As HQs estão mortas

Na época da Guerra Civil, o fraco roteirista Frank Tieri escreveu um tie-in chamado Civil War: War Crimes. Na história, o Homem de Ferro pede ajuda ao Rei do Crime para usar sua rede de contatos do submundo para encontrar o então foragido Capitão América.
Eu me lembro da revolta de nosso velho colega Spider - que até então escrevia no MdM. Ele vivia me perguntando como isso era possível! Como um herói pode se aliar ao maior criminoso dos quadrinhos?
Enfim, em 2006 nosso demoníaco camarada Hell postou o preview dessa revista, junto com uma entrevista com Frank Tieri. Esse post me marcou porque me lembro que alguém disse nos comentários que "as HQs estão mortas", pois ele era de uma época onde o mocinho batia no vilão, e não se aliava a ele.

Contei essa passagem porque, recentemente, li que o The New York Times, maior jornal dos EUA, foi obrigado a bater na porta do bilionário Carlos Slim, o empresário mexicano considerado um dos cinco homens mais ricos do mundo. E o próprio NYT disse uma vez, em um antigo editorial, que Carlos era o "barão do roubo". E, segundo o Meio & Mensagem, o veículo em 2002 era avaliado em US$ 5 bilhões - e hoje não passa dos US$ 700 milhões.
Apesar da manchete "os jornais vão morrer" ser alardeada desde o fim dos anos 90, a discussão ganhou novo rumo recentemente, quando dezenas de jornais pelo mundo fecharam ou migraram seu conteúdo para a internet. A rede mundial de computadores, aliada à crise financeira e ao amadorismo e conformismo dos grandes donos dos meios de comunicação formaram uma combinação fatal para essa mídia.
Com isso, caem o consumo e o principal: a receita publicitária.

E como isso afeta os quadrinhos? Como podemos fazer uma comparação entre esses primos distantes - mas não tão distantes assim?
Primeira ponto a ser levado em conta: a nova geração de leitores. Eles já estão sendo criados totalmente na frente do computador. A relação deles com o papel é completamente diferente da nossa... E as editoras de quadrinhos não podem contar pra sempre com os velhos dinossauros leitores como o Hell, eu, Ultra e uma pequena parte dos leitores do MdM.
O modelo das HQs (assim como o dos jornais) é o mesmo há décadas. Não há qualquer pensamento "out of the box" para reinventar a mídia e se adequar aos novos tempos.
E aí chegamos ao primeiro grande desafio: quadrinhos é conteúdo. E, desculpem-me pela obviedade, todo conteúdo precisa de um meio para ser consumido. Se a geração de hoje consome conteúdo de outra forma, já passou da hora das grandes editoras de HQs pensarem em como capitalizar em cima de novos modelos - seja online, mobile ou qualquer outro.
Por medo, por insegurança ou simplesmente por comodismo, muito pouco foi arriscado nessa área. As empresas parecem mais brigar contra a internet do que usá-la ao seu favor. Por isso, as experiências com novos formatos ainda são tímidas demais - e bem atrasadas, diga-se de passagem.

Mobile Comics, da Dark Horse - pouco investimento e reciclagem de antigas histórias
Essa demora em apostar em um novo formato tem sua consequência: a melhor forma de lucrar com esses novos modelos ainda está longe de chegar à sua mais completa definição. A Marvel até que avançou - e ainda muito timidamente. Agora mesmo passei no site da editora e ela tem sua área de Digital Comics, mas ainda com títulos limitados e em um navegador em Flash completamente tosco. Há um esquema de assinatura mensal e anual.
A Dark Horse chegou a ir mais além: disponibiliza na loja iTunes algumas histórias formatadas para iPhone e iPod Touch, mas com poucos títulos e reciclando velhas histórias, como uma do Exterminador do Futuro publicada há 11 anos!!!
Aliás, esse é um dos grandes dilemas de todos os meios impressos que tentam criar seu "braço digital". Alguns criam um modelo híbrido (gratuito para notícias corriqueiras e pagos para grandes reportagens, como o jornal O Globo)... outros somente com assinatura (como o já citado Digital Comics da Marvel).
Porém, a verdade é que as grandes empresas de comunicação demoraram a arriscar nos novos meios. E, com isso, ainda estão patinando nesta área justamente por subestimá-la nos anos 90 e início dos 00.
Aliás, por subestimar o meio digital, chegamos a mais um dos grandes problemas: a maldita bonificação da publicidade online.

Sou um profissional de marketing e amo internet. Fico revoltado quando vejo um departamento comercial vender sua publicidade online como mera bonificação de um plano comercial tradicional. Nosso país, segundo o instituto Ibope Nielsen Online, possui 44,5 milhões de internautas ativos (vejam que não estou falando de internautas com algum acesso, mas sim dos que usam a internet frequentemente). Hoje em dia, no atual cenário, não é possível ver a venda publicitária online entrar somente como bonificação de um plano comercial.
Com isso, os investimentos em publicidade online ainda não chegam nem a 10% do total da verba publicitária de uma empresa. E aí eu faço a pergunta: como uma empresa pode se tornar financeiramente sustentável no meio digital se ao menos o valoriza comercialmente da forma correta e digna? Ainda no excelente caderno especial do Meio & Mensagem de 18 de maio, Rodolfo Tourinho, superintendente do Jornal do Commercio de Pernambuco, disse que a receita do portal do jornal representa apenas 5% do faturamento do impresso (no site, um fullbanner tímido de publicidade e conteúdo fechado para assinantes UOL).
E isso porque ainda não falei do papel, que hoje ainda é um custo grande: US$ 600 dólares a tonelada - e apenas 90 dias pra pagar... fora a pressão dos ambientalistas!
Então, meu caro leitor, faço a você um convite. Primeiro, olhe os pontos abaixo:
1) Atual cenário econômico mudial;
2) Crescimento da geração 100% digital;
3) Alta resistência das empresas de comunicação ao meio digital;
4) Pouca valorização da publicidade online.
E agora faço as seguintes perguntas:
Dentro desse cenário, você vê solução em médio prazo para as baixas vendas das HQs? Você vê a Panini, que ainda encara seu atual site como um braço pobre de sua assessoria de imprensa, sobreviver mais dez anos aqui no Brasil?

O futuro é negro, pessoal. Se um novo modelo "out of the box" não for pensado logo para fazer uma transição (ou complementação) do meio impresso, não sei se nossos heróis conseguirão se safar dessa.
No mais, desculpem pelo post longo! É que me empolguei e acabei escrevendo demais.
Usem e abusem dos comentários para discutirmos mais, pois o assunto rende pra chuchu!
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Minha opinião: se as hqs acabaram, eu não tô nem aí, já curti bastante, hoje em dia não tenho mais saco nem dinheiro pra colecionar. Se migrarem pra internet, acho que será uma boa, pelo menos deixam as pobres árvores em paz, em vez de transformar elas em lixo da Marvel ou da DC.
Realmente, é difícil de se lidar com esse tipo de coisa. Eu, to conectado a maior parte do meu dia, e acho as publicidades ridículas. O problema, é que realmente é dificil se chamar a atençao nesse tipo de mídia, pq a pessoa que nao quer ser forçada a ver determinados tipos de publicidade, nem ve o que nao gosta. Esses pop-ups são nojentos, então, encontrar o método certo vai demorar um pouco. Na televisão, não, vc ta na frente do sofá, acaba vendo algumas m...
Mas acho dificil acabar. O lance é saber vender pela internet, e negociar edições de lxo, pq os gibis mensais ~tem sido uma bosta.
Sou parte do 0,0001% de mulheres que frequenta o MdM, e não costumo comentar muito. A última vez foi nos posts sobre o futuro do mercado editorial... Enfim. Eu trabalho numa grande editora de livros, não de quadrinhos, então minha visão não é a mais exata.
