-se pra furar meus olhos. Podem vir, pois vocês são os meus culpados.
Culpar as grandes editoras por nada acontecer de novo no mundo das HQs pode ser sim considerado um grande absurdo. Marvel e DC têm algumas décadas nas costas e, com isso, velhos hábitos difíceis de abandonar. Quem trabalha [eu trabalho] ou trabalhou numa empresa enorme e com décadas de história sabe como é difícil pra ela se acostumar a hábitos novos. O mecanismo de funcionamento dessas empresas é outro, e cobrar dela pensamentos fora da caixa me parece o mesmo que pedir pro seu tio não mandar pra você powerpoints com as piadas da hora [de 1997] ou ensinamentos de Jesus. Pra ele, isso é o máximo e muito distante do mundo que ele viveu há 15 anos [isso não é muito, acredite]. Claro que dentro dessas empresas tem gente que pensa ou tenta pensar fora da caixa, mas isso não adianta muito quando o presidente editorial tem uns 60 anos e/ou responde a acionistas sexagenários. Acredite, isso é praticamente impossível.
A tudo isso, some mais um agravante: as editoras precisam lucrar e o risco de uma ação alternativa demais [pros dinossauros que comandam as editoras] é algo que se deve evitar a qualquer preço. Ou seja, além de hábitos ultrapassados, as editoras não podem se arriscar muito, ou cabeças rolam caso alguma coisa dê errado. Sabe qual é o resultado disso? Aberrações como as Motion Comics.
Nunca viu uma Motion Comics na vida? Não sabe do que se trata? Bem, vou tentar explicar pra você. Desenvolveram uma tecnologia [e as editoras pagaram por isso] que permite que HQs sejam animadas [sem muito esforço]. Depois de "animado", contratam um narrador que lê todos os recordatários e diálogos do gibi. Como se fosse um audiobook. O resultado é uma animação tosca, semelhante aos desenhos desanimados da Marvel dos anos 60 e personagens [masculinos e femininos] com a mesma voz. Você acha mesmo que isso é um produto fora da caixa ou trata-se apenas de uma adaptação mal feita do que já fizeram antes? E as HQs pra iPhone que nada mais são do que HQs físicas mal recortadas que não exploram nem um tiquinho do potencial do aparelho? Mas eles fazem isso... Fazem isso porque precisam dizer pro mercado que eles estão fazendo algo pra entrar no novo mundo do entretenimento, no mundo do entretenimento digital. E só.
Não esperem deles a revolução. A revolução nunca saiu das grandes empresas ou dos ricos e poderosos. Por eles o mundo seria como antes e acabou. A revolução [o pensamento fora da caixa] precisa sair da cabeça de quem tá do lado de fora do mercado. A revolução tem que começar da galera independente!
As grandes mudanças sempre saíram do underground e se antes essas mudanças limitavam-se ao conteúdo [engana-se quem pensa que Robert Crumb não influenciou caras como Stan Lee], hoje elas envolvem muito mais. HQ não é apenas papel no século XXI. O problema [é agora que reclamo dos revolucionários senhores dos gibis independentes brasileiros] é que só vejo o convencional saindo da mão dos quadrinhistas independentes. É claro que eles vão alegar que fazem o diferente, sim. Não, não fazem.
Não fazer gibi de super-heróis não significa fazer algo diferente das grandes editoras. DC e Dark Horse [pra citar duas, apenas] publicam todos os meses nos EUA gibis que fogem do mundo dos caras de roupinha colorida. Desculpa, mas publicar um gibi independente sobre um casal indie que se esbarrou numa festinha qualquer, trepou e nunca mais se viu não é revolução nem aqui, nem no Irã. É mais do mesmo. Ou melhor, é seguir a cartilha do Craig Thompson [esse, um gênio], achando que vai mudar o mercado. Não, não vai.
A revolução não está na história que você [fanzineiro] conta. Hoje, a revolução está no formato. Publicar dezenas de HQs independentes e aparecer em blogs [o MdM tem sua parcela de culpa] dizendo que quer mudar a cara do gibi no Brasil não é a solução. É masturbação. E se a cara da nova HQ brasileira é um gibi no formato tradicional [revista, grampo etc], a cara da nova HQ brasileira é a de uma senhora pagando de periguete. Um exemplo? Suzana Vieira! Isso, senhores. O que vocês fazem com tanto orgulho é uma Suzana Vieira.
Opa! Ouvi alguém gritando no fundo do auditório que os gibis independentes são publicados na internet etc e tal. Amigo, o que você faz é scan. Essa é a sua revolução?!! Você tem todas as ferramentas do mundo em suas mãos e sua revolução é um gibi independente [bem grampiadinho] e um ComicPress com suas HQs?! É, amigo, as HQs estão mesmo morrendo e ninguém está se mexendo pra impedir... Mentira. Tem gente boa buscando alternativas inteligentes.
Vocês conhecem a revista Samba?! É um coletivo com uns caras de Brasília e Rio de Janeiro que publicou uma HQ independente [a velha senhora já citada] etc e tal. Além da revista, os caras têm um blog e é no blog que os caras estão experimentando. Um bom exemplo são as Scroll down comics.

O mecanismo é simples. O scroll da página é o elemento que leva você do começo ao fim da HQ, assim como o virar das páginas em uma revista. O tempo, assim como no virar das páginas, é determinado por você. Simples e eficaz como um soco na boca do estômago. Tem gente pensando fora da caixa. Esse, no entanto, não é o único formato que os caras exploraram, caro amigo [reduzidos drasticamente depois dos primeiros parágrafos desse post]. Os caras já experimentaram um tal de YouTube, aí. Olha o resultado.
É a invenção da roda?! Claro que não, mas é um grande passo pra mudar o rumo do mercado dos gibis. Um grande passo pra se pensar em quadrinhos em formatos distintos. Esqueça o papel e o grampo e pense de verdade em outros meios. Pense que uma HQ publicada num player de vídeo [perfeito, por exemplo, pra se ler num iPhone] precisa de um editor de vídeo! Precisa de alguém responsável pela música [tri-lha-so-no-ra]. Opa, temos novas peças na engrenagem, temos novas coisas pra pensar na hora de produzir uma HQ. Temos um novo caminho pra trilhar!!! Hun, mas eles publicaram uma revista independente...
Por que os caras da Samba publicaram uma revista independente [se der lucro, paga um jantar no Mosca?] se foram capazes de trilhar por um metro ou dois o tortuoso caminho de tijolos dourados da inovação? Não sei, mas acredito que uma revista publicada legitime o trabalho dos caras... pelo menos num mundo analógico. Será? Legitimação nada mais é do que um tapinha nas costas [quero deixar claro que comprei a revista e curti o material], nada mais. O que eles fizeram e fazem de relevante não está na revista, mas no blog e no YouTube. Ali eles estão buscando alternativas, fazendo o que independentes devem fazer. Inovando!
Lá fora também tem gente buscando alternativas. Veja aqui um exemplo excelente e que se adaptaria ao iPhone [ou a qualquer outro hardware portatel] com muito mais qualidade do que um vídeo [YouTube, por exemplo].
É a revolução independente que vai mudar o mercado. Quando os independentes do mundo esquecerem o grampo e o papel e buscarem alternativas e novos formatos pras suas histórias, o mercado vai mudar. As grandes empresas [eu trabalho no braço digital de uma grande empresa de comunicação, conheço esse cenário] estão de olho nos verdadeiros revolucionários. Tentando entender a cabeça deles e absorver o que os verdadeiros revolucionários estão criando [isso quando não absorvem as pessoas, também]. O problema é que nenhuma revolução está sendo feita! O cenário, pelo menos no mercado de HQs é o seguinte: enquanto um cara mexe-se pra mudar o mundo, dezenas filiam-se ao PSTU e gritam palavras de ordem contra o sistema. Vai por mim, nem faz cosquinha.
As HQs estão morrendo, sim, e a culpa não é apenas das grandes editoras e de suas idéias fora de moda. A culpa é de quem deveria está realmente buscando fazer o diferente, mas repete a fórmula das grandes empresas. Quem busca o refúgio seguro são os que já estão no topo. Uma grande editora não vai arriscar alguns milhões de dinheiros pra fazer o diferente. Você, que tá na base da pirâmide, é quem deve buscar alternativas [Photoshop, Flash, YouTube etc.] pra mostrar pro mundo novos caminhos pra serem trilhados. Ou você prefere ser o cara que durante o afogamento das HQs coloca a mão na boca e pergunta: será que ninguém vai fazer nada?!
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Muito obrigada viu.
Concordo que há muita gente publicando coisas independentes sem aproveitar todos os
suportes que surgiram no meio digital, mas no blog me deu a impressão de que o autor desmereceu
o esforço para publicar, pois tentar lançar uma publicação de qualidade gráfica no mercado é
realmente difícil, Tah mas e a internet os meios digitais.. Sim temos novos meios de se promover
e que com certeza são a alternativa e o Futuro. Mas a praticidade que se tem em ler uma
revista em quadrinhos no papel é uma característica que vai demorar e muito para desaparecer
isso se desaparecer, por exemplo eu não vou levar meu computador no banheiro para ler uma hq.. ou
nem vou ficar com um laptop em cima de mim antes dormir.
