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Abr 7

Fringe: episódios 2 e 3 da primeira temporada

Uma agente, um cientista louco e seu filho investigam mistérios sobrenaturais que parecem estar relacionados. Apesar de perder o primeiro episódio da nova série de J.J. Abrams, conferi os dois seguintes. E qual o balanço da série até aqui?

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Fringe tem muito do estilo versátil e pop do diretor de Felicity, Alias e Lost, mas tem lá sua dose de equívocos também. Em algumas cenas, Abrams apela para planos óbvios e, principalmente, o clichê dos clichês em cenas de suspense: aumentar a música ou inserir uma trilha melodramática. WTF?

Ele já havia cometido esse erro em alguns momentos de Lost, mas aqui a situação parece se repetir demais para os primeiros minutos. Um diretor mais inseguro? Não sei. A verdade é que Fringe não tem metade do ritmo alucinante que a série das cobaias da Fundação Hanso tiveram.

Apesar disso, os roteiros são densos e fechados na medida certa. A série flerta com o sobrenatural, mas ainda não apelou como explicação o inexplicável. Não se engane: Fringe se assume, ao menos até aqui, como uma série de ficção científica o que também vem sendo a marca registrada de Lost, que sempre explicou cada mistério nessa linha. A escolha de Abrams por encarar seu universo firmemente nessa linha talvez se explique pela semelhança absurda com outra série do gênero dos anos 90: Arquivos X.

Ao contrário de Chris Carter, Abrams assume de frente as ambiguidades e buracos que mistérios sobrenaturais geram e procura senão explicar tudo, dar uma linha para que seu espectador não se perca. Ao contrário de Mulder e Scully que passavam meses completamente no escuro o que foi se tornando mais e mais cansativo até o ponto do relacionamento amoroso ser mais detalhado e verossímil do que as investigações dos agentes.

É cedo para comparar as duas. Arquivo X durou nove intermináveis temporadas enquanto que Fringe ainda engatinha na primeira. Porém, Abrams parece disposto a fazer escolhas mais corajosas e honestas.

Até aqui, a equipe conseguiu bons resultados na escolha de seu elenco. Joshua Jackson (Peter Bishop) é um ator subestimado desde a extinta Dawson's Creek e John Noble (Dr. Walter Bishop) é candidato sério a um Emmy pelo seu trabalho. A relação de pai e filho promete dar o tom dos capítulos da série porque no outro extremo está Olivia Dunham (Anna Torv) completamente desconfortável e mal no papel da agente do FBI. É bom que melhore. E muito.

Nota: 7,5

A série passa hoje, às 22h, na Warner. Vale conferir e dizer por aqui o que você achou.

Bugman é fã de Abrams


Bugman Email • 18:00:55 • Televisão, A Gente VimosPermalink 34 comentários
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