A questão é que a Internet ainda é um meio muito incerto. As empresas são, por definição, um espaço mais engessado, mais lento - assim como a Justiça. Então, enquanto todo mundo rola nos scans, a Justiça fica lutando para fechar comunidades no Orkut e quebrar links de download, sem conceber que este é um trabalho de Sísifo, que nunca vai acabar. As empresas, da mesma maneira, não querem colocar seu rico dinheirinho (como alguém já falou) em algo que é intangível, mutável, impossível de se normatizar e verificar. A Internet é o verdadeiro Highlander: nunca vai ser morta, nem controlada. Para quem investe, esta é uma perspectiva muito assustadora.
Eu não acho que as HQs, nem os livros, vão morrer. Acho, sim, que, em algum momento, as empresas (ou pelo menos algumas) vão começar a aceitar o poder da Internet, e vão se aliar a ela. Mas, do ponto de vista de alguém "de dentro", sei que isso ainda vai demorar. Até porque os donos das empresas, hoje, são cinquentões e sessentões. Quando esses morrerem, levarão junto seus pontos de vista obsoletos, e, se tudo der certo, seus filhos tomarão seu lugar - e a Internet será abraçada como a grande mídia que é.
Isso tudo é fato e acho até bom pois acredito que seja um momento de revolucão. E para quem faz HQ, que esteja preparado para aceitar as mudanças e para ser criativo também com as necessidades de seu público.
Eu faço HQ independente, no fundo acredito quem faz hq é simplesmente porque gosta de forma impressa ou digital. AH tá, e o dinheiro? É uma maneira de sustentabilidade não de lucro. Bem, é isso que vejo na realidade das HQ's independentes.
Difícil ver o futuro, mas as HQ's não vão morrer. Sejam impressas ou digitais elas estarão sempre aí. Se não tiver nenhum dos dois, voltamos a fazer nas paredes das cavernas.
Os independentes é um reflexo da necessidade do mercado, daqueles que os deveriam tratar como aliados e não como uma sombra.
bem é isso ai
[ ]s
chicolam
meninocaranguejo
O Scott McLoud já comentou em seu primeiro livro que no início do cinema o que se fazia era filmar peças de teatro, e que no início da televisão o que se passava eram basicamente programas de rádio com imagens toscas.
Esperem um pouco que as novidades virão.
Internet banda larga barata ainda é luxo recente para a maioria dos consumidores, assim como o domínio básico de certos softwares.
E acredito que, para começarmos a inovar precisamos começar fazendo "mais do mesmo" para aprender, e depois sim, inovar.
Agora, no meio de toda essa discussão "séria" vemos que ainda tem bastante infeliz mais preocupado em ser o primeiro do que pensar ou acrescentar alguma coisa, e por serem leitores do site, deduz-se que de uma forma ou de outra, lêem HQs.
"No mais, desculpem pelo post longo! É que me empolguei e acabei escrevendo demais.".
Ou seja, a linguagem da mídia "internet" é muito disso: textos curtos, com links e hipertextos etc. As matérias aprofundadas nas revistas, jornais e informativos, quando vão para a net só possuem o esqueleto, a informação básica, o resumo. Isso ocorre primeiro pelo fato da net permitir o uso, de Som, Vídeo e Fotografias, o que diminui a necessidade do texto. Mas há um outro motivo pra isso também: as pessoas que consomem informação ou "conhecimento" através de internet, não querem perder tempo analisando textos profundos. Quando o fazem, geralmente o fazem para pesquisas etc. Não siginifica que todos usam a net dessa forma, e não significa que isso não vá mudar. Porém, a linguagem on-line hoje, é feita para quem abre aquele monte de janela, dá uma lida rapidinha no texto, e se interessar a pessoa fica no site e vai lendo o que achar de interessante. Se não, ele abre um outro site, que lhe dê a informação, rápida, resumida sem perder a qualidade.
Bom, nesse contexto, conteúdo de HQ num PC, ou via site de alguma empresa não é tão comum, e nem é algo usual. Tá, ok, para a atual geração, pode ser que sim, mas para que a HQ seja algo atrativo de ver no PC, tem que se repensar não só o uso da NET pelas empresas que trabalham no ramo, mas a apresentação do conteúdo da HQ para internet. Acredito que, tornar a HQ um atrativo para as gerações que não se simpatizam pelo papel, exigirá uma mudança no formato da HQ. Mas lembrando que uma modificação profunda ou radical na estrutura ou no formato, pode fazer com que a HQ deixe de ser HQ e se transforme em outra mídia. Por exemplo, se adicionarmos movimento ao quadrinho, ele deixa de ser HQ, para se tornar desenho animado. Já vi algumas propostas de HQ voltadas exclusivamente para internet, algumas com músicas e com uma maior interação, ao invés de simplesmente virar a página. Não gostei de nenhuma, talves por eu já estar acostumado com o formato tradicional, pou porque não exploraram os recursos e ferramentas da internet de uma forma mais bakana, ou simplesmente porque os roteiros não prestavam.
Hoje, eu vejo a net como um facilitador na aquisião de HQ, tipo, "Assine o site da e Baixe suas HQ.", isso para as novas gerações porque acredito que para nossa, ninguém quer baixar a revista para ver no PC, ou para imprimí-la, em casa, como se faz por exemplo com músicas que baixamos e as reproduzimos em nossos CDs graváveis.
esse primeiro é um conceito da nokia...
http://www.youtube.com/watch?v=RdZ_VOdojsM&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=N_m36Gr4jzM&feature=related
http://www.youtube.com/watch?v=t4tdtzyjFnY&feature=related
abraços!!!
Eu também já tive assinaturas das revistas Marvel por um pom tempo, mas parei de ler quando, na época, vi muitas histórias palhas mesmo, do tipo, "Capitão América versus Tiranossauro Rex", sei lá...
Das seis revistas que vinham no pacote, apenas duas (X-men e HA) valiam o trocado pago, o resto, putz!
Após dois anos de assinatura, eu tinha em minha garagem um amontoado de revistas que transformaram-se em alimento para os cupins! Terrível morar um tempo fora, voltar e ver o meu acervo destruído!
Gostei da discursão e do tema, muito bom o post, me lembra bastante o dilema da indústria fonográfica.
Há um tempo atrás, quando surgiu o CD, vários disseram que o vinil deixaria de existir, mas hoje temos uma outra realidade, de co-existência de várias mídias para vários consumidores, cada qual com suas necessidades.
O problema do uso de novas mídias para as HQs é que os produtores deste material, deveriam produzir digitalmente e sim disponibilizar o material impresso como opção, e não o contrário, como o "scan" de material já produzido.
Todas as mídias terão consumidores, uns com uma maior fatia, outros com menores.
Quanto a pirataria, me parece algo inerente ao sistema e inevitável, mas temos de convir que muita gente ainda prefere comprar um CD a baixa-lo em um Rapidshare.
Eu gostaria de ler boas HQs novamente, mas preferencialmente em uma mídia que não derrubasse árvores ou virasse comida de insetos.
Vendendo menos, quem quiser curtir essa mídia terá necessariamente que pagar mais. Simples assim. As revistas da Marvel e DC, por exemplo, aumentaram seu preço de capa das revistas regulares de US$ 2,99 para US$ 3,99 recentemente. Sinal dos tempos.
Pessoalmente, não gosto de scans. Leio alguns, mais para ver se vale a pena acompanhar determinada série, mas para mim não substitui os quadrinhos. Sei que, para outros, substitui perfeitamente.
Creio que há alguns anos, aqui mesmo no MdM, li que a Marvel tem os quadrinhos apenas como uma parte menor de suas receitas, superados pelos licenciamentos, filmes, bonecos etc. E o sinal dos tempos...
Hoje, os donos do dinheiro, são pessoas de épocas passadas. Esses tipos de pessoas são mais resistentes com mudanças. Se fosse só isso tudo bem, mas é pior. O computador ainda é, para muitas pessoas, um inimigo, uma coisa que eles não entendem, que não sabem lidar. Essa "PCFobia" envolve o lado operacional e o lado seguro da coisa.
Primeiro, muitas pessoas ainda não sabem utilizar um computador com eficiência para o que precisam. Por mais que uma pessoa não seja "analfabeto digital", tem muita diferença entre saber o básico e realmente usar a ferramenta.