Bem em relação à experimentação no meio digital existem muitos exemplos, o autor do post
não pesquisou direito, com certeza não.
Aproveito a deixa e vou divulgar aqui uma experimentação da linguagem da HQ no meio Digital
que foi tema do meu TCC jundo com mais dois colegas.O conceito é de uma HQ interativa onde
vc pode ler e tem que escolher que caminho seguir em certos pontos da história podendo fazer
várias versões da história, e utilizamos não soh ilustrações, mas animação, som e vídeo também.
Segue o Link:
http://www.multiversso.com/hotsite.html
Abaixo vou citar mais duas fontes que tratam de inovações com HQ e meio digital. Segue o Link:
Esse é um jogo que utiliza a HQ como forma de narração.Segue o Link:
http://www.mistercoo.com/laberinto.html
No site Bigorna.net tem uma coluna chamada quadrinhos redondos, escrita por Edgar Franco
que tem uma teswe de mestrado sobre HQtrônicas, que seriam as HQs no meio digital,
na coluna dele tem alguns tópicos que e demonstra vários exemplos, segue o link:
http://www.bigorna.net/index.php?secao=quadrinhosredondos
Agora segue um link do blog de uma publicação independente impressa e de qualidade
e para quem ler a história vai ver que é uma Narrativa diferente e criativa, no meio físico.
A Avenida, que inclusive esse ano foi indicada ao HQmix, é inovadora e não utiliza o meio digital
com quadrinhos.
http://www.avenidahq.com/
SHHHHTAHHHHH aiiiiiiii!!!!!!!!!!!!!
Mas não creio mesmo que as HQs estejam morrendo, elas não são dinossauros, vão se adaptar, no entanto o post do Change e do Ultra usam essa frase pra dar um choque. Tudo bem, deu certo, obrigado, vou trabalhar no resultado.
Mas não vai ser no Youtube, eu creio que o controle do tempo é importante pro quadrinho, se não vira animação.
Agente não tem uma coisa que se bata o olho e nossa isso é brasileiro vendendo por ai (sem ser turma da mônica haha). Se tem é imdependente e não tem nenhuma veiculação ou nunca ouvi falar. Ninguém quer investir em nossas histórias.
Eu estou fazendo o curso de mídias digitais, e agente tem que o tempo inteiro estar antenado em novidades da internet e mobiles.
E eu vejo a internet como um divisor de águas, ela diferencia o que é arte do que é produto. Pq é dificil ganhar dinheiro com a internet, comprado ao que se ganha com objetos "solidos".
A internet é pura divulgação, é conhecimento e é cultura, mas principalmente uma mídia de comunicação assim como TV e rádio e oq o pessoal de tv e rádio ganham de nós diretamente?
ou seja... com publicidade.
A solução é ele se aliar aos outros meios, e isso está acontecendo, lentamente mas está, por exemplo? Que puta moda do caralho de fazer filme de quadrinhos! A Marvel e DC inteira vão passar nas telas nos próximos 100 anos. Com datas de estréia marcada o.O...
Mas ainda falta se ligar aos outros meios, como ter divulgação dentro de MMORPG, ou aparecer uma propaganda na TV. A questão é que ainda se tem rpeconceito contra quadrinhos, só quem está no meio que descobre o ouro por baixo de tanto cascalho.
Tem também realmente o fator de ser caro pra caralho!!! antes eram centavos, agora um quadrinho custa em média 9 a 10 reais!!! que absurdo, principalmente os mangás em preto e branco com folha de papel higiênico custando uns 10 pau!!
Hoje em dia está ganhando mais quem cobra menos, e que o lucro direto parece menor mas que no final do mês está maior.
A internet veio rpa ensinar o lucro com serviços gratuitos. Na parte da internet tem mesmo é que serem feitos quadrinhos de graça, que aos pouco ganham fama e que ganhem depois patrocinio e publicidade.
Nunca se perguntaram como esses jogos online ganham tanto sendo de graça?
Além da questão do premium, do algo a mais que deve ser explorada também.
O que está acontecendo é que muita gente trabalha e na net faz arte. Ou seja quadrinho é arte e não produto, não foi feito pra ser apenas lucro mas pra comunicar então o que importa é qualidade e tá uma droga a qualidade dos quadrinhos atuais...
meu que merda é essa? Gente morre, ressucita, faz pacto com o capeta, luta contra mortos vivos, morre mas não morreu de verdade... A marvel tem mais é que explodir e a dc junto, que saco, ainda em sima das mesmas histórias e heróis?
Mangá ta fazendo sucesso pq tem começo, meio e FIM!! apesar de muitos usarem a mesma formula que está começando a cansar também ainda tem uns que estão apostando em modos de se contar uma história diferente.
Assim como ainda existem escritores e roteirista muito criativos para quadrinhos ocidentais, mas pelamordedeus usem outros personagens e outros conflitos, já saturou!
Snif!
Visitem o site antes da partida do féretro.
www.gibix.com.br
''Querer comparar mangá com as outras HQs é ingenuidade.
A questão do mangá com os japoneses é cultural. Algo muito mais forte que os quadrinhos na America Latina, America do Norte ou Europa.
Os japoneses se cansarem de mangá é a mesma coisa que os brasileirosse cansarem do futebol. ''
Não entendi Mallandrox, pode explicar melhor?
Meus caros, assim que as grandes editoras pararem de fazer mega-boga ultra-sagas que vão revolucionar-a-editora-mas-não revolucionam-merda-nenhuma e fizerem algo melhor vocês vão ver que as vendas aumentam mais rápido do que a Susana Viera arranja um peguete novo.
Mas, infernos, os post do "Inferno vale a pena!!!!
Mas na minha opinião há um motivo ainda mais forte para a falta de revolução nessa área do que a simples acomodação do pequenos e dos grandes.
No inicio dos anos 90 se vendia a nova tecnologia digital, o armazenamento virtual, como a imortalização do conteúdo, onde tudo que fosse criado duraria para sempre. Que hoje como sabemos, é uma grande mentira. Um cd de dados gravado em meados dos anos 90 se não estiver totalmente corrompido hoje em dia, deve ter a maior parte de seus dados ilegíveis. O armazenamento "eterno e infinito" prometido é bem limitado, mesmo se dorbando a capacidade em não sei quanto tempo, sempre falta espaço e dados precisam ser deletados. A tecnologia se torna obsoleta tão rapidamente que torna inviável ao cidadão médio acompanha-la e manter todos seus equipamentos atualizados. Particulamente só tenho condições de comprar as "novas" tecnologias quando vão para o balcão de promoção.
A revolução está nas mãos das iniciativas independentes, é verdade. Mas a falta de durabildiade das novas tecnoligas é culpada também. Uma revista que eu comprei 20 anos atrás ainda está em perfeitas condições na minha prateleira, um cd de música que comprei nesse mesmo período está impossível de se ouvir, cd de dados que gravei a 10 anos então já estão corrompidos. No final das contas o papel ainda é o meio mais durável e confiável, ainda que atrasado e obsoleto
Me parece, e isto é uma opinião particular, que as hq´s gozam, dentre seus leitores, um como que status de produto importado. O comics, o mangá, o quadrinho europeu. Este, talvez, seja a característica mais marcante, tanto de colecionadores quanto de leitores eventuais. E já tive pistas disto quando em contato com leitores de todos estes tipos, ao ouvir frases como “pensei em comprar, mas um mangá nacional? Será que (autores brasileiros) conseguiram produzir um mangá verdadeiro” ou “nunca li nada de quadrinistas brasileiros bom o suficiente para me recordar”. É este pedigree importado, que os leitores brasileiros parecem visualizar, o qual não encontram nas hq´s nacionais.
Quanto ao término fúnebre dos Quadrinhos, estes parecem estar perante uma encruzilhada: de um lado a extinção, e de outro o ser açambarcado por outra mídia.
Explico: no caso da extinção, seria mais uma captura por outro tipo de formato, a exemplo dos folhetins, textos romanceados que, compilados, deram origens aos livros hoje conhecidos. Neste caso, os folhetins foram extintos, dando lugar ao livro. Nesta timeline, os quadrinhos dariam lugar aos livros em quadrinhos, obras completas e fechadas em um único volume, para serem vendidos em livrarias e, portanto, mais distante dos moldes inerentes à cultura de massa, originalmente a mais marcante característica dos Quadrinhos.
E no caso de uma progressiva adição de recursos lingüísticos – como som, movimento de pages, animações digitais, etc., as hq´s seriam açambarcadas pela Animação. Tendo a Internet seria seu maior meio de disseminação.
Ainda um dado importante: as tiras, cuja compilação no formato coletâneas deu origem aos comics contemporâneos, permanecem até hoje, o que pode indicar uma co-existência pacífica, ainda que não na mesma proporção, das hq´s estilo “grampo e papel” com suas descendentes hqtrônicas e webcomics animateds.
