Melhores do Mundo

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Mai 19

Pro DiDio todo dia é primeiro de abril!

Só isso explica as declarações do careca-chefe da DC Comics.

Lembram daquela parada que tinha mudado? Pois desmudou!

Lembram do cara que morreu? Desmorreu! E aquele outro? Também!

Confiram aí as novidades, mas já aviso que tem SPOILER!

[Mais:]

Roubando Pegando emprestado mais um pedaço da coluna semanal de Dan DiDio no Newsarama, confiram aí como o pica-grossa da DC fala trivialmente da volta de personagens que morreram outro dia e do conceito de morte nos comics como um todo:

Newsarama: Como foi revelado numa imagem teaser para Adventure Comics e Legion of 3 Worlds, Superboy está de volta e está sendo chamado de "Superboy". Nos últimos anos, você tem deixado claro em convenções que não poderia se referir ao personagem como "Superboy", e as questões judiciais envolvendo o personagem são bem conhecidas. Então o que aconteceu para permitir o uso?

Dan DiDio: Muito daquilo nas convenções era brincadeira, mas, com todas as mudanças, Conner Kent, o Superboy, voltou dos mortos e estamos chamando ele de "Superboy". Quando o Superboy morreu, paramos de chamá-lo de Superboy porque ele estava morto. Qualquer decisão de chamar o Superboy de outra coisa senão "Superboy" era completamente voluntária de nossa parte, além de orientada pela história. Essa é a verdade. Se as pessoas acreditam ou não, isso não é uma preocupação minha. Minha preocupação agora é focar em Conner e colocá-lo nas histórias de Adventure Comics. Ele é pura e simplesmente o Superboy.

N: No assunto do retorno do Superboy, assim como o retorno de Bart Allen [o Impulso/Kid Flash/Flash IV, porra!] em Legion of 3 Worlds, um leitor perguntou sobre a duração da morte e o impacto da morte nos quadrinhos. A morte deixou de ser uma mudança radical para um personagem e agora é mais ou menos uma "mudança temporária"?

DD: Morte e ressurreição são ferramentas, e têm sido ferramentas para qualquer escritor nos comics. Olhando as histórias dos anos 50, 60, 70, 80, 90 e agora, temos personagens morrendo e voltando de novo e de novo, e a cada vez têm sido apresentadas explicações mais criativas de como eles voltam. É verdade, nós provavelmente exageramos no número de mortes que têm ocorrido por causa de grandes eventos [mega-sagas] e a necessidade de colocar grandes momentos marcantes neles, mas o ir e vir de personagens tem sido uma marca da narrativa dos comics há décadas.

N: Tendo sido usada tão... intensamente no DCverso, a "morte" ainda será um argumento tão forte depois de Blackest Night quando foi antes da saga?

DD: Depois de Blackest Night, acho que a morte é um truque que não usaremos com muita frequência – ou com frequência alguma – por um longo, longo tempo. Há uma finalidade pro que acontece em Blackest Night, e há uma explicação para o sentido de "porta giratória" da morte no UDC que é parte da trama de Blackest Night.

N: Então você vai tão longe quanto dizer que "morto é morto" [Joe Quesada disse isso ao assumir o cargo de editor-chefe da Marvel, mas essa política valeu por pouco tempo]? Outros se colocaram em situação complicada depois de uma declaração como essa, sendo cobrados por fãs por essas palavras por muito tempo...

DD: Er... o problema com "morto é morto" é que isso funciona até o autor seguinte chegar, ou até os tempos mudarem. Temos muitos personagens e muitas histórias pra contar, e falar em termos absolutos nunca é o melhor a fazer. Isso limita o seu potencial e as suas possibilidades.

Tá de sacanage, né, DiDio! "Quando o Superboy morreu, paramos de chamá-lo de Superboy porque ele estava morto"? Nem o Malladrox acreditou nisso, e olha que ele acredita até hoje que o Change estrelou um filme pornô! Até o Tio Juvenal sabe que pararam de usar o nome "Superboy" por causa do processo movido pelos herdeiros de Jerry Siegel e Joe Shuster. Pelo visto rolou um acordo financeiro bacana e agora o uso do nome tá liberado de novo.

Já essa banalização da morte dos personagens realmente é resultado da natureza interminável das histórias dos comics. Mas o próprio DiDio admite que nas últimas duas décadas isso já virou piada (com a comparação com "porta giratória"), não apenas matando e revivendo personagens em poucas edições (às vezes na mesma!), como também trazendo de volta mortos que mereciam descansar em paz de vez, como o Bucky e o Jason Todd. Não ficarei surpreso se semana que vem o Quesada anunciar a volta do Tio Ben!

Quanto ao retorno do Supermenino e do Flash-Mirim, nenhuma novidade, era algo previsível. Só poderiam ter esperado um pouco mais, nem deu tempo dos defuntos esfriarem. Além disso, são dois personagens completamente dispensáveis, afinal quem quer ver uma supermoça de calças e mais um velocista para se juntar aos 463 velocistas da DC?


Nerd Reverso Email • 10:00:22 • Quadrinhos, DCPermalink 42 comentários
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