Dai entra a questão da internet, onde tudo pode e todos saem impunes. Um local onde pedófilos agem livremente e onde ocorrem fraudes astronômicas com cartões de crédito. Isso sem contar na turma que faz download de terabytes de material digital todos os anos. Dai a empresa X faz um esquema de assinatura digital com metade do preço de banca, um assombro, ótimo pra todo mundo, uma maravilha. Dai se juntam milhares de usuários em um fórum e fazem uma assinatura só, esse material vai para o Rapidshare e o mundo todo ja pode ter o material de graça.
Entendam, não estou por dentro dos esquemas de segurança na WEB, leis de puniçaõ a infratores, também não tenho ortografia perfeita e, possívelmente, não sei me expressar bem.
Só que uma coisa é certa, quem investe seu precioso dinheiro quer segurança e a internet ainda não parece ser um lugar seguro.
E quem pode censurá-los?
Em dado momento ocorrerá algum evento que fará com que tudo mude, algo como a invenção da lâmpada ou o lançamento do Super Mário Bros.
Aguardemos.
Que saudade dos anos 80.
E Inferno....que porra de gravatar é esse? Italo Rossi??
Rimou e enumerou tudo aquilo que VOCÊ não tem: coerência e timming corretos para que isso tivesse graça.
Além disso, se você, em vez de perder tempo postando isso aqui, fosse atrás do TEMA que tanto lhe cativou, estaria bem melhor que 97,8 % das pessoas daqui, incluive eu.
Bundão.
ORIGENS SECRETAS
"Sete bons homens de fino saber
Criaram a xoxota, como pode se ver:
Chegando na frente, veio um açougueiro
Com faca afiada deu talho certeiro.
Um bom marceneiro, com dedicação
Fez furo no centro com malho e formão.
Em terceiro o alfaiate, capaz e moderno
Forrou com veludo o lado interno.
Um bom caçador, chegando na hora
Forrou com raposa, a parte de fora.
Em quinto chegou, sagaz pescador
Esfregando um peixe, deu-lhe o odor.
Em sexto, o bom padre da igreja daqui.
Benzeu-a dizendo: É só pra xixi!
Por fim o marujo, zarolho e perneta
Chupou-a, fodeu-a e chamou-a Buceta."
Mário Quintana
até amanhã!!!
Mas se talvez fosse um ASUS EEEpc 1000h ou 900...
Eu e um amigo, que escrevemos fics, estavamos discutindo sobre o formato que elas tem que adotar. Escrever um fanfic, seja de personagem de quadrinhos, seja de personagem de televisão, filme, etc, só vai funcionar se você tiver em mente que ler no computador é uma BOSTA FUMEGANTE! Assim, você tem que impor um ritmo totalmetne diferente para a sua escrita, de forma que o leitor se mantenha cativado. As vezes queremos escrever capítulos gigantescos, mas sabemos que é complicado. Quadrinhos online tem que partir de um princípio parecido.
http://633k.wordpress.com/2009/03/02/por-que-as-hqs-morreram/
se a indústria (marvel, DC, image, Mauricio de Sousa) for pro saco, de ONDE vocês vão arrumar novos scans de HQs?
Aposto que ninguém se ligou nisso.
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O meu problema é justamente o contrário. Não consigo parar de pensar nisso! O_o
não eh confortavel levar notebook para o banheiro
Livro, HQ, jornal, nenhum precisa ligar na tomada para funcionar, ó! Além disso, veja aí o preço de uma bateriazinha de relógio... é ou não é mais cara que uma revistinha da mônica?
Ah, mas o scan é de graça, né? É, mas quem é sócio da pouca vergonha não tá nem aí se o mercado vai pras cucuia ou não. O problema, meus queridos, é um só:
se a indústria (marvel, DC, image, Mauricio de Sousa) for pro saco, de ONDE vocês vão arrumar novos scans de HQs?
Aposto que ninguém se ligou nisso.
A internet e a tecnologia não são tão rapidas, estão presas aos preconceitos, incopetencia, ignorancia e incertezas daqueles que a desenvolvem e dos que a consomem.
Algum belo dia algem vai abrir a carteira e mandar que algo seja desenvolvido e que seja vendido para o maior numero de pessoas possivel. Muitos ficaram maravilhados com o novo produto e outros insatisfeitos e gritando feito mininhas.
O melhor que cada um pode fazer é o que julga ser o melhor a se fazer, não há certezas ao se falar do futuro e ningém pode ser julgado como errado ao tentar.
Então, nós, nerds malditos, continuemos a ajir feito putinhas estressadas, talvez consigamos que pessoas que se importam com nossas opiniões se envolvam no desenvolvimento de seja lá o que for que será desenvolvido.
O problema é que esses grandes veículos de comunicação ainda são comandados por pessoas que têm o pensamento arcaico, e só vão mudar quando perderem muito dinheiro, chegando perto da falência (se é que vão escapar).
Pra mim não se sustentam mais os jornais e os quadrinhos comuns. São ambos feitos de material praticamente descartável (tirando as HQs de capa dura), quem é que vai querer continuar pagando por isso, se podem fazer o download na internet e terem acesso a esse material com a mesma facilidade - estão aí os leitores de e-books cada vez mais modernos, confortáveis e acessíveis que não me deixam mentir.
Indústria da HQ (e dos grandes jornais), ou vocês se adaptam ao mundo, ou o mundo vai engolir vocês. Espero que ao menos as editoras dos meus quadrinhos favoritos escapem dessa - mas têm que se modernizar produzindo hqs de qualidade nas novas mídias pra ontem!!!
p.s. Inferno, disponibiliza aí pra galera esse acervo! hehehe
O problema é a falta de FÉ dos comerciantes, que hesitam em investir nas novas propostas. E, olhem só, são muitas as alternativas. Algumas bem baratinhas!
Além disso, outra coisa que faltou ao post, foi o fenômeno INVERSO: a volta de antigos formatos, com força total e financiados pela mesma industria que antes os sepultou.
Confiram - http://br.noticias.yahoo.com/s/03062009/48/entretenimento-revolucao-dos-formatos.html
As melhores coisas que a humanidade fez no campo cultural nunca dependeram da indústria, pelo contrário esta só serviu para massificar, banalizar e destruir o que havia de bom realmente.
A indústria cultural só está sendo vítima da seleção natural econômica, do mesmo jeito que qualquer outro setor produtivo ou social. Se ela não aguenta que feche as portas e abra espaço para algo novo.
Com toda certeza nós nerds consumidores de quadrinhos, música, filme, etc. Acharemos meios de continuar a produzir e consumir essas coisas, sem o domínio dessas corporações ridículas haverá ainda maior liberdade e diversidade do que antes.
No meu entendimento o problema não é a mudança de mídia ou o fim das editoras, é sim a transformação da temática das histórias, os roteiros desconexos e vazios que vêm surgindo porque uma geração de debilóides semiletrados gosta, mas eu sei que para pessoas como eu continuará a existir um nicho limitado de criadores e fãs de boas HQs, música, filmes, etc.
A indústria cultural só está sendo vítima da própria cultura de massas que ajudou a criar e para mim isso é irônico e poético. Ela mesma criou gerações de pessoas que buscam incessantemente pela novidade, que querem apenas entretenimento rápido e descartável. A maioria das pessoas acha um desperdício gastar com filme, música, quadrinhos, então se há uma opção mais barata ou gratuita da coisa, elas irão preferir. É uma relação diferente da que as pessoas têm por outros produtos, onde a qualidade, ou pelo menos o nome, importa. Existe diferença para elas entre uma roupa comum e a de grife, mas um gibi, é sempre a porra de um gibi e só.
Então danem-se de vez, ainda que eu tivesse alguma idéia de como salvá-las guardaria para mim apenas.
Nunca confie em na mídia de um país, onde jornalismo é disciplina de curso superior.