Contudo, concordo com os coments acima que destacaram ser a QUALIDADE o real atrativo dos Quadrinhos e, de um modo geral, de qualquer mídia de entretenimento. Sinceramente, tomando como exemplo o filme Cavaleiro das Trevas, do diretor Chris Nolan, tal foi a eficiência e qualidade artística impressa ali, que pouca diferença faria se o protagonista fosse James Bond, o Jason Bourne da série Bourne, ou mesmo o televisivo Jack Bauer de 24 Horas. O sucesso do filme seria, creio, exatamente o mesmo. Da mesma forma, com roteiristas, desenhistas, arte-finalistas, etc., enfim, quadrinistas de talento, os quadrinhos brasileiros poderiam fazer sucesso tanto quanto qualquer outro no mundo.
Sem dúvida, o AMADORISMO dos quadrinistas brasileiros constitui-se ainda na maior barreira para o sucesso das hq´s made in Brazil, e isso dentro de nosso próprio país.
Para completar, uma dica para um texto futuro seu, audaz redator: discorra acerca da miopia cavalar demonstrada por estúdios cinematográficos brasileiros (?!) por não estarem correndo atrás e fazendo seus filmes inspirados em quadrinhos brasileiros. Hq´s fabulosas como NOITE LUZ, de Marcelo D’Salete, e a impressionante SCHEM HA-MEPHORASH, de Marcela Godoy e Sam Hart, esta última uma hq com “H” e “Q” maiúsculos, não faltam para serem convertidas em película.
Concordo, ao invês do MDM ser mais critico com as hqs nacionais como é com as gringas ou os filmes sempre ficam passando a mão na cabeça de um monte de coisa fraca, e mesmo quando falam mal dão nota boa ao gibi (não lembro de ter visto uma hq nacional aqui com nota abaixo de 7) ou então ficam abrindo espaço para tirinhas ruins como Homem Grilo por que o autor é "primo", "amigão", "amante" e quetais!
Sobre o texto realmente não adianta fanzineiro continuar no papel, como um Lord Lobo da vida que faz gibi fininho com história fiapinho emulando um gibi gringo ao extremo mas que você encontra em pouquisimos lugares para comprar e com peridiocidade de seis meses (isso quando sai), pessoal tem que buscar outras formas, mas algo que não foi falado que é interesante é pensar em licensiar os personagens, conseguir colocar os personagens em capas de caderno, agenda e outras coisas do genero.
Concordo com a opnião da grande maioria, apenas vou complementar com algumas ressalvas:
A qualidade dos quadrinhos das grandes representantes (Marvel/DC) realmente caiu demais! Percebo que existe uma grande "fórmula" do sucesso!
1. Estão matando e ressuscitando demais! Quantas vezes o Batman já foi aposentado? A mesma quantidade de vezes que Shiriu Cavaleiro do Dragão rescuscitou? Quantos Supermans existiram afinal? Putz!
2. Muitas estórias são divididas em vários volumes, até mesmo em revistas de outros personagens como tentativa de "alavancar" as vendas de outros produtos. PORRA! Se eu quiser comprar revistas esporádicas da mesma forma como assisto a série "Two and a Half Man" não entendo porra nenhuma! Será que sou obrigado a comprar todas?! Parei de comprar revistas faz um tempão, hoje já nem sei mais quem é o Homem Aranha!!!
3. O conteúdo não é mais voltado para a gurizada, como acontecia no passado, deve-se até observar o conteúdo de alguns personages de desenho que transformaram-se em fenômeno para os guris, como o Ben 10. Paralelamente, revistas mais elaboradas poderiam ser criadas para um público específico.
4. A utilização de novas mídias atrairia sim um novo público. Eu adorei a idéia do scroll, mas acho que muito poderia ser desenvolvido e criado com as ferramentas que já temos hoje, mas falta iniciativa, e não apenas dos grandes, mas também dos pequenos. (Ver exemplos como Linus Torvalds!)
Não existe um grande problema a ser resolvido, apenas força de vontade para vencer paradigmas e alçar novas idéias, novos roteiros, novas ambientações. Será que os psicotrópicos usados hoje são de pior qualidade?
Vale lembrar que em tempos de crise, ousa-se menos, o que "justifica" o uso de remakes, reboots, histórias vagabundas e as "fórmulas" de sucesso.
Possivelmente veremos em pouco tempo, uma reinvenção de tudo o que conhecemos hoje. Esperemos então pelo "escolhido", o messias...
Falowz, e novamente, ótimo post!
Mas discordo dele em parte.
Hq não estão morrendo.Nem a midía impressa de uma maneira geral. Simplesmente porque o meio digital é efêmero e volátil. ou seja, muda muito rápido e o que é interessente em um dia no outro já não tem sua importância.
O único barato da coisa é que divulgação, parte mais difícil e trabalhosa da produção que a net barateia e democratiza. mas o paepl ainda é necessário, como materialização física do trabalho.
Acho formato super-héroi que está respirando com a ajuda de aparelhos. Não por falta de idéias, são os tempos. o mundo está mais cético, diferente do mundo que vendia 2 milhões de cópias há 40 anos atrás.
Perdemos a inocência, e também a fé nos heróis, vimos que na verdade são uns canalhas musculosos de roupinha colada.
Que nos catequizam com uma pseudo moral
até quando tentam ser normais. Tem super poderes para acabar com guerras , fome etc. mas ficam de picuinhas pessoais com inimigos pessoais que precisam urgentemente de terapia ou com politicagens vazias para realizações de projetos pessoais.
Quem gosta disso, não cresceu. ou vive na terra do nunca. por isso que as editoras tem tão poucos leitores ou tem como filão o mechan e a industria cinematografica, essa segunda que sobrevive e lucra vendendo escapismos.
Até existe um esforço por parte das grandes editoras em criar novos enredos mais adultos e critico. Mas o formato não permite, porque é enraizado em valores que não existem mais . E uso da midia digital não como renovação do formato, mas como divulgação barato(formatos para ipod funcionam mais como viral).
no entanto, não tira o mérito do que eu postei.
inclusive, um cara ai em baixo falou dos mangas, e o Ultra respondeu que eles vendem bem pq estão fazem parte da cultura japonesa...
besteira, e das grandes
se isso fosse mesmo verdade eles estariam vendendo bem APENAS no Japão, o que não é verdade, os mangas estão crescendo em venda, todos os anos, nos países OCIDENTAIS, nos EUA o mercado só aumenta, assim como no Brasil (onde o numero de mangas mensais na banca ja supera o de HQs)
Apenas mais uma prova de que a crise das HQs é editorial, não tem nada haver com market ou o tipo de midia.
alguem ai meche com tablet ? quem sabe rolava uma animaçõzinha do llamma invasion!
1. Os quadrinhos mainstream (Marvel/DC) sempre serão financiados pelo merchandisign e pela produção de outras mídicas lucrativas, como cinema e televisão. A produção de quadrinhos no fundo ficará como algo importante para manter pessoas criando histórias que futuramente darão dinheiro em algum novo formato. Hoje vivemos isso de maneira bem clara.
2. Os livros não morreram com o o advento dos audiobooks conforme muita gente falou 20 anos atrás, e os Vinis ressucitaram dos mortos para as mãos dos colecionadores após a morte dos CDS. Quem coleciona sempre quer ter o objeto presente, o verdadeiro colecionador não quer ter uma coleção digital em pdf, quer comprar o álbum e ver na estante de casa. Eu sei pq eu sou assim e muita gente que conheço é também.
Nesse sentido as produções de cinema acabam criando novos colecionadores, eu aposto que Scott Pilgrim vai levar muita gente a comprar os quadrinhos e se interessar por outros quadrinhos indies, como Retalhos por exemplo. Não vai ser uma fortuna em dinheiro, mas quem ama a arte vai continuar produzindo igual acontece atualmente. Exemplo claro é o álbum Copacabana do Lobo e Odyr, alguém acha que eles vão ficar ricos com o álbum?
3. Os quadrinhos sempre foram uma indústria menor, assim é normal que demorem mais para se adequar no meio digital. A indústria da música por exemplo, só tomou forma depois que a Apple mostrou na iTunes Store que existia um caminho legal de comercializar música online, ai surgiu a Amazon e hoje em dia o mercado está satisfeito. Cinema por exemplo ainda não encontrou seu caminho no meio digital, os livros estão engrenando agora com o iPhone e o Kindle, ou então peguem o exemplo da televisão, algo muito mais poderoso e que ainda "vive na clandestinidade".
As fórmulas estão se formando e com os quadrinhos vai acontecer a mesma coisa, em algum momento o caminho online vai se encontrar. Eu particularmente acredito que o epaper vai acabar se tornando algo comum e que as pessoas vao comprar os quadrinhos na iComics Store e ler diretamente no papel digital, dividindo espaço na tela com o Google News e com o email. Isso para um futuro próximo...
estao vendendo menos pq existe scan, mas o numero de gente q le nao deve ter mudado muita coisa nao...
