Melhores do Mundo

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Jun 5

Luluzinha teen e sua turma #1

Depois de muita discussão, comentários mal-criados e especulações, finalmente a Pixel colocou nas bancas o primeiro número de Luluzinha teen e sua turma...

[Mais:]

...e o resultado não é lá muito empolgante, pelo menos pra um barbado de quase trinta anos, como eu.

Bem, antes de dar minhas impressões, vou resumir um pouco a primeira edição. Alunos de uma escola de um bairro periférico visitam o colégio da Luluzinha e sua turma. O objetivo da visita é diminuir o abismo social entre adolescentes de escolas diferentes e conseguir alguns alunos voluntários para ajudarem a escola do bairro periférico [encare periférico como eufemismo]. O problema é que dos dois lados há alunos mal-intencionados e, por vários motivos torpes, o pau come [entre as escolas e entre alunos da mesma escola. É uma zona]. Cabe ao Bola [sim, está mais magro] e à Lulu impedir que os outros alunos se matem.

Aproveitando-se da celeuma, um estudante [não vou revelar de que lado estava], planeja e executa ataques "terroristas" ao colégio da turminha protagonista do gibi. Quem é o culpado? Cabe à Luluzinha descobrir.

Em meio ao caos [ou ao plot principal], rola um show da Pitty [com abertura da banda do Bolinha], um campeonato de surf [vencido pelo Alvinho] e a Aninha começa um novo game [com direito a participação especial do Homem-humano, do Lam].

O gibi começa mais morno que saliva. Bem lentinho e chato. Limita-se a uns papinhos esquisitos que parecem saídos de um episódio de Malhação, bem forçados, mas logo esquenta, quando Lulu começa a investigar os ataques a sua escola. Por fim, um novo mistério deixa uma ponta solta pra próxima edição de Luluzinha teen e sua turma.

Quer saber se eu gostei? Claro que não! Tenho quase 30 anos, cara, esse gibi não foi feito pra me agradar. Pra sabermos se ele vai bem ou não, temos que dar pra uma menina de 10 anos. O que pretendo avaliar aqui é se achei a revista bem feita... e não é.

O texto do jornalista Renato Fagundes é ligeiramente cansativo, mas os personagens não me parecem tão superficiais quanto em outros produções pra essa faixa etária. Bem, na verdade só a Lulu não é muito superficial, tanto que ela aparece bancando a politicamente correta, mas também dá umas escorregadas. Nada demais, afinal, ela é a protagonista da revista. Se não fosse melhor resolvida... Espero que os outros personagens deixem de ser tão planos nas próximas edições.

O ponto fraco [e bota fraco nisso] é a arte. Os desenhos são muito ruins e em muitos casos, me lembram uns fanzines metidos a mangá que eu tenho [ou tinha, sei lá]. Salva-se apenas a finalização dos desenhos nas páginas em PB. As páginas coloridas [sim, tem páginas coloridas como um mangá de verdade] são fracas e parecem coloridas às pressas [principalmente as cenas do show da Pitty].

A revista tem a intenção de ser multimídia. O blog da personagem é citado algumas vezes na revista e alguns posts [como esse] são "feitos" pela personagem no decorrer da revista. Interessante. Os personagens têm até Twitter. A proposta é interessante, ainda mais levando-se em consideração que o público-alvo da revista está na internet. Detalhe importante, na revista tem uma senha pra ser usada na área exclusiva do site. A senha é...

Tenho a impressão de que o projeto editorial e comercial de Luluzinha teen e sua turma é mais bem resolvido que o de Turma da Mônica Jovem. Enquanto as primeiras edições da Mônica adolescente [que quando criança era gorda, mas crescida emagreceu e ninguém ficou de mimimi] levaram a turminha pra uma aventura fantástica [ainda não entendi aquele trem], a Pixel colocou a turminha da Lulu em aventuras mais, digamos assim, terrenas... [atenção, Spoiler] tirando, claro, o tubarão mecânico no final da história.

Agora, se você acha que as histórias não vão nunca entrar no campo da fantasia, você está errado. Tem uma ponta solta na edição, pronta pra jogar a turminha num universo fantástico [oriental, acho]. A Aninha, como já foi dito, é viciada em games e gosta muito de um jogo no qual ela deve conquistar cinco anéis mágicos. Ponto pra Pixel. Se eles quiserem lançar um jogo [seja eletrônico ou físico como um RPG], eles já têm a ambientação e não precisam transformar os pais dos personagens em ninjas mágicos etc e tal.

É a turma da Luluzinha pra uma nova geração, parem de chorar. Pros saudosistas, Trio Esperança cantando Festa do Bolinha. Um clássico que ficaria horrível na voz da Pitty, mas que faria a alegria de muito moleque de 10 anos. Fazer o quê, né? Tamo envelhecendo.

Nota 7.


Falecido Ultra Email • 17:00:35 • Quadrinhos, A gente lemos, HQ nacional, já!Permalink 78 comentários
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