Jornalismo é PRÁTICA, não um título. S evocê souber escrever de forma clar, concisa e pertinaz, você tem todos os quesitos para trabalhar em uma redação.
Infelizmente, 78% dos profissionais desse ramo, diplomados ou não, não têm as características acima.
Sinal dos tempos? Não, só falta de critério dos jornais. Quer escrever e ser lido? Quer argumentar e ser levado a sério? Faça um cursinho de Português."
Concordo com absolutamente tudo cara, eu tinha um professor na faculdade que era jornalista e dizia que aprendeu muito mais na prática e com os cursos de Letras e História do que com o de jornalismo.
O Brasil é a pátria do diploma, ninguém quer saber se você realmente sabe, basta que você pareça saber, basta ter um currículo entupido de cursos inúteis com nomes longos e de utilidade duvidosa.
As univesidades deveriam ter menos cursos, deveriam mais formações gerais e conforme as aptidões e o desenvolvimento do estudante, este escolheria matérias complementares de acordo com a especialização desejada.
A imensa maioria dos cursos de humanas, por exemplo, poderiam ser reduzidos a sei lá, quatro ou cinco cursos mais as especializações.
Mas da pátria do diploma quanto mais Analistas de Porra Nenhuma forem formados melhor.
Fui leitor de HQ durante anos e graças aos desmandos da Abril, cessei de comprar os gibis da Marvel Comics e enquanto aquilo for em papel, não contem comigo. A minha mulher, que é viciada em colecionar HQ, nunca mais comprou uma puta revistinha. Está esperando que estes senhores idiotas disponibilizem o conteúdo OnLine, nem que seja mediante assinatura.
Já que o Change não respondeu minha pergunta, alguém aí sabe o que é "bonificação de plano comercial tradicional"?
Nunca confie em na mídia de um país, onde jornalismo é disciplina de curso superior.
Jornalismo é PRÁTICA, não um título. S evocê souber escrever de forma clar, concisa e pertinaz, você tem todos os quesitos para trabalhar em uma redação.
Infelizmente, 78% dos profissionais desse ramo, diplomados ou não, não têm as características acima.
Sinal dos tempos? Não, só falta de critério dos jornais. Quer escrever e ser lido? Quer argumentar e ser levado a sério? Faça um cursinho de Português.
O jornal morreu, os quadrinhos morreram.
E parece que agora os jornalistas tb vao morrer, pq agora nao precisa mais de diploma...
Aproveitando o assunto de mídia digital, segue o blog de tiras do meu personagem.
Visitem e divirtam-se a vontade.
www.espeditotiras.blogspot.com
Obrigado a todos!
Por que?
Qdo lançaram o cinema tinham receio que os livros acabassem. Não acabaram.
Qdo lançaram a tv tinham medo que o cinema acabasse. Não acabou.
Qdo lançaram o vídeo tinham medo que a tv acabasse. Não acabou.
Tá certo que a internet procura englobar todas as outras mídias, mas exatamente isso a torna uma metamorfose ambulante.
Pela minha experiência uma mídia só pode ser substituída por outra similar, porém, mais aprimorada.
Por isso o vídeo foi substituído pelo DVD, que parece que será substituído pelo Blue-Ray.
Por isso a TV preto-e-branco foi substituída pela TV à cores e agora está sendo substituída pela TV em alta definição.
A internet é tão híbrida que não tem estabilidade pra substituir outra mídia. O Stephen King tento uescrever um livro direto pra net e deu com os burros n´água... pode até ser que as cosias mudam no futuro, mas por enquanto a internet é como a Amazônia... uma terra de ninguém onde cada um se vira como pode.
Passar quadrinhos pra mídia digital é mais do que escanear revistas. Envolve toda uma modificação na forma como é feita a diagramação (é essa a palavra?), afinal, mesmo em um leitor de livros digitais (e-book) a experiência fica diferente. Com planejamento, e fazendo direito, é possível tornar a experiência de ler no computador quase tão boa quanto folhear a revista. E, não, telinhas de celular não resolve o problema, ler uma HQ é beeeeem diferente de ler um livro no iPhone.
Eu sou um potencial comprador do Kindle (ou qualquer outro leitor) colorido. Se a Amazon lançar seu sistema de assinaturas por aqui então, nem se fala.
Maoli está na faixa dos 30.
hehe
abraço
Os posts tirando onda são engraçados, mas com conteúdo assim são necessários tb.
Acho q não tem salvação p/ hq... nem mesmo usando outras mídias. Mtos dos que comentam aqui gostam de cultura nerd, mas são poucos os que se orgulham de ter uma coleção, de saber o q cada personagem fazia desde sua criação. Quem comenta muito em site nerd como o mdm são jovens que entram na moda de reclamar por reclamar, leem uma ou outra historia do momento e filosofam como antigamente era feito apenas em revistas como a Wizard. Eu ia e pensava "essa jornalista tem que ter muita moral na área pra criticar assim" rs... hoje não... hoje todo mundo quer tirar onda d crítico, ser critíco é legal, é "cult".
Fãs mesmo de quadrinhos, de empolgar com uma revista, de grilar qdo amassava a capa, acho que só quem tá na faixa dos 30 anos.
Muitas coisas ainda continuarão "in box".
As pessoas ainda preferem relógio analógico e sapato de cadarço.
Estes assuntos não seguem uma lógica.
É tanta coisa pra se falar que eu nem sei por onde começar...
É chover no molhado afirmar que a internet é hoje um dos maiores meios de comunicações existentes. O alcance que ela pode ter é algo quase que sem precedentes...
Não vou fazer aqui exercícios de adivinhação sobre o futuro ou sobre como uma mídia pode consumir a outra.
O importante é tentar entender como a sociedade da gente funciona e aprender a conviver e usar o que está disponível hoje em dia. E falo isso não apenas como consumidor, mas como produtor de conteúdo também.
Intertextualidade e multimídia são palavras de ordem hoje em dia.
Basta olharmos para algumas das obras que estão sendo lançadas hoje em dia, que para ser bem sucinto vou citar como exemplo apenas Lost e Planetary.
São obras cujo conteúdo vai além de apenas as histórias que contam. Possuem referencias cruzadas com outras obras, geram diversos sub-produtos que exploram em outras mídias conceitos que são apenas lançados nas mídias originais, enfim...
São ótimos exemplos dessa intertextualidade que comentei agora a pouco!
E são ótimas analogias para o que é a internet hoje em dia!
Em todo lugar você tem um link que leva a outro link e por ai vai!
Acho que todo mundo já ouviu falar sobre a teoria dos 6 graus de aproximação não é?
Mas essas são apenas divagações... Onde estou querendo chegar é no fato que a internet é uma ótima ferramenta de divulgação, pelo fato de ser totalmente parte da nossa sociedade hoje em dia.
Existem excluídos digitais? Sim, mas vamos aceitar o fato de que eles também acabam sendo excluídos da grande massa consumidora. É errado, é ruim, mas opções para se resolver isso fazem parte de uma outra discussão. Quem sabe outro dia...
Agora voltando, a internet está ai e as grandes empresas tem que aprender a trabalhar com ela!
E eu nem acho que disponibilizar conteúdo pago seja a solução. Alguém sempre vai descobrir um jeito de piratear e colocar ele gratuitamente na rede. Estão ai as fotos “exclusivas para assinantes” que, por exemplo, a Playboy e Sexy usam...
E existem alguns exemplos bem legais de material gratuito por ai.
Os produtores do South Park disponibilizaram na internet todos os episódios da serie. Gratuitamente! O lucro vem da publicidade que eles vendem. Igual a Rede Globo faz...
(Bom, antes de tudo mundo começar a reclamar, acho q deu pra entender a comparação, certo?)
A Fox criou um canal para internet, onde a gente pode rever os episódios antigos das suas series. O que é uma ótima iniciativa também. Afinal, liberando gratuitamente um material antigo, existe a possibilidade de surgirem novos fãs e isso vai acabar levando as pessoas até o material novo. É claro que não vou ser ingênuo e utópico de falar que essa é a saída e que todo mundo que consome o material gratuito pela internet vai pagar para ter mais... A questão aqui e uma aposta! Se o seu material é bom, talvez 3, 4 pessoas (ou talvez menos) irão procurar por mais... E isso vai gerar o boca a boca. Que é a alma de qualquer negócio! É claro que tudo depende da qualidade... Mas isso também é outra discussão certo? Vamos deixar para outra dia também?