Por exemplo, hoje, no Brasil, a venda de mangás corresponde a apenas 5% da venda de quadrinhos, sabiam? Não existe invasão do mangá!!
Tirando que o criador so mangá, Osamu Tesuka, se inspirou nos desenhos animados americanos pra fazer oq fez.
Outra coisa, os quadrinhos virtuais não substituem os em papel, assim como a TV não substituiu o rádio. Acho sim que eles se alteram, mas não anulam um ao outro. É uma bobagem dizer que o quadrinhos está morrendo pelo seu formato em papel!! É a mesma coisa que culpar a queda de qualidade musical por causa do CD.
Uma coisa é a mídia que será veiculado o produto e outro diferente é o produto em si.
Podemos discutir formato aqui, mas não é isso que vai ajudar ou não as HQs no Brasil.
Gênios dos quadrinhos assim foram considerados quando criaram uma nova forma de NARRATIVA, coisa que não foi falada aqui nesse post! Vamos falar de conteúdo, narrativa, de ousadia nos desenhos, que tal?
Isso sim pode ajudar de alguma forma! Criar uma identidade de quadrinhos brasileira! Pode ser?
Enquanto isso, esse post pode falar de formato de distribuição e de ousadia. Mas quem de fato está fazendo alguma coisa?
Eu por exemplo estou lançando para o mês que vem a minha revista impressa, com uma versão para o Iphone. Vamos ver no que dá!
Mas concordo na questão que enquanto a galera continuar comprando as baboseiras de mortes e ressurreições que o Sr. Quesada Safadenho disponibilizar, vai continuar sempre a mesma merda.
Particularmente não gosto de ler no PC, já lí alguns scans, aqueles que com certeza não serão publicados aqui [maldita Panini e outros] e alguns que são difíceis de encontrar... Mas curto muito comprar os quadrinhos, ter algo tangível e sentir o cheirinho de papel novo, isso não tem preço.. hueheueh. [Até gibi velho é bom]
Tbm concordo com as novas mídias... Acho q teriam que andar lado a lado com o Papel e grampo.
Deixei a muito tempo de comprar tudo que via pela frente, pois as Hq's deixaram a muito tempo, de ser "a forma de entretenimento mais barata do mundo"
Enfim... Morreremos e não veremos tudo.
Realmente precisamos observar todas essas mudanças e acompanhar o cenário dos novos leitores isso me fez lebrar da época que pegava busão com um walkman, pilha e com fita cassete .... a fita cassete foi embora mas a música continua.
Como um produtor de HQ independente vc disse tudo, ficar chorando e protestar por um "terreno", é a regreção por tudo que acreditamos.
Parabéns pelo post.
[]s
chicolam
Pensemos em um quadrinho comum. A revista do homem aranha. Nessa revista temos uma boa história, mas também temos lindas imagens. Me lembro de uma revista no formatinho da Abril onde o Octopus ressucitava. Em média eu levo meia hora para ler uma HQ ininterruptamente, nessa HQ eu levei mais de uma hora e meia. Eu me detia a todo momento naqueles quadros enormes que mostravam as sombras do movimento do aranha pela cidade. Cara sempre que eu vejo uma página dessas eu tento acompanhar o movimento do personagem (é mais forte que eu).
Ta ... e dai ?
Dai que eu imagino uma HQ que va construindo uma página, ou um quadro desses, onde uma sombra apareça de cada vez até chegar no homem aranha final. Nada de animação, nada de efeito, somente uma sombra aparecendo por vez até completar o movimento, simples. E esse é só um exemplo.
Pense no exemplo onde antecipamos uma grande revelação. Quem nunca deu uma espiadinha no final da página da direita e viu que o personagem morreu antes de ver como ???? Isso poderia ser evitado com um quadrinho moderno. Pense em um botãozinho "clique aqui" para o desfecho da grande história e de repente o corpo falecido do personagem, ou a revelação da identidade secreta do Hulk Vermelho (tosco eu sei). Noooooossaaaaaa.
Isso precisa do minimo do minimo do minimo de animação é só recortar as partes e fazer cada uma aparecer no tempo certo. Construindo a página na ordem certa, da esquerda para a direira (ou ao contrário se for mangá
Aliás, pense num mangá de terror onde você toma sustos de verdade (recursos de som e aparecimentos bruscos), tipo aqueles vídeos da net que dão sustos inesperados na gente. Noooooossaaaaaaaaaa 2.
Eu penso que na verdade o som não seria algo primordial (tanto que eu deixaria minha história no mute). Temos que evitar que os quadrinhos virem desenhos animados, isso nem ao menos é necessário.
Alguns pequenos efeitos e a sensação de construção ja são suficientes.
Só que tem um porém... a tecnologia.
O Ultra falou em IPhone, tudo bem. Iphone, assim como outros dispositivos móveis, são muito legais. Mas não servem.
Se você acha ruim ler uma HQ na frente de um computador, tente ler em um palm. Da uma dor horrível nos dedos de tanto arrastar pra la e pra ca. Fora que aqueles quadros lindos de duas páginas se resumiriam a um quadradinho de 20 X 20 (estou chutando).
Eu não quero ver isso, quero uma imagem grande, bonita e legal do meu personagem socando o vilão.
Aquela grande catástrofe em página dupla, não numa telinha com musiquinha de fundo (ridiculo).
Eu penso em um dispositivo um pouco maior que uma HQ (sim o tamanho é importante) que pese menos de meio Kg e onde eu possa colocar as 7 revistas que eu compro todos os meses, cada uma acessível ao toque do meu dedo (ou sem touch screen também tava bom). Um livro digital que custasse menos de 200 reais e onde eu pudesse comprar cada uma das minhas revistas por R$ 5,00 (preço justo) e ler elas no momento que eu quiser.
Se possível quero todas as minhas coleções la dentro. Pra ler quando der vontade, onde eu possa aplicar zoom nos quadros mais legais. Se isso não foi possível apenas ler a revista scaneada ja estaria muito bom.
E quer ver mais revolução ainda ?
Faça a prova d´água e resistente a queda.
Venderia horrores.
Pra finalizar, faça em formatos diferentes onde eu possa colocar a capa do mes estampada na frente do aparelho e com estilos diferentes, dai eu teria um para livros, um para material de trabalho e outro só para as HQS/mangás.
Enrolação, utopia, irreal, impossível, como assim ? Maybe.
Como eu disse, estamos em um impasse, não temos a tecnologia necessária, mesmo se tivessemos, o que aconteceria com a economia? O Greenpeace iria adorar, mas os comerciantes de papel ficariam malucos, eles ja perderam o comércio de notas fiscais para a NFE. E, mais importante que tudo isso, como fazer dar lucro ? Fora as vendas de livros digitais, conseguiriamos evitar o Hackeamento desse sistema ?
Eu acredito que a tecnologia existe, ou existe projeto, mas os impecilhos acima impedem o desenvolvimento.
Nesse ponto do cenário mundial, mais crise, mais um monte de outras coisas, é complicado cobrar avanços, ainda mais dos pequenos: "se adapatem a cada nova tecnologia que muda todos os dias".
Concordo com tudo que o Ultra falou a respeito de conservadorismo nas grandes empresas e concordo com essa filosofia também. Por que os caras vão sepultar de vez um negócio que está em decaída ?
Para finalizar um pouco de teoria da conspiração. Duvido que as grandes editoras não tenham um projeto oculto semelhante ao descrito acima, para o dia que faltar papel ou outro cenário economico que seja mais favoravel ao projeto. Da mesma forma que só temos motores de combustão para não acabar com a economia do petróleo.
Aguardemos.... ou abandonemos os quadrinhos de vez e só assistamos desenhos animados.
PS: Seria muuuuuito legal um podcast sobre esse assunto.
PS2: Sei que minha ortografia não é boa, mas a idéia é.
Enquanto não tirar os parasitas do poder e o povo não acordar pra os problemas reais, ao invés de ficar orando por "milagres", iremos ficar dando voltas e voltas sobre os mesmos assuntos mas não chegaremos há nada.
A arte sequencial é um MEIO DE COMUNICAÇÃO e existe bem antes do Yellow Kid e da invenção da imprensa. Achar que isso poe desaparecer algum dia é o mesmo que achar que um dia niguém fará música ou escreverá livros. Lógico que os meios irão mudar e estamos num período de transição, mas alardear o fim do mundo é que me parece coisa de quem não pensa fora da caixa.
Pra começar, as HQs de super-heróis de hoje em dia ñ são feitas para crianças. Elas miram um público adolescente e adulto e com isso o público ñ se renova! Mesmo um cara adulto q nunca leu uma HQ de super-herói tem receio de comprar uma, pois o cara tem q comprar várias revistas para entender uma única história e ñ é todo mundo q tem saco de pegar o bonde andando. Temos tb uma fase muito ruim nesse setor, com muita história meia-boca e encheção de linguiça, q afasta os leitores mais antigos (como eu!).
