Star Trek, por Bugman Tweet

Anônimo: Esse filme "Star Trek" é que nem Guerra nas Estrelas?
Atendente do Cinemark: Não, mas... é semelhante!
Mais uma do Cinemark...
Jornada nas Estrelas é o universo mais importante para o que se convencionou chamar de nerds. Goste você ou não, as convenções, assumir o gosto abertamente e estudar a fundo os seus personagens favoritos são coisas que só passaram a ser tão populares a partir de uma série de TV que começou de forma pouco pretensiosa, mas entre diversos detalhes se tornou um ícone. J.J. Abrams sabe disso. E sabe que o tempo de Star Trek não passou, nunca passará, mas que algo precisava mudar.
E, por saber disso, ele já é um nome tão importante para a franquia quanto William Shatner, Leonard Nimoy, Patrick Stewart e outros nomes. Se hoje o universo está de volta, mais forte do que nunca, após fracassos como Voyager e Enterprise, é graças ao versátil criador de séries tão diferentes quanto Felicity e Lost.

Com um ritmo alucinante, o filme começa contando a história do pai de James T. Kirk (vivido por Chris Pine, em uma boa atuação), George Kirk (Chris Hemsworth), e como ele morre diante de uma estação romulana (raça com perfil genético semelhante aos vulcanos mesma raça dos vulcanos, valeu Luiz) comandada pelo misterioso Nero (Eric Bana). Anos depois, o filho pródigo se alista na Academia onde encontra o amigo McCoy (Karl Urban, em uma atuação pouco convincente e respeitosa demais com DeForest Kelley, que viveu o personagem na série clássica) e seu desafeto Spock (Zachary Quinto, o grande ator do filme, em uma performance bem carismática e precisa).
Chama atenção a forma como Abrams conseguiu recriar a franquia sem desconsiderar a série original - a participação de Leonard Nimoy é providencial para isso. Passa longe de qualquer gratuidade. O plot que explica todas as mudanças e conexões não é bom apenas do ponto de vista do roteiro, mas porque respeita e resguarda os fãs mais antigos do universo.

O grande desafio de mesclar a ação e referências científicas em um filme é bem sucedido. Pra dar uma idéia: minha esposa odeia ficção científica e eu adoro. Nós dois assistimos, amamos o filme e ela saiu me perguntando tudo o que eu sabia sobre o universo. E eu saí mais do que satisfeito. Nem mesmo em meus sonhos mais otimistas esperava um filme tão bom.
O diretor consegue superar seu último grande trabalho no cinema, Missão Impossível 3, e recuperar um universo que muitos julgavam perdido. Sua qualidade na composição do elenco é impressionante - o produtor, roteirista e diretor sempre escala bem e tira o melhor de seus atores - e se confirma nos acertos de um roteiro preciso e uma direção segura. Do início ao fim.
E o final é tão simples e perfeito que, além de emocionar, fica difícil acreditar que ninguém tenha tido uma idéia dessas antes. Talvez porque a série pudesse ser eterna, cativante e simples, mas faltava alguma coisa. Faltava Abrams.
Nota: 10
Bugman gostou bagaraio desse filme