Existem outros exemplos... Hollywood já tem aceitado a internet como meio de divulgação. Os filmes hoje saem com perfil do Facebook, blog disponibilizando fotos de set e diário de produção, site com jogos, papel parede, download de material para celular, viral rodando no YouTube... Enfim... A lista é gigantesca! (e puxando a sardinha, essa é uma cartilha que particularmente a gente gosta muito e vai ser seguida com nossos filmes aqui na Tetra).
E o mais importante nisso tudo: você pode fazer a divulgação pela internet gastando menos da metade do que você gastaria ao fazer isso na televisão, em um jornal ou uma revista... E a sua marca está lá exposta 24 horas por dia, 7 dias por semana, para o mundo inteiro e não apenas em uma região onde aquele determinado canal é exibido ou aquele determinado jornal é distribuído...
Enfim...
Para mim o grande problema é o fato de que os “cabeças” confundem como fazer um bom marketing do produto que eles estão criando. Às vezes é melhor termos um acontecimento bombástico, que chame a atenção de toda a mídia e deixar que os outros façam a divulgação para eles, do que produzir um bom material e pensar em maneiras originais de se divulgar...
E assim nasceu o maior comentário do mundo... rs
Acho que agora posso ficar mais uns dois anos sem comentar novamente...
Cala a boca, Barracuda!
Eisner tava falando de adapatar a linguagem da hq para digital aí o mutareli ergueu o dedão e perguntou se não haviam como "nós lutarmos contra isso".
Eisner respondeu: Você é muito pequeno para lutar contra isso.
Aí o mutarelli ficou fulo da vida e deu toda sua coleção do will.
Em suma, esse povinho do undergound às vezes faz cada merda.
Comentário de: Starscream
Muito bom o post Change. Mas eu boiei nessa parte: como funciona esse esquema de "bonificação de plano comercial tradicional"?
[2]
Parabéns ChanCe. O post está ótimo.
E para contribuir: A questão ambiental hoje é sim problema de primeira grandeza e isso soma com a total falta de investimento/acompanhamento do novo mundo.com e geração usb (ou 2.0 como queiram).
Mas acredito que os problema ambiental é o menor dos problemas (tráfico ilegal de madeira, queimadas, desmatamento para pastagem etc) das hqs de hoje .
Acho que a total falta de visão dos "homens de terno e gravata" que estão, como muito bem colocado pelo colega Enfermo, mais preocupados em ressuscitar Bruce Wayne ou o Capitão América e deixam de lado a onda virtual que cobre o mundo em velocidade da luz.
Como meu querido professor de TGA sempre gritava nas suas aulas, do alto de seu metro e meio: Visão Sistêmica senhores!!!!
Uma pena pensar que as hqs serão objetos de coleção de dinossauros como a grande maioria dos leitores (eu incluso) e a molecada de hoje conhecerá Thor, Vingadores e LJA apenas através de telas de alta definição e caralho a quatro e talvez nunca saberão do enorme mundo por trás daquilo tudo, ou mesmo nunca saberão quem são Elijah Snow, Yorick Brown, Jesse Custer, Alec Holland e outros grandes personagens provávelmente não tenham chance de sair do mundo de papel.
www.scottmcclou.com
tem uma alternativa muito interessante pro mercado, mas, como as outra alternativas citadas, e a especulação do change post, esbarra com um mercado ainda em sedimentação.
É o aplicativo Kamikaze!, criado pela empresa Genus para leitura de HQs no celular da Apple e no iPod Touch. A empresa, segundo a Publisher's Weekly, comprou os direitos de publicação de várias graphic novels de Eisner, como O Edifício e Avenida Dropsie, para lançamento na touchscreen. Veja como funciona a leitura:
http://www.omelete.com.br/quad/100018287/Quadrinhos_de_Will_Eisner_ganham_versao_para_iPhone.aspx
Vejam aí no link acima.
Compro X-Men desde 2000 por causa do desenho (dos anos 80, se não me engano). Com o passar do tempo descobri a internet e os scans e hoje em dia faço muito uso deles. O problema são os mixes. Não vou comprar Wolverine por causa só de X-Factor, nem Marvel Millennium por causa do Aranha do Bendis e levar Loeb de lambuja.
O papel digital está aí. E-book e E-ink vão substituir o papel de celulose, pesquisem a respeito. É só as editoras disponibilizarem os arquivos que serão baixados e lidos confortavelmente em qualquer lugar.
MARVEL STUDIOS.
Não importa como os quadrinhos serão distribuídos, se no papel, na internet ou no celular... acredito que o formato de HQ será uma linguagem ultrapassada.
Nós somos uma geração que já estava na adolescência ou pré-adolescência quando o ritmo de edição super rápida dos videoclipes da MTV apareceu, e só bem depois disso veio a Internet. Nossa infância foi regada a desenho animado dos Super Amigos... ao ritmo calmo do Atari e Nintendinho 8 bits.
Hoje eu fico estarrecido ao ver crianças de 5, 6 anos já navegando na internet, mal sabendo escrever e já teclando no MSN e Orkut!
Elas são bombardeadas desde cedo pelo ritmo frenético de desenho japonês (não teve um guri que teve ataque epilético assistindo Pokemon?!) sem contar na complexidade dos jogos de Playstation 2, 3, X-Box... o lance é que eu não vejo essa próxima geração acelerada "curtindo" sentar calmamente pra ler uma HQ de cabo a rabo.
É triste, mas acho que essa linguagem ficará cada vez mais apagada, enquanto que os personagens (se bem cuidados pela editoras) sobreviverão muito mais dos filmes e desenhos animados apenas.
Mas isso é papo antigo já, Change... não teve uma história que a Marvel só não faliu de vez lá nos anos 90 unicamente porque passou a lucrar com a venda dos direitos dos heróis pros grandes estúdios de cinema?!
Parabéns, Change, uma matéria realmente relevante. To com pressa pra escrever agora, ams adoraria discorrer sobre o assunto, acho que rende muito, sim...
Não é tão agradável ler hqs no PC porque elas não foram pensadas para isso, falta a mente de quem as cria se modernizar, o que não vai acontecer tão cedo.
Muita gente acha que o Quesada modernizou a Marvel, mas não é isso, ele é apenas mais do mesmo.
Pra vocês terem idéia ele disse que é difícil existirem escritores não-americanos na Marvel porque os estrangeiros não saberiam pegar o jeito das Comics. Ele está certo? É claro que não. O sucesso está em apresentar algo novo, e não em seguir o estilo de algo já feito. Jack Kirby não seguiu o estilo de seus antecessores, ele reinventou as comics, ele fez algo diferente do que os leitores estavam acostumados. Uma hq de um herói americano não tem necessariamente que ter o jeito de uma comic americana, não existe um estilo definido pra nada.
Um editor com um pensamento tão ignorante nunca vai saber explorar seu próprio material como deveria. E não saberá se adeqüar as novas condições do mercado, ao novo mundo.
HQs devem ser pensadas para todos, não apenas para fanboys, mas como já falaram, as HQs são praticamente isso na atualidade. Com o advento da internet nos quadrinhos novos autores ganharão novas possibilidades, e as grandes editoras com o pensamento antiqüado perderão mercado. Velhos ídolos cairão por estarem saturados e novos vão surgir. Novas gerações vão se interessar por novos personagens e tudo começará novamente.
Ou seja: O mercado antigo de quadrinhos morrerá de vez.
Homem-Aranha por exemplo provavelmente vai sobreviver através de desenhos, filmes e republicações. Seria a melhor maneira de explorarem o personagem. Ou será esquecido, o que não é tão impossível quanto parece. Muitos personagens terão esse destino.
