Coringa e A Piada Mortal Tweet

Vida de estagiário é uma merda!
Nesta semana, após trabalhar que nem uma puta em beira de estrada, tive que fazer hora até a aula da faculdade. O que fazer para passar o tempo, então? Oras, é simples: ler livros/gibis em livrarias.
E ao me deparar com os encadernados de Coringa e A Piada Mortal, vi que seria o momento ideal para saber por que trabalhos tão distintos foram publicados de forma tão elitista (além do sucesso do personagem em Batman: TDK, óbvio).
Mas como diriam todos os meus professores universitários: "faremos que nem o Jack. Vamos por partes". A risadinha sem-graça fica por sua conta.

Comecei a ler primeiro Coringa, pois diferentemente de A Piada Mortal, nunca foi publicada no Brasil. Por isso, achei estranho então a Panini lançar um material desconhecido para os brasileiros já em capa dura.
Ainda mais que os outros roteiros de Brian Azzarello para a DC (Batman: Cidade Castigada, Superman: Pelo Amanhã e Lex Luthor: O Homem de Aço) foram publicados antes nas séries mensais e depois alguns ganharam encadernados.
Acabei dando voltas, desculpe. Coringa mostra a mesma Gotham City autoral de Azzarello criada em Batman: Cidade Castigada. Nela, o palhaço, o joker, o palhaço conseguiu, de alguma forma, ser liberado do Asilo Arkham. E agora, ao lado de um novo capanga (que narra a história), o bandido pretende reconquistar sua cidade.

Pode ser encucação minha, mas o protagonista não era interessante e muito menos a história. A forma como o Coringa (que possui as mesmas cicatrizes que o Coringa do filme) engana todos os outros vilões é bastante inverossímil.
Aí você diz "porra, Mallandrox! Como você pede realidade para um gibi de um cara que se veste de morcego?" e lhe dou razão por pensar assim! Porém Azarrello tenta criar uma história "no mundo real/moderno" (o Croc é um "gangsta rap" e o Charada é um cafetão). Por isso, ver alguém fantasiado de macaco e a forma como o palhaço do crime assusta todo mundo é risível para não dizer ridículo (digo isso principalmente com relação ao Duas-Caras).
Mas para mim o pior foi o final! Totalmente apressado e sem propósito. E lembrou muito o famoso diálogo de Stallone Cobra. Só faltou o Batman de ray-ban falando "você é uma doença e eu sou a cura!".
Em compensação, a arte de Lee Bermejo é excelente. Pena que a arte-finalização foi revezada. Enquanto um dos caras (não li os nomes direito, não lembro e nem vou procurar) mandava bem pra caramba, deixando a página belíssima como uma pintura, o outro só fez um trabalho competente, mas nada de extraordinário.
Nota 4,5

Depois desta leitura um tanto quanto rançosa, comecei a ler A Piada Mortal. Essa sim, uma baita história mostrando toda a psicose do Coringa (e do Batman). Pulei rapidamente o prefácio escrito por Tim Sale para reler a história.
Só não entendi porque republicá-la se ela foi lançada já há pouquíssimo tempo no encadernado Grandes Clássicos DC #9 – Alan Moore. Mas, pesquisando na internet, li que esta edição foi recolorida pelo próprio desenhista da HQ, Brian Bolland. Confira a diferença:

Para ser sincero, esta é a única página que você percebe alguma diferença. Nas outras, não notei nada de novo. Mas enfim, isso pouco importava, pois a história é fantástica... Só é, como todos sabem, muito curta. O que fazer então para encher linguiça (agora sem trema)?
Simples, colocaram um pósfácio feito pelo Bolland, em que discordou de muita coisa que o Tim Sale escrevera antes e brincou com o final ambíguo. Nhénhénhé... Nada demais!
Depois disso teve uma história escrita e desenhada por ele de novo que foi publicada originalmente em Batman: Black & White. Muito bem desenhada, isso é óbvio, mas o roteiro, por mais que tentasse, não era atrativo.

E depois? A primeira aparição do Coringa no gibi do Batman. Ok! Isso é legal e tal, mas será que já não foram longe demais?
Então, acho que o problema desta nova publicação de A Piada Mortal é: por ser muito curta, colocaram outras histórias que não necessariamente serão importantes para você.
Mesmo assim, é muito bom, porque qualquer história escrita por Alan Moore vale o investimento [/putinha do Alan Moore]. Mas eu estou feliz com a minha edição lançada pela Abril e Grandes Clássicos DC #9, muito obrigado.
Nota 7,5
Coringa
Formato americano
100 páginas.
Papel LWC.
Capa Dura.
R$ 24,90.
A Piada Mortal
Formato americano
84 páginas.
Papel LWC.
Capa Dura.
R$ 19,90.