Qdo falamos de Hqs independentes, os problemas são os de sempre: dificuldade de se achar nas bancas e total desinformação sobre o produto. Se eu ñ conheço a revista Samba, por exemplo, como vou ter interesse em comprar?
E com isso o mercado de HQs vai afundando...
Eu ri.
Ultrinha, independente do formato novo e revolucionário o que irá contar serão a qualidade da história e dos desenhos, mas tem a gratuidade que a net oferece e isso pesa pra quem vê quadrinhos como objeto de luxo, algo supérfluo e descartável.
Só os fãs xiitas vão comprar uma revista ou pagar pelo scan legal dela. Economicamente eles são minoria.
As hqs irão morrer economicamente, serão que nem as músicas em mp3. Só que artistas sobrevivem de shows, logo as grandes editoras estão com os dias contados.
Querer comparar mangá com as outras HQs é ingenuidade.
A questão do mangá com os japoneses é cultural. Algo muito mais forte que os quadrinhos na America Latina, America do Norte ou Europa.
Os japoneses se cansarem de mangá é a mesma coisa que os brasileirosse cansarem do futebol."
Acho que a galera está comentando é o sucesso dos mangás em ooutros países Mallandrox,mesmo enre jovens que não têm descendencia nehuma japonesa.Lembrenmos,como afirmou recentemente Alan Moore,os comics são a CARA dos EUA;é uma fórmula (a dos super-heróis)que casa perefeitamente com o estilo de vida.Por mais que se diga que lá o mercado encolheu,revbistas que vendem 84 mil exemplares é considerado pouco.
Taí O próprio André Dahmer que vc citou é um exemplo de novo fôlego nos quadrinhos nacionais. Tudo bem que ele não inova no formato (as tiras inclusive são o melhor formato para distribuição online).
Uma grande editora não vai arriscar alguns milhões de dinheiros pra fazer o diferente.
Vai sim quando ela sentir que está morrendo.
E quando uma empresa sente que está morrendo?
Quando deixa de ganhar dinheiro, caralho!!!!!
Só que isso ainda não aconteceu com as majors americanas, elas ainda ganham os tubos com a venda de revistas (principalmente Marvel) e com o licenciamento para o cinema. Quando as fontes começarem a secar elas vão mover o traseiro gordo porque ainda estão na 'zona de conforto', só não sabemos se nessa hora que elas acordarem vai dar tempo de fazerem alguma coisa.
abcs
É a revolução independente que vai mudar o mercado. Quando os independentes do mundo esquecerem o grampo e o papel e buscarem alternativas e novos formatos pras suas histórias, o mercado vai mudar. As grandes empresas [eu trabalho no braço digital de uma grande empresa de comunicação, conheço esse cenário] estão de olho nos verdadeiros revolucionários. Tentando entender a cabeça deles e absorver o que os verdadeiros revolucionários estão criando [isso quando não absorvem as pessoas, também].
Esse é o ponto.
Não são os "independentes" que vão mudar o mercado (até porque ninguem é independente no sentido mais literal da palavra), as inovações não virão de um segmento A ou B, elas virão dos mais capazes, dos mais criativos, dos que têm mais estrutura e capacidade, por isso não podemos abrir mão dos ditos independentes mas também não podemos abrir mão das majors porque podemos sim aproveitar o que de melhor um pode oferecer ao outro, em vez de ficarmos com esse discurso dicotomizado pré revolucionário, que tá mais com pezinho na bipolaridade da guerra fria do que na complexidade do século XXI.
Não esperem deles a revolução. A revolução nunca saiu das grandes empresas ou dos ricos e poderosos.
Já ouviu falar de Henry Ford?
Sabia que quem financiou o primeiro windows foi a IBM?
Quem voce acha que são os inovadores em tecnologia bancária no país, que é um dos mais avançados nessa área no mundo?
Cara, de novo, sai desse discurso-pop- chique-neo-esquerda-zona-sul-de-eleitor-do-Gabeira, até porque ele é tão consistente quanto o pudim de leite que minha digníssma mãe diaba velha faz pra mim quando vou pro Rio.
abcs
O mecanismo de funcionamento dessas empresas é outro e cobrar dela pensamentos fora da caixa me parece o mesmo que pedir pro seu tio não mandar pra você power points com as piadas da hora [de 1997] ou ensinamentos de Jesus. Pra eles isso é o máximo e muito distante do mundo que eles viveram há 15 anos [isso não é muito, acredite]. Claro que dentro dessas empresas tem gente que pensa ou tenta pensar fora da caixa, mas isso não adianta muito quando o presidente editorial tem uns 60 anos e/ou responde a acionistas sexagenários. Acredite, isso é praticamente impossível.
Cara, desculpa mas esse seu pensamento tá mais pra idéia de hippie sexagenário ou punk de zona sul.
Quem faz a roda do mundo girar são os grandes, porque eles têm dinheiro e pessoal suficientes para apostar nas inovações. O tempo de Steve Jobs criando um Mac nos fundos de uma garagem ou de Bill Gates programando em fortran para começar a desenvolver o que seria um sistema operacional usando peças de ferro velho foi muito bonito mas passou, hoje são Steve Jobs, CEO da Apple e Windows, a empresa do Tio Bill, que detêm, junto com a Google (outra empresa de fundo de quintal que virou uma major) as inovações no mundo da tecnologia. Sabe por que?
Porque inovações custam dinheiro e não é pouco.
Inovações demandam muita gente, equipes multidisciplinares, engenharia, isso custa muito dinheiro.
Não estou desmerecendo as inovações fundo de quintal, até porque, como disse acima, os gigantes da tecnologia de hoje foram os fundo de quintal de ontem, mas não podemos esperar que a luz, a verdade e a vida venham dos outsiders e dos independentes, pode até ser que venha, mas o mais provável é que dos outsiders voce consiga não mais do que um cigarro de maconha e um gole de cachaça.
Mais uma vez parabéns Ultra!
Culpar as grandes editoras por nada acontecer de novo no mundo das HQs pode ser sim considerado um grande absurdo. Marvel e DC tem algumas décadas nas costas e, com isso, velhos hábitos difíceis de abandonar. Quem trabalha [eu trabalho] ou trabalhou numa empresa enorme e com décadas de história, sabe como é difícil pra ela se acostumar com hábitos novos.
Vixe, quanta cagação de regra.....
Primeiro que as grandes editoras SÃO SIM as maiores responsáveis pelas inovações na área, senão na parte criativa mas pelo menos na parte técnica, afinal quem tem dinheiro para investir em um formato fora da mídia impressa para, por exemplo, mídia online, contratanto programadores, diagramadores, webdesigners, etc, etc, etc.? Não vai ser do quadrinho independente que virá a bufunfa necessária para inovar tecnologicamente, porra.
Quantos aos velhos hábitos, se isso fosse desculpa plausível então não podemos culpar a Petrobras por jogar óleo bruto na Baía de Guanabara, afinal, sabe como é, de acordo com a lógica Ultraniana ela é uma grande empresa que tem esse velho hábito e, tadinha, é difícil se desprender de velhos hábitos. Os peixes? Que se fodam.
Como já dito por alguns companheiros (hoje estou a la Lula hehehe), acredito faltar uma visão de longo prazo. Hoje ganham-se RIOS de dinheiro com filmes e produtos licenciados de heróis de HQs. Entretanto, lembrem-se que há pouco tempo atrás os caras estavam praticamente falidos.... Pensa-se muito no hoje, em como ganhar mais $$ e que se dane o resto (para Marvel ou DC o que tá gerando mais riqueza são os filmes... se estes alavancam as vendas das HQs, melhor ainda!!).
No meu ponto de vista a mídia pelo qual é transmitida é importante (vide hoje o fenômeno dos cinemas com heróis de HQ), mas não fundamental. O que falta mesmo é uma visão de longo prazo em relação as histórias! "Sigam-me meu" raciocício, hoje boa parte dos leitores das décadas de 80 e 90 pararam de ler as revistas, justamente em um momento onde provavelmente teriam mais $$ para consumir tais produtos.
E por quê pararam? há alguma pesquisa a respeito? No meu feeling e por amostras dos comentários só daqui do MdM a resposta é clara: histórias (mas será só isso?)!! dos principais personagens, qual a grande "inovação" criada? morte e ressurreição? façam me o favor.... nós (pelo menos eu) gostaríamos muito de ter boas histórias para ler. Erros editorias acontecem, mas não dá para ficar lendo morte, ressurreições, grupos azul, amarelo (lembram dos x-men?), quinhentas e cinquenta revistas com histórias entrelaçadas só para vender mais...
Como alguns disseram, funciona no curto prazo para angariar alguns leitores, mas depois....
Tá todo mundo vendo os quadrinhos afundando, mas não tem ninguém fazendo absolutamente nada pra resolver...