A internet é também uma grande possibilidade para brasileiros, Fabio Yabu já provou isso com Combo Rangers. Deu certo, ficou famoso, poderia ir muito mais além. Mas os brasileiros também não modernizaram a maneira de se pensar sobre os quadrinhos.
Aparatos para ler os quadrinhos em qualquer lugar serão tão normais quanto celulares, e obviamente não servirão apenas para quadrinhos. Poderiam até interagir com celulares, algo como telas portáteis e não realmente aparelhos portáteis, outro aparelho como celular trabalharia em conjunto com uma tela grande maleável opcional.
Já quanto aos mangás, seguirão um caminho similar. Talvez os japoneses criem algum hibrido de manga com anime e jogos, algo mais interativo e animado, mas só vivendo na sociedade japonesa para eu poder opinar.
Viva os scans.
pra mim isso é a soluçao pra trocar o papel!!!
abraços!!!
as editoras poderiam disponibilizar HQs online para download pago e colocar uns conteúdos exclusivos para quem compra o material pelo site. Talvez também distribuir as hqs em cd rom.
Dá pra incluir mtos extras na área exclusiva, eboços, comentários dos escritores, editores, promoções etc.
Alguns são fãs do formato tradicional, mas as empresas têm que se mexer né!
Há tempos, os mais atentos percebiam que a falência dos quadrinhos, por mais que todo mundo colocasse na conta da Internet, não era culpa dela. Tampouco era uma crise criativa. O problema dos quadrinhos é um só: virou produto de fã. Olhem as tiragens das grandes revistas, quem compra gibis são esses dinossauros, que envelheceram. O público deixou de se renovar. O Balde Ruiner citou muito bem, a mídia (das HQ's) está mal das pernas porque não se adaptou para cooptar público novo. Acharam que tava bonito o mesmo público de sempre, sem perceber que, envelhecendo (casando, tendo filhos) esse público está diminuindo. E as fórmulas batidas não atingem o público novo. O Change foi feliz em citar essa nova geração USB, que já nasce conectada: eles têm outras prioridades, vêem as coisas por outro prisma. Talvez nenhum de nós, dinossaucers, tenhamos capacidade para sondar como eles fazem as coisas, e teremos de esperar que algum deles chegue a mandar na indústria para mudar as velhas formas. Um messias. Mas, como todo messias, ele correrá o risco de chegar tarde demais.
Quanto à questão digital Vs Papel, acho que o tom escapa a mera briga contra os scans ou coisa que o valha: há toda uma questão ambiental que não pode ser negada. Talvez uma saída seja a criação dos quadrinhos exclusivamente para a net (e não digo uma linha especial para a net: digo SÓ lançar as coisas on line) e vendendo o acesso (que traz em si um problema: como impedir o compartilhamento? Playboy's e Sexy's da vida sofrem com isso hoje em dia). Daí, passasse a trabalhar com a impressão por demanda. Tudo é lido na net, mas você pode encomendar um arco que gostou muito impresso, pagar só por ele e pronto.
Aproveita a "nova" mídia, antena-se com as questões ambientais e, de quebra, ainda dá uma peneirada no mídia. Autores ruins vão vender menos no impresso. Pimba na gorduchinha...
discordo de tal afirmação. ainda existe muito leitor, mesmo os mais novos, que prefere o papel ao écran. o que pode acontecer no máximo é apenas descidas nas vendas de revistas por causa da baixa qualidade das histórias.
as hqs só "morrerão" mesmo quando não existirem mais árvores no planeta, ou se estas se tornarem num bem escasso.
Marvel e DC (a base do mercado de quadrinhos de super-heróis mundial) tratam seus leitores como idiotas há anos!
Histórias sem sentido, roteiristas e desenhistas de 5ª categoria, sagas e mais sagas com cada vez mais tie-ins... Quanto vale todo esse lixo?
Vocês aí, leitores regulares de quadrinhos: quantas vezes compraram um mix da Panini e ficaram revoltados porque só 25% da publicação interessa? E, às vezes, fica só no interesse, porque esses 25% que "chamam" o leitor para a compra nem sempre são bons.
Eu já fui um desses, que gastava boa parte do pobre salário com publicações da Panini pra ler uma história e ignorar o resto, porque era lixo. E ainda tinha que arranjar lugar pra guardar a tralha, que se empilhava cada vez mais.
Marvel e DC tem suas saídas, com desenhos, filmes pra DVD, jogos, filmes, blá blá blá. E lá nos States, quando o cinto aperta de verdade, sempre surge alguém com uma idéia mirabolante na manga pra salvar o dia, eles são assim.
Já aqui no Brasil, usando "Titanic" como referência (péssima, eu sei), as editoras seriam como passageiros que, ao invés de tentarem se salvar, ficam emocionados e tristes com os violonistas no deque e acabam morrendo pela inércia.
Papel é caro? Invistam em quadrinhos online, oras! Por um preço razoável, quem não pagaria pra ler suas histórias favoritas direto da fonte, com segurança e garantia de qualidade?
Eu leio scans. Leio muito. Tenho um monitor widescreen de 19 polegadas da Samsung que, além do mais, fica na vertical (modelo 943BWX pra quem quiser saber). Cada página fica maior que um A4, com cores vivas e o melhor: eu leio o que eu quero, sem remorso. Se a revista não presta, é só deletar. Com um bom scan (do grupo DCP ou Minutemen), é um prazer maior que de ler nesse papel porcaria da maioria das publicações da Panini.
É a mesma lógica da industria musical: preços altos (até nos EUA), álbuns com baixa qualidade (só com a música da rádio que presta) e aí vem o Napster e dá ao povo o que ele quer: acesso facilitado (grátis - ou quase isso, já que precisa de um computador e internet), direito de escolha (você baixa só o que quer) e diversidade (quantos álbuns demoram a sair em um país ou nem saem?).
Mesmíssima coisa acontece com a indústria cinematográfica. Tô vendo, em doses homeopáticas, o filme lá da Chun-Li que nem vai sair por aqui. Um potencial tremendo, milhões investidos em divulgação, expectativa e pra quê? Uma bosta fumegante de filme. Ele nem desanda, já começa ruim e consegue piorar em algumas partes. Sério mesmo que alguém acreditou que esse filme seria um sucesso? Ou só queriam lucrar em cima da fanboyzada que se amarra em Street Fighter e são loucos por um spinning bird kick?
Enquanto só houver GANÂNCIA e não RESPEITO, o processo será irreversível. Seja no quadrinho impresso, seja no iPod, seja online.
Nunca a HQ digital conseguirá ser melhor que a impressa.
Mas, infelizmente, é uma realidade prestes a existir.
Mudanças são inevitáveis, não adianta reclamar. Nossa parte é arregaçar as mangas e ajudar pra que essas mudanças sejam pra melhores. De resto, a gente tira de letra.
Bem, ainda poderemos apreciar os peitinhos.
A questão levantada aqui é se a indústria de hqs impressas (principalmente os comics americanos) conseguem se adaptar aos novos tempos e sobreviver financeiramente no mercado. Existe muito comodismo e este é justamente o problema. Enquanto existir comodismo vai existir dificuldade na linguagem das hqs em se reinventarem e se adaptarem aos novos tempos.Em time que está ganhando não se mexe não é mesmo? Pra que mudar se as fórmulas estão dando certo.
vamos continuar com os clichês, este lance de bandido se aliando a herói e herói se aliando a bandido não é novidade... Porque os quadrinhos impressos não se aliam às mídias virtuais?
O Mercado de quadrinhos cresceu no Brasil, a quantidade de revistas aumentou e o preço delas também. As pessoas estão mais seletivas em suas escolhas. O mangá está aí vendendo pra caramba, mas não é um lobo solitário, um akira, ou mesmo uma nana de ai mizaya que a nova geração quer ler. Ganhei 3 edições de um colega porque ele achou lobo solitário uma porcaria e preferia um mangá tipo Bastard!
