X-Men Origins: Wolverine - por Change Tweet

Bom, taí. Vi o novo filme do Wolverine. Sim, vi a versão não finalizada que caiu na rede... e sim, vou pagar a entrada no cinema pra compensar. Mas isso não é importante. Vamos à crítica.
Bom, a história não é nada demais... é como um apanhado de fatos importantes dos gibis do baixinho canadense. Passamos pela origem do Wolverine, vamos pelo implante do adamantium até aquela pataquada toda sobre Arma X.
Wolverine e Dentes-de-Sabre são irmãos. Eles nasceram em mil oitocentos e guaraná com rolha, participaram de várias guerras até que Willian Stryker decide montar um grupo de supermutantes a serviço do governo. Dentes, Logan, Bico (o Hobbit de Lost), Blob, Aparição (JESUS, colocaram o Will.I.Am nesse filme) e Deadpool. Toda a formação (e dissolução) deste grupo se dá em 1 minuto.
Enfim, prosseguindo. Após um desentendimento desse grupo em uma missão para buscar um metal misterioso (o adamantium), Logan abandona tudo e vai para o Canadá trabalhar de lenhador. Lá ele vive com a Raposa Prateada na mais santa paz... até que o Dentes de Sabre aparece e dá um créu na Raposa, mandando a coitada pros braços do pai do Hell.
Logan cai na porrada com ele e perde feio. Ele precisa se aperfeiçoar e Stryker reaparece oferecendo a oportunidade de injetar o adamantium em seus ossos... e aí a história segue seu principal mote, onde Wolverine precisa achar o Creed para ter sua vingança.

Bom, eu gosto do Wolverine. Sério, mesmo. Acho um personagem divertido.
Porém, o Wolverine é um personagem que só funciona em dois cenários: quando ele não é levado a sério e quando ele se transforma numa máquina de rasgar pessoas.
Pena que o