Óbvio, eu sou consumidor, não trabalho no ramo (ainda bem...), então não tenho o menor compromisso de ajudar a resolver porra nenhuma, eu só consumo usando para isso meu rico dinheirinho, que por sinal é o que faz a roda girar, então já contribuo mais do que o suficiente, se querem mais do que isso que me paguem, aí a roda vai girar só que a meu favor, ehisheaiiaeiaeiaiahaeieaiea
Como de costume, a culpa sempre cai no colo de caras como o Quesada e do Dan Didio [editoras da maiores editoras de quadrinhos do ocidente], mas não sei se os caras são os únicos culpados
Quando um navio naufraga a responsabilidade sempre é do capitão do navio, porra, afinal é para assumir esse tipo de responsabilidade que ele é treinado e pago, se não quer essa responsabilidade para si que não seja capitão, mas quem quer o bônus tem que assumir o ônus.
Enquanto persistir a "cultura" de massas, quadrinhos serão coisa de poucos, pura e simplesmente pela falta de hábito de ler.
*Deveras...
Mudar o formato das HQs para uma coisa completamente inesperada, tipo... a HQ viria lacrada e vc não teria como observar o conteúdo dentro da revista, que no caso seria uma foto-novela com pornografia softcore e atores vestindo roupas vagabundas de super herois em um cenário porcamente improvisado, muitas vezes desenhados no paintbrush...
Seria tipo , um elemento surpresa mesmo! pq na real as histórias teriam sempre no fundo um conteúdo cabeça, sempre levantando questões sociais, política , religião e informática.
A questão do mangá com os japoneses é cultural. Algo muito mais forte que os quadrinhos na America Latina, America do Norte ou Europa.
Os japoneses se cansarem de mangá é a mesma coisa que os brasileirosse cansarem do futebol.
preto e branco, com papel reciclado, semanal, com a quantidade de páginas de uma lista telefônica, histórias que tem fim para todos os gostos, variedade de artistas (ótimos à ruins, depende do gosto) bastante propaganda direcionada para o público alvo... ah! e baratinho! Por que será que vende tanto hein?
Engraçado, que a mais tempo atrás (na época que nem tinha banda larga, e todo mundo acesava na discada mesmo) o Fabio Yabu fez um formato que combina legal com o que seria o "mercado" de HQ, que eram os Combo Rangers. As histórias nem eram uma maravilha, mas garanto que muita molecada se encantou só por poder ler um "gibi na internet".
Eu, mesmo "tendo passado da idade" curtia pra caramba aquilo lá, e perdi uma boa grana com pulso de telefone acompanhando.
como ja disse em um texto em outro blog, na decada de 90 as Hqs batiam a casa dos milhões de venda, agora, é motivo de comemoração quando consenguem vender 300 mil, e isso pq recebem a ajuda da popularidade de um presidente recem eleito.
o pessoal cançou, não aguenta mais ressureições, retcons, crises cósmicas e outras palhaçadas do tipo. Eu comprava Homem Aranha desde 1993, aguentei muita merda que foi feita com o Amigo da Vizinhaça (até a saga do clone, e o fato da Gwen ter botado chifres nele com o Normam) mas a Brand New Day foi a gota d´agua para mim, simplesmente parei de comprar e ler a revista (isso mesmo, nem scans).
Podem ate argumentar que a Brand New Day fez a venda subir, mas esses são leitores modinhas, que compram pela novidade, eles logam abandonam a revista (tanto que as vendas ja começaram a cair), esse tipo de saga não só afasta os fãs antigos, como pouco faz para atrair novos e permanentes, elas criam a ilusão de sucesso pq temporariamente aumentam as vendas, mas os efeitos a longo prazo são horriveis.
É a falta de pensamento a longo prazo, a velha história de tratar os sintomas e não a doença, e qualquer outra metafora que possa ser usada para explicar má administração.
http://www.youtube.com/watch?v=N_m36Gr4jzM&feature=related
mas vejamos o que o futuro nos reserva!!!
agora fui!!!
ANtes de tudo, agradeço pelos comentários sobre a revista SAMBA, sou um integrantes.
EU vejo ultimamente um crescimneto dos quadrinhso, principalmenet aqui no Brasil. Cada vez mais editoras estão investindo, nos chamados quadrinhso alternativos, historias mais reais e tal.
Na minha humilde opinião, basta fazerem histórias melhores.
hááááá...a percepção feminina é sempre mais exata...
boa hotaru...
xxxxxxxx
Comentário de: medpitt
Comentário de: medpittsabe qual é o motivo da morte das HQs?FALTA DE BOAS HISTÓRIAS.puro, e simples, não tem nada haver com midia.
de novo..concordo!!!
xxxxxxxx
Comentário de: JG
Não existe nada como cagar lendo um bom pedaço de papel. Nem levar o laptop pro banheiro é tão divertido.
isso é o motivo "mor"..se o papel acabar e o gibi for ruim "juntou a fome com a vontade de limpar"
e o Vintersorg não deixa escapar uma..o jardineiro é jesus foi foda..hehehe!!!
abraços e bom debate...
nesses o jc não aparece!!!
Ahhh, olha o que estou prestando atenção! Melhor ir dormir.
Quando inventaram o cinema, disseram que o teatro ia acabar.
Quando inventaram a TV, disseram que o cinema ia acabar.
Quando inventaram o mp3, disseram que a música ia acabar.
Para funcionar como quadrinhos tem que ser imagem pós imagem. Não se pode tirar o "folear" de pagina ( que existe no caso do Scroll ou do click do mouse) e nem a calha.
Espaço entre os quadros, entre as imagens e o tempo de leitura que determinam o tempo.
Não só o scroll, mas o click para passar pagina assim como o movimento do próprio mouse para viajar por ela também funciona.
O espaço virtual é ilimitado. Imagine uma HQ multi seqüencial e leitura em fluxo e vc perceberá que não é impossível.
Eu só não fico rico com algumas ideais desse tipo....pq to ficando rico com outras ideais do tipo...
Quem imaginaria a evolução das interfaces de computador cinco anos atrás? Vem a Microsoft e apresenta a Surface (usada em Minority Report), hoje ela apresenta o Project Natal.
É preciso reinventar a roda pra inovar? Claro que não. O que é o iPhone? Ele não tem NADA que qualquer celular na época de seu lançamento não fizesse melhor. No entanto foi um sucesso. Por que? Estudo e escolha cuidadosa da forma COMO ele faria cada uma das funções dele. Tem marketing aí? Claro que tem, mas se o produto não fosse bom não faria o sucesso que faz e não faria com que empresas há anos no mercado de celular passassem a "adaptar" o que veio no iPhone aos seus lançamentos.
Bem, acho que vc viajou um pouco Ultra. Como assim a revolução não vem de grandes empresas? A revolução vem da necessidade de superar a concorrência, o que deixou de existir no mercado de HQs, bem como no mercado da música (indústria que acho mais próxima da das HQs em termos de estreiteza da visão). Ambas as indústrias deixaram de inovar, se acomodaram em mecanismos que existem há mais de 50 anos e agora não sabem o que fazer.
Os independentes não são coitadinhos, mas a indústria engessou de tal forma o mercado que se tornou cada vez mais dificil eles se destacarem. A decadência da indústria de quadrinhos não é só devida a uma questão de formato. A criatividade narrativa e as nvoas histórias que a indústria de cinema (essa, também responsável por alguns pregos no caixão dos quadrinhos) tanto gostou de vampirizar, deixaram de existir em nome de histórias insultuosas aos leitores e à própria negação dos quadrinhos como meio pelas próprias editoras. Tudo pelo lucro fácil e graças à posição confortável de quem não precisava se preocupar.
Esse texto e o do ChanCE são ótimos e dignos de longas discursões.
Trabalhei no ramo de hotelaria nos últimos 05 anos e há dois anos atrás trabalhei para uma rede de médio porte que tem um único dono. O hotel em questão que trabalhava estava perdendo clientela para os outros da cidade por não apresentar as mesmas melhorias (internet wireless de qualidade e gratuita, tv a cabo descente, etc).
Isso tudo era constantemente apresentado ao proprietário por todos os chefes de setor (eu era um deles) e o cretino (que, por sinal, não é um idoso sexagenário, até bem jovem) não tinha cabeça aberta o bastante para reconhecer a modernidade da concorrência e ver que estávamos perdendo clientela exatamente por isso.
Discordo em partes quando diz que a culpa não é das grandes editoras.
Como você mesmo disse, é quase impossível colocar na cabeça de chefes, diretores, presidentes que estão ligados as coisas como eram no passado e não olhar para o mundo.com lá fora (pensamento sistêmico senhores, grita meu querido professor de TGA).
Concordo quando diz que a mudança começa de baixo mas os grandes senhores carecas de terno e gravata fumadores de charuto são culpados por não tirar a cabeça do umbigo e acompanhar o que acontece hoje.
Mais uma vez, adorei o post. Parabéns mesmo para você e o ChanCE. E a Srta Sorg ainda pergunta por que passo tanto tempo lendo esse blog rs.
Abraços.
sabe qual é o motivo da morte das HQs?
FALTA DE BOAS HISTÓRIAS.
puro, e simples, não tem nada haver com midia.
achar isso é seguir a logica das grandes corporações que pensam que uma midia mata a outra, sendo que na verdade a tendência sempre foi a da coexistência.