Mestres como Will Eisner e Scott Mccloud deixaram ótimas contribuições para os quadrinhistas com seus livros teóricos. Quem é o quadrinhista que lê o trabalho deles atualmente? Quem experimentou coisas novas e tem algo à acrescentar?
Eles deixaram bem claras as regras do jogo como se pode experimentar e fazer um bom trablho. Caramba, tem que ter uma educação sobre isso! Desde pequeno a gente sabe como é o futebol. sabe das regrinhas, é incentivado a jogar, a torcer, a ter um senso crítico à respeito. Devia ser assim com as artes.
Quanto ao que o Ultra falou eu retrocederia algumas décadas...anos 60,50,40. Recentemente vi um desabafo de um quadrinhista brasileiro no Twitter dizendo que as editoras nacionais querem publicar material BOM de quadrinho nacional. E outra coisa se algum brasileiro publica um material lá fora ele não é um vendido ou coisa do tipo como vejo algums "quadrinhistas" rotularem por aqui.
Peraí que tenho mais coisa pra falar...
Antes de entrar no mérito e no desmérito dessas afirmações, é bom citar Machado de Assis que, há quase século e meio, disse: "...o jornal não nulificou o livro, como este nulificara a página de pedra (...)". Com isso, pode-se inferir que o problema não é a obsolescência do veículo, mas o desemprego de criatividade em seu uso.
Vamos ao mérito da coisa toda, que sempre será um achismo dos mais hiperbólicos: o futuro devorador de tradições. Não creio que exista algo capaz de substituir um livro, salvo a ignorância e/ou a falta de cultura vigente. O papel ainda é o mais longevo meio de armazenagem de informação - 100 anos e contando - onde as alternativas, incluindo as mais recentes, caducam numa fração desse período.
Sobre a TV, acho que nem é preciso dizer muito. Achavam, os entendidos, que ela seria "absorvida" pelo PC. Isso não está nem perto do que tem acontecido, não acha? Do destino do CD eu concordo: ele terá o mesmo fim do vinil. Será um objeto caro, coisa de um nicho de mercado mais restrito. Mas, convenhamos, em um mundo globalizante, o quê não é nicho de mercado?
Se se comparar os tempos atuais com as décadas anteriores, as tiragens de jornais e outros periódicos eram mesmo bem mais elevadas. Dependendo da época analisada, é fácil entender o porquê: não havia rádio, não havia televisão ou não havia internet. Com essas opções pode-se escolher a fonte de informação/entretenimento que mais lhe agradar. Preciso somar 2 e 2 para mostrar como isso afeta o mercado?
Além disso, os apocalípticos de plantão estão deixando de ver o panorama como um todo. Não é porque eu baixo filme na internet que eu vou deixar de ir ao cinema. Se fizesse iso, estaria dando um tiro no meu pé, porque o cinema não é só ver um filme. É ir de turma conferir uma diversão sadia e socializante. Até ir sozinho é bacana. Azar de quem não aprecia isso.
Sinceramente, essa conversa de "o futuro nos devorará a todos" é coisa de bobo. Desde os anos 80 eu tenho ouvido esse tipo de especulação. Até hoje, entretanto, não me alimento por pílulas, meu carro não voa e minhas roupas não são anti-radiação. Então, que tal deixar de tentar advinhar o que vem por aí e tentar aproveitar o que ainda temos de bom?
Ah, se querem realmente discutir o que está desaparecendo do mundo, aí vai um dica: É mais fácil um leitor deixar de existir que um livro ser substituido por um editor de texto estilosão. Em época de conservação de energia e estímulo às alternativas auto-sustentáveis de industrialização, melhor preferir objetos com durabilidade comprovada que apostar em objetos que, embora sejam novidade, tenham a capacidade notável de virar lixo não-reciclável - e isso não é somente relativo às coisas, mas às pessoas também!
http://twitter.com/douglasmct
Mas poucos, que naquela época já liam ou 'não', se lembram que muitos, inclusive eu discutiam coisas como: hq digital, BARATA, ou free!
Sério. Quem gosta de papel, COMPRA, quem não gosta não compra, simples assim.
Eu baixo mp3, e compro cds. Baixo scans e compro quadrinhos!
Mas a 'repensação' de uma alternativa, não pode se resumir pura e simplesmente a digitalizar as hqs.
Papel e Digital são diferentes.
Computador e Livreto, são diferentes.
Adaptação a essa altura do campeonato não rola então, de duas uma:
- As empresas vão gastar MUITO dinheiro pra descobrir um formato no qual os velhos leitores se adequem e que traga novos leitores.
- As empresas vão aos poucos 'quebrar' e acabar. E a 'novidade' vira com o tempo.
(isso é praxe, da necessidade surge a solução, uma hora ou outra)
Apesar de já existirem leitores de ebooks e novos modelos de leitores de imagens, o formato do quadrinho, assim como a composição dos quadros, não colaboram para o uso em uma tela pequena.
Eu, como humano que sou, leio hqs em papel e em scans, e apesar de usar um monitor grande, ainda assim não se compara com a leitura da revista impressa. Alguns quadrinhos, com leitura horizontal, como as tirinhas de jornal, parecem os mais adequados para serem lidos em portáteis. Ainda assim, o custo de um leitor de imagens portátil é muito alto e seu uso é limitado.
Agora, voltando ao que o Diogo escreveu, eu imagino que se as editoras usassem da internet como os estúdios de cinema usam os sites virais, teríamos um bom nicho para valorizar a venda dos dois produtos. Não é preciso nada absurdo, nada exorbitante. Pensem em Watchmen - a revista. Se o material extra escrito pelo Moore, o projeto Manhattan, os trechos do livro do Hollis Mason, e etc, fossem usados como conteúdo de um blog? De um site? Isso já geraria uma referência cruzada interessante, levando o leitor do gibi à procurar pelo conteúdo extra no site, e quem tivesse contato com o site, procuraria o gibi.
E isso poderia ser usado nas mega sagas, como a Guerra Civil, ou A Blackest Night. Já que a idéia é gerar conteúdo imersivo para alavancar vendas, poderiam ser escritas matérias de jornal fictícias, ambientadas nesses universos. Um canal Twitter falando do que está acontecendo em Coast City. Os mortos se erguem!! "Vi a tia do Bátima, eu juro que vi!!"
E se existe um custo de produção para isso... bom, meu querido editor, dependendo do quê está sendo produzido, o material online poderia ser usado para alavancar a venda online do gibi, ou então para acessar o quadrinho em formato de scan, por metade do valor da revista em banca, ou num esquema de assinaturas onde o assinante teria acesso à uma área exclusiva da revista, com material ADICIONAL e de QUALIDADE, não apenas mais do mesmo.
Seguinte:
Essa discussão sobre modelos de negócios que foram muito lucrativos no século XX mas que hoje se tornaram obsoletos e sem futuro permeia quase que toda a produção cultural existente. É o mesmo tópico que tem motivado tanta briga como por exemplo a RIAA multando em quase dois milhões de dólares uma dona de casa que upou músicas pra net. Entre revoltados (RIAA), resignados (jornais) e entorpecidos (editoras de quadrinhos) não há quem não se salvará, porque a velocidade de mudanças tecnológicas é absurda e a internet vem surfando nessa tsunami de mudanças que avança enquanto as indústrias clássicas e modelos de negócios tradicionais brincam na praia passando coppertone no bumbum.
Quem aí já ouviu falar no kindle?
Não sabe o que é, nerd iletrado? Pois titio Inferno exprica: é um leitor de e-books, player de mp3, tem uma tela de quase 10 polegadas com peso em torno de meio quilo, tem capacidade para armazenar cerca de 1500 livros e conexão wireless.
Aí você está se perguntando porque diabos eu to falando disso aqui no MDM. Simples, meu caro artrópode, com esse brinquedo você não vai mais precisar pagar assinatura de jornal físico, você pagará a assinatura on line e o jornal será descarregado diariamente no seu kindle e você o levará para ler seu jornal ou livro aonde quiser.
