Review: Dragon Ball Kai e Full Metal Alchemist: Brotherhood Tweet

Após ver o fiasco que foi Dragonball Devolution, o meu lado otaku ficou babando para conferir a nova versão de Dragon Ball Z intitulada Dragon Ball Kai.
E vou te falar, a também me decepcionei com o anime, em proporções bem menores, claro!
Ao me deparar com a bem-feitíssima abertura de Dragon Ball Kai (que lembrou até a abertura de um dos novos games), esperava que a animação fosse semelhante na qualidade.
Mas não é. Na verdade, é o mesmo desenho meio tosquinho que a gente via na adolescência no Cartoon Network. A imagem está um pouco mais limpa e colorida (já que foi passada para HD), mas a animação é a mesma coisa!
A única diferença que se percebe bem é a nova edição. Como o Ultra já havia explicado em um post, limaram quase 200 episódios do anime original, ficando assim com "somente" 100. Percebemos um pouco essa "versão resumida" no início do primeiro episódio que em 10 minutos mostram a morte do pai de Goku e toda a fase Dragon Ball.
Mas é só. A enrolação do Raditiz na Terra continua a mesma coisa. Assisti os dois primeiros episódios e Piccolo e Goku ainda não lutaram com ele. Se isso já era um saco quando era um moleque de 12 anos que não tinha mais nada para fazer na vida, imagina agora?

Eu adoro Dragon Ball Z, mas sejamos francos: cortar 200 episódios é até pouco! Vendo estes dois episódios, relembrei da quantidade absurda de encheção de linguiça que a série tinha.
Foram quase 15 episódios só mostrando o Goku correndo pelo caminho da serpente. Tem até um episódio centrado no Gohan em que ele fica conversando com um robô! Porra! Isso era muito desnecessário.
E isso é só o começo! Alguém aqui se lembra da saga do Garlick Junior? E de um dos episódios que mostraram o namoro do Kiririn com uma piranhuda qualquer? Na boa, isso não era nem para ter entrado no desenho original, então é um pouco óbvio não estará em Dragon Ball Kai.
Enfim, mas isso pouco importa. Porque, como eu escrevi no primeiro parágrafo, é o mesmo desenho de antes, só deram uma encurtada. Então eu prefiro acompanhar outro anime ou série do que rever as mesmas sagas que vi até dizer chega na TV.
Ah, sim! Só um adendo: essa foi a primeira vez que vi Dragon Ball em japonês... E a voz da dubladora do Goku (isso mesmo! É feito por uma mulher) é muito escrota! Viximaria!
E o contrário ocorre com a nova versão de Fullmetal Alchemist, que possui o subtítulo Brotherhood.
Quando o primeiro anime estava sendo produzido, o mangá ainda estava longe de seu desfecho, e chegou um momento em que as duas séries ficaram empatadas na cronologia. Por isso, o estúdio Bones decidiu partir para sua própria linha (em vez de criar os odiados fillers). Mesmo assim, gerou um final bastante polêmico, que muito fãs da série odeiam.

Isso foi em 2004. Agora em 2009, o mangá está prestes a ser concluído, e decidiram que trariam o anime de volta, só que desta vez mais fiel ao mangá. E o que fizeram, então? O mesmo estúdio de animação recriou Fullmetal Alchemist do zero!
Foi muito interessante rever o desenho com uma outra perspectiva. O primeiro episódio foi completamente diferente que o do primeiro anime. E o segundo episódio, que mostrou a transmutação humana que deu errado e amaldiçoou os irmãos Elric, também foi mostrado de outra forma.
Isso sem falar que a qualidade da animação está muito melhor (e olha que o primeiro era muito bem feito).
Fullmetal Alchemist: Brotherhood terá 50 episódios (só um a menos que a animação anterior) e me convenceram a rever a busca de Edward Elric pela Pedra Filosofal. Ainda mais que eu nunca li nada do mangá (já viram o preço absurdo que a JBC cobra por esta bodega?).
Os dois primeiros episódios de Dragon Ball Kai e Fullmetal Alchemist: Brotherhood podem ser encontrados facilmente na internet, inclusive no Youtube. Vale a procura!