Pq ninguem fala da "morte dos livros"? Ora, Harry Potter fez uma mulher passar do seguro desemprego à mais rica da inglaterra em 10 anos, e mesmo assim, não usou nenhuma inovação de midia, foi publicada no bom e velho clipe e papel (que vc tanto criticou). Poderiamos citar varios outros exemplos de livros que rendem milhões, sem utilizar nenhuma das novas midias.
O problema está na originalidade, o problema está no fato de que as HQs contam a mesma história a mais de 20 anos.
Portanto, "reviver" as HQs não tem ligação nenhuma com fazer coisas geniais na midia, e sim com escrever boas histórias.
Pq se uma HQ tiver um enredo ruim, pode ter certeza que não vai ter iniciativa de market ou midia excentrica nesse mundo que vá conseguir fazer ela vender.
http://633k.wordpress.com/category/angry-geek/
E não, eu não vou comprar Iphone e sei lá o que pra ler gibi nem vou gastar meu pouco dinheiro com gibis "pau no cool e descolados" brasileiros ou estrangeiros. Eu sou feijão com arroz, moro no cu do mundo e me aventuro aos poucos no que é diferente!
...mas não acho que a criação de novos formatos é a grande solução.Alguém sabe aí qto tempo as hq's são publicadas?qtas mudanças foram feitas?poucas né?sqabe porque?porque esse formato FAZ PARTE DA CHAMADA NONA ARTE.papel é anti-ecológico?é.a internet tem sido mal aproveitada?sim.mas isso é uma 'mola' natural para que pessoas migrem de um formato já consagrado? dificil...
é óbvio falar q o conteudo é decisivo na venda de hq's,mas ta cheio de hq boa com baixa venda.novos formatos subverteriam isso?acho que não.
Zoeira! Gostei muito do trabalho do pessoal do samba, mas será que isso pode ser chamado de quadrinhos? Pra mim isso é um tipo de animação que lembra quadrinhos, mas não deixa de ser interessante.
OFF: Quem quiser saber como foi o Rio game show da uma passada no meu blog.
Falou!
Não falei que era um problema mas é, definitivamente, um dos empecilhos para as grandes editoras lançarem assim.
E há realmente um problema, não há como negar. Eu sou careta, leio jornal e quadrinhos impressos e pra mim não tem nada melhor. Quando ganhei a edição definitiva de Watchmen, por exemplo, adorava ficar folheando só pra sentir aquele cheirinho maravilhoso. Acontece q esse careta percebeu, d repente, q quase não comprava mais CDs, porque já tinha as músicas no computador. Não sou fã d scans, só leio o q acho difícil d encontrar ou não interessa muito. Mas foi assim q comecei com as músicas. Isso q eu acompanhei a evolução do vinil para o CD e tals. Lembro d ter ficado feliz da vida com meu primeiro CD, me achando o cara mais moderno do mundo.
Os quadrinhos evoluíram muito menos. Eu leio os gibis da mesma forma q meu vô lia, caso leu um algum dia. O problema é q não dá pra comparar o consumo d música com o d quadrinhos, sendo q a primeira afeta uma indústria infinitamente maior e por isso sempre existiu mais gente envolvida com projetos de aperfeiçoamento d consumo. E esse aperfeiçoamento d consumo causou grande perda para as grandes indústrias fonográficas, bem por isso q as idéias precisam vir da galera independente.
É por isso q volto aonde comecei. Ultra, acho q vc tá certo, mas ficou aquela coisa: A solução para o problema é encontrarmos uma solução para o problema.
Grandes ideias como essas do Scroll Down Comics e do videozinho do Sampa Crew que inclui nos quadrinhos um movimento interessante além da trilha sonora (genial!), é que manterão vivas a nona arte.
Quem aderir a elas se darão bem, e quem demorar e continuar achando que hq é somente pra se manter num papel de baixa qualidade e praticamente descartável que se deteriora com o uso comum (o que é inclusive ecologicamente incorreto) sofrerá prejuízos enormes.
Comentário de: Verssago DeLarge
Os culpados somos nozes, o Lampião é um viado e o Rorshach não morreu.
Não Delargo. Não somos os culpado. Somos as arvreses. E o jardineiro é Jesus.
http://www.youtube.com/watch?v=o2cG42yyQH0
E isso ocorre justamente porque ainda parece ser uma coisa inovadora, já que começou a ser publicado a relativamente pouco tempo aqui no Brasil (comparando com comics).
Agora, não acho que novos formatos vão melhorar histórias ruins, e histórias ruins são o principal resultado de dinossauros administrando grandes corporações e ditando as regras para as pessoas criativas.
Há uma morte da criatividade no geral exatamente porque "ser culto" hoje em dia é ridicularizado e ser criativo é sinônimo de porralouquice ou invés de inovação.
É a massa que manda, e a massa já perdeu toda sua massa encefálica faz tempo.
Hell rula!
Texto legal Ultra, concordo tanto com o Change com com vc, a tal revolução tem que ser feita por todo mundo que gosta e trabalha com quadrinhos: editoras, artistas, governos, enfim, tem que se criar possibilidades em todos os ambitos e assim ver onde o novo quadrinhos vai se encaixar. Gostei dessa samba e suas invenções internéticos, o scroll down é uma idéia bem legal, e o quadrinho em video tb.
Comentário de: Guaipeca
Cara, você falou exatamente o que eu penso (e comentei no post do Change): a saída, até por uma questão ambiental, é publicar na net e vender compêndios do material que agradar na medida em que agradar! Ou seja: você pode ler toda a "Noite mais escura" na net, por exemplo, e se quiser, encomendar sua versão impressa da série toda, com todos os belengodengos que merece. Seria algo como o Clube dos Autores (se esse publicasse trechos ou capítulos inteiros dos livros no site): você "testa" e, se gostar compra uma edição que será impressa só para quem pedir. Com isso, você faz um laboratório de mercado "barato" (publicando na net) e recebe o retorno na venda do material de qualidade...
O objetivo deles é simplesmente contar suas histórias para os seus leitores, seja em qual midia for, no papel, na Internet, no iphone, no kindle, no nintendo ds, etc. E independente da midia, o que eles querem é fazer histórias em quadrinhos, o que significa num termo mais exato contar histórias através de uma "arte sequencial de imagens estáticas justapostas". Não é porque o quadrinhos está na Internet, que ele tem que virar obrigatoriamente um hibrído de animação ou mudar radicalmente seu formato (até mesmo pq explorar formatos diferentes não é mais revolução nenhuma, e já vem sendo feito a muito tempo por vários quadrinistas antes mesmo da Internet aparecer)
Eu pelo menos vou continuar fazendo meus quadrinhos pra Internet no mesmo formato da página do papel, pois além de facilitar suas posterior publicação impressa (ainda mais com a nova tecnologia de impressão sob demanda), também permite facilmente ser baixado na versão eletrônica nos ebookers como o Kindle. Sem falar que pra mim, mais importante do que a forma do quadrinhos, é o seu conteúdo. E ainda dá pra contar muita história boa no velho e bom formato da página de papel, mesmo que a HQ não esteja mais no papel.
Por fim, as HQ não estão morrendo. Muito pelo contrário, elas crescem em nível exponencial na Internet a cada dia. E o melhor, crescem em variedade também. Há HQs sendo feitas, inclusive no Brasil, em todos os estilos, gêneros e temas jamas imagináveis. Há HQs para todos os tipos de leitores, de todos as idades e para todos os gostos. E essa multiplicidade da produção de quadrinhos que a Internet proporcionou é que é a verdadeira revolução, e não o formato.
Valeu a lida só pelo "Who's that girl?" e o experimentalismo do Balak01.
Dois trabalhos fodas.
Só a título de curiosidade, acho que foi o Cadu Simões quem escreveu um texto, muito bom por sinal, sobre essa necessidade do meio independente como fonte de novas idéias para o mainstream: os independentes inovam, os estabelecidos "compram" a inovação, usam-na até o desgaste total e os independentes criam uma fuga a isto. A coisa precisa se retroalimentar.
Concordo também quando você diz que há pouca inovação no meio independente, mas ainda acho essa inovação um lance complicado. "Who's that girl?", da Sampa, é ducaralho mas não é quadrinhos pra mim. Digo isto tomando sobretudo o trabalho do Scott McCloud em "Desvendando..." que chama atenção para a questão do tempo nos quadrinhos. Sendo em vídeo, "Who's that girl?" tira do leitor o controle do tempo E o uso do sarjeta. O resultado é excelente, mas com pinta de um videoclipe e não de uma HQ digital. O "About digital comics" do Balak01 já toma a coisa por outro ângulo, e me soa mais quadrinhos.
Sei lá. Acho que desisti do meu sonho de moleque de fazer quadrinhos justamente por não conseguir ter idéias que realmente inovem. E pra fazer mais do mesmo é melhor ler quem já está fazendo.
Mais uma vez, meus parabéns pelo texto foda, esse e o do Change arrebentaram a boca do balão sem serem chatos os regulativos.