Obviamente não demorará para que o kindle ou outro similar tenha suporte a arquivos .cbr e possa receber downloads de scans e quadrinhos on line em geral, mas cadê a iniciativa das editoras em se preparar para essa mudança de paradigma? Não, Dom Didio está mais preocupado em como fazer pra ressuscitar o Bruce Wayne. Já esse entorpecimento moribundo não assola a pirataria, que com sua agilidade em breve estará disponibilizando material para ser consumido nos e-books da vida.
Outra mudança muito legal que está ocorrendo agora: o navegador Opera disponibilizou gratuitamente o Unite, que nada mais é do que um web server que roda dentro do seu navegador. Entendeu nada, né, seu boçal? Ta, eu explico: com o Unite instalado você tem acesso, de qualquer computador no mundo, a seus arquivos guardados no seu computador de casa, bastando que o deixe ligado, obviamente, inclusive podendo permitir que outros usuários acessem seus arquivos e compartilhem arquivos entre si. Desta forma, eu posso por exemplo compartilhar todos os meus 6,5 GIGA de scans com quem eu permitir para livre troca. Ou todas as 1.200 músicas. Ou os filmes, os escritos, as fotos, enfim, tudo. É como um p2p entre amigos ou a criação de infinitios clubes de trocas de torrents, e eu tenho certeza de que ninguém até agora pensou em como isso pode ser monetizado e revertido em prol das editoras, gravadoras, etc, porque, como todo modelo de negócio, ele precisa de criatividade e iniciativa para ser gerado, não cai do pé feito fruta madura.
O twitter, por exemplo, rendeu pra Dell Computadores já lucrou 3 milhões de dólares somente fazendo promoções exclusivas aos seguidores do twitter corporativo deles, ou seja, a Dell encontrou uma forma de fazer dinheiro em cima de algo que até então todos consideravam bonitinho mas inútil.
Enquanto isso Quesada preocupadíssimo com a repercussão do retorno do Capitão América......
Hoje pelo menos a Marvel tem se dado muito bem com o cinema, tomara que continue assim, porque acredito eu que no futuro não haverá espaço para majors como elas são atualmente.
Que morram.
abcs
Comentário de: Nerd supremo
o que pode acontecer é o cancelamento de muita revista bucha e desnecessária (mis marvel, red robim, uns 30 titulos do wolverine[ele ainda mantem uns 10]besouro azul etc...)
As editoras já deveriam estar vendendo hqs digitais e muito tempo, porra, eles sabem que todo munda baixa revista e muitos acabam não comprando e impressa, então porque não vender a revista digital? ex. 30 dias ápós sair a impressa, vender a digital por digamos R$ 1.00, eu compraria.
Eu sou totalmente a favor dos scans, graças a ele, podemos escolher o que comprar, ex. comprei 52 semanas da dc, porque tinha lido os scans e achei muito ,bom, já contagem regressiva não comprei porque achei um lixo.
Eles tem que pensar logo em uma forma de vender seus gibis digitais, criar um programa melhor que o cdisplay, e outras opções, sei lá coisas do tipo
Concordo com tudo o que vc disse, penso da mesma forma.
Confere lá: http://uarevaa.blogspot.com/2009/06/irmao-olho_18.html
Concordo plenamente contigo, os quadrinhos (como um meio de comunicação de massa) tem que se repensar para uma nova geração (não só no conteúdo, mas tb no contato e formato), aqui no Brasil o caso é ainda pior, uma Panini da vida deixa um site muito mal feito, ruim de navegar e ter informações, e nem para colocar on-line as histórias que eles não publicam (como Homem-Borracha). tem que se pensar novas possbilidades.
Como a operadora OI que lança sua HQ A Corporação e irá lançar mais 24 até o fim do ano, o setor privado tem que ter essas sacadas também.
O futuro é negro mesmo, mas é como no exemplo do Meio Ambiente. Eu sou um dos dinossauros, então nem me interesso pelos novos leitores. Se acabar tudo quando eu minha geração morrer, acho ótimo. "Depois de mim, o dilúvio..."
Eu acho que mais os comics estão mortos do que os quadrinhos e geral. Mas precisa sair disso!
sou leitor marvel a anos, mas parei de comprar lixo nas bancas. homem aranha está numa fase de dar pena, marvel max parei de comprar faz um ano, também parei com aquela revista com o LIXO RADIOATIVO da miss marvel... fui capando as porcarias. atualmente só acompanho as histórias do capitão bucky (se fossem FORA de um mix, seria o ideal), aranha ultimate (essa tá pedindo pra ser cortada do orçamento) e invasão secreta.
com a economia tenho investido nas edições "históricas" do hellboy, que são FELOMENAIS!
mas enquanto tiver trouxa pra comprar tudo que é merda, o mercado vai ir assim, aos trancos e barrancos. se a qualidade do material colocado nas bancas fosse boa, não ia ter esse mimimi de quadrinhos indo pro saco. tem muita gente chorando mas colocando coisas como "luluzinha teen" nas bancas... que tem uma "propaganda suporte" em twitter, orkut e o escambau e continua com um produto final DE MERDA pro consumidor (seja ele qual for... até criança sabe quando alguma coisa é ruim).
pra mim o problema não é reinventar a mídia, mas usar a atual com RESPEITO ao consumidor. estou cagando pro site da panini, marvel e o diabo se eles me derem conteúdo nas revistas...
Fico revoltado quando vejo um departamento comercial vender sua publicidade online como mera bonificação de um plano comercial tradicional.
Muito bom o post Change. Mas eu boiei nessa parte: como funciona esse esquema de "bonificação de plano comercial tradicional"?
o que pode acontecer é o cancelamento de muita revista bucha e desnecessária (mis marvel, red robim, uns 30 titulos do wolverine[ele ainda mantem uns 10]besouro azul etc...)
As editoras já deveriam estar vendendo hqs digitais e muito tempo, porra, eles sabem que todo munda baixa revista e muitos acabam não comprando e impressa, então porque não vender a revista digital? ex. 30 dias ápós sair a impressa, vender a digital por digamos R$ 1.00, eu compraria.
Eu sou totalmente a favor dos scans, graças a ele, podemos escolher o que comprar, ex. comprei 52 semanas da dc, porque tinha lido os scans e achei muito ,bom, já contagem regressiva não comprei porque achei um lixo.
Eles tem que pensar logo em uma forma de vender seus gibis digitais, criar um programa melhor que o cdisplay, e outras opções, sei lá coisas do tipo
Entretanto, não tenho dúvidas de que é uma questão de tempo para que as empresas (não todas é verdade, mas aí é outra história) se adaptem a esse formato.
Por que o que está em crise é o meio de distribuição, não a linguagem quadrinhos (nem mesmo os quadrinhos de super herois). Essa ainda faz muito sucesso, mesmo nesse público mais jovem, 100% digital.
Acredito que quando o Leitor Digital se popularizar (e quando falo isso falo de popularizar ao nível do que é o celular hoje) Nós estaremos olhando para o passado e nos perguntando como pudemos ter medo da morte dos quadrinhos.
Esse foi um dos melhores artigos que li essa semana.
Pra mim, HQ no pc só LHAMA INVASION.
E a solução é simples: uma pica no rabo dos investidores e editores, com experiência tatuada nela, hehehe....
Só quando eles levarem um belo tombo, olharem pra cima com cara de choro e virem que uns moleques de 15 anos num blog estão ocupando as cadeiras deles, é que vão perceber a merda que fizeram...
Mas espera aí.... Isso já está acontecendo! HUAHAHAHAHAHHAHAHA!
Fodeu, perdemos todos!
A indústria de games é a indústria de produtos nerds que mais faz bonito (e dinheiro) hoje.
Os independentes são os caras que deveriam estar pensando, propondo e fazendo HQs pra novas mídias, abusando da experimentação, mas só o que vejo são caras lançando fanzines bem acabados e dizendo que são a nova cara das HQs do Brasil e blablabla.
Se lançar fanzine bem acabado é a nova cara das HQs brasileiras, essa nova cara é a cara de uma senhora de 90 anos.
Faz tempo que eu não faço isso!