Uma aula para os Jesse Custer's da vida.
E tem algum problema nisso? É a era do pseudo-grátis. O que vai dar dinheiro daqui em diante é o "premium". E isso se aplica as HQs. Como? Explico:
Podemos conciliar perfeitamente as duas frentes que o Ultra citou, tanto as HQs alternativas como as de papel. Usando as HQs alternativas para uma veiculação mais frequente e tendo seus ganhos baseados na publicidade no site, ou até no meio da revista(é chato ver anúncios, mas é o que dá dinheiro) daria uma grana legal para uma HQ independente popular, se alguém já faz isso, por favor me falem xD
Enfim, onde o "premium" entra? Se você tem uma HQ que faz sucesso na net, nada impede que você a transforme pro papel, em uma edição deluxe, com bônus e várias coisas a mais! Eu, particularmente, jamais compraria a 1602 da Marvel por edição, mas quando a vi encapada e bonitinha, fiz questão de comprar. O mesmo com a mini Loki.
Se eu lesse uma hq foda online, seja por youtube ou scroll down comics (Que é genial, por sinal), sem dúvida compraria a hq no "mundo real".
Mesmo se aplica a CDs, pra quê comprei uma edição de colecionador de um CD do AC/DC, se já tinha as músicas em MP3? Pq veio com um livreto fodíssimo falando daquela turnê, com relatos pessoais da banda toda!
Mas mesmo assim, as HQs de papel tem que ser uma alternativa. O mundo tende a ficar cada vez mais online, nós cada vez mais obesos e seja pro bem ou pro mal, temos que bolar alternativas =P
Como "nós" poderiamos revolucionar o mundo da arte pop? NÃO AH COMO!
Por exemplo, a marvel faz Motion Comics, beleza, mas é só pros americanos... E o resto do mundo? Pelo que imagino, as Hqs antes faziam sucesso justamente por serem bem acessiveis a todos os publicos, aqui, lá, japão, onde quer que fosse, sempre tinha um e traduzia.
Acho que pra evoluir, a coisa teria que mudar bastante... Acho que as Hqs deviam se tornar publicas SIM!
Pelo menos, as Hqs digitais... Sei que estou falando uma enorme merda, mas seria mais prudente a Marvel ou Dc terem algumas HQs digitais sendo lançadas, e pra quem quiser acompanhar o restante, compra as demais.
Ex.: Guerra civil, eles lançam a HQ, mas só a HQ da Guerra Civil, você ainda teria que comprar as revistas do homem aranha, x-men, pra saber mais. Claro que pode ser o inverso, ou pelo menos publicar metade... sei lá, é uma alternativa.
Outra? Disponibilizar estes quadrinhos em diferentes linguas. Caras, eu conheço pessoas que hoje trabalham pra DC por exemplo... E ai? O cara recebe o roteiro, faz o quadrinho e MANDA DE VOLTA, ou seja, em vez das grandes editoras falarem: Não, aproveita ai, e já traduz pra sua lingua, nos manda tudo junto que vamos publicar a HQ em diferentes linguas. Se isso acontecesse, acho que as coisas funcionariam mais e evitaria em muito os Scans (que nem vejo como sendo o grande vilão da historia)
Acho que, Nós brasileiros temos uma mente fechadas pra HQ, a maioria (que não manja tanto) acha que Hq é revista de super-heroi usando roupa colada e Manga é historia de garoto de escola que do nada ganha poderes pra salva o mundo. Porem, o mundo dos quadrinhos é ilimitado, mas falta mostrar isso para as pessoas.
Essa foi ótima.
Avanços nessas áreas existem, e tem muitas pessoas que o fazem.
Várias questões se implicam nesse sentido.
Não importa o quão genial possa ser uma tecnologia, se a maioria das pessoas não tiver acesso, e não souber utilizar a tecnologia de forma plena, não adianta, não vai para frente.
Por exemplo: Pode existir (ou ter existido) um buscador muito melhor que o google. Mas o google é mais fácil de usar. Então fica para posteridade.
lógicamente isso não inviabiliza a produção de tais "formatos inovadores" mas, parem para pensar em quantas pessoas tem Iphone hoje? quantas tem acesso a internet? QUANTAS LEEM QUADRINHOS?
É tudo questão de tempo. Sites como o Youtube, já existiam na época da internet discada, mas não faziam sucesso porque a internet era lenta. Foi dar o "boom" da internet banda larga, que o youtube, virou referencia. E sua similaridade com o google, não era a toa.
Haverá tempo para inovação.
Pena que é uma loteria.
os novos leitores são os nerd que ficam no computador lendo babaquices no tuiter e preferem ler scans que é muito mais rapido e pratico do quer ser tapiado pela panini
tambem acho que hoje em dia o cara pra gastar 7 paus todo mes em historias sem grassa é um perfeito de um babaca
pelo menos é assim que eu me sinto com a panini que fas uma revista com o nome do homem aranha e que tem que ler só historias que não tem o homem aranha pra esperar um mês pra ver se parece o homem aranha
sei la, não tem a mesma graça.
igual esses novos controles de video games. eu vou odiar quando todos os jogos necessitarem de aeróbica (imagina jogar um MK ou SF usando aquela porra de project natal do xbox 360). pra mim, video game sempre foi exercício pros dedos
e as hqs, de boa. oq importa é a história. e não o formato que ela é vinculada.
as indústrias vão se destruir pq não se reinventam, concordo, mas não por não usarem direito a internet, ou os ipods da vida. e sim por que (principalmente hqs americanas), estão contando as mesmas histórias já tem quase 40 anos.
vc mata um personagem já sabendo que ele vai voltar. cria uma mega blaster saga cheia de tie ins. uma hora isso cansa. fora a falta de originalidade.
oq vai matar as hqs são a falta de boas histórias e de respeito por quem lê.
PSP, NINTENDO DS, iPhone, iPod, a maioria dos gadgets hoje em dia, tem capacidade, para executar, tanto livros, quanto scans. Mas é como eu sempre digo. Não existe nada como cagar lendo um bom pedaço de papel. Nem levar o laptop pro banheiro é tão divertido.
-okay, foi mal.
Com esse tipo de comportamento, world wide, o que acabará primeiro? O papel ou a capacidade inteligível do homem moderno? Aposto no segundo, que já está em diminuição aritmética, e não é por imposição ou miopia de mercado, não.
O problema é o preço final, mas não como fator econômico. Preguiça é bem mais cara que custo financeiro, porém mais abundante também. Daí o aumento do consumo por scans, não porque é uma forma de protesto (como muitos alardeiam), mas porque não custa NADA.
Sejamos honestos (se possível): nenhuma empresa propõe alternativas à impressão em papel porque esta está com os dias contados, e sim para acompanhar tendências cujo o maior incentivador e interessado é o leitor. No entanto, scans pagos não sobrevêm porque são pagos!
Desprezemos qualquer indício de qualidade nesse raciocínio, por um momento. Ninguém quer pagar por cultura, isso é fato. Hoje em dia, encaram isso como LUXO, o qual não proporciona retornos palpáveis de custo-benefício. Portanto, todos esses fatores acima apontam para o sumiço do leitor, enquanto consumidor de cultura e fomentador de uma globalização menos niveladora.
Infelizmente, a consciência da maioria se estreita, a percepção de que a economia encadeia-se é frouxa e pouco lúcida, embora a possibilidade de se informar a respeito nunca foi tão grande, mas a realidade é que, se a indústria desaparecer, o seu fim acontecerá bem depois do consumidor ter sido extinto, ou por falta de informação ou por capricho besta da moda atual.
achei do caralho tudo o ke vc escreveu e concordo com a pauta sobre a inovação e revolução pra poder manter viva a HQ.
tudo bem... tecnologia e midia digital mudam e revolucionam o mercado da HQ..mas vc nao acha ke a midia impressa DEVE se manter e continuar, nao apenas pela cultura, tradição mas tb pelo simples fato do tato e manuseio da arte colecionavel?
como exemplo a musica: é obvio ke o mp3 mudou o mundo, a acessibilidade e a praticidade no mundo da musica em termos gerais, mas eu sou um dos que valorizam a boa musica e prezo que a midia palpavel, nao apenas o vinil, mas o CD com encarte, fotos, papel, textura, arte sao muito mais prazerosos que apenas um arquivo digital salvo dentro de uma pasta no meio de tantas outras no HD.
No caso, a midia impressa, na minha opiniao, nao deve morrer NUNCA e deixando bem claro que mais importante do que a midia que é usada, é a qualidade do conteudo, sendo musical ou de historia nas hqs.
gostaria de aprofundar mais e deixar mais claro, mas to no trampo e tive ke digitar bem rapido. mas acho ke da pra entender o ke eu kis dizer...
abs
Mas Ultra, como você explica o crescente sucesso dos mangás, que assim como os quadrinhos nem inovaram tanto nos últimos anos?
Um grande Beijo, para os meninos é claro!
mas enfim..vamos ler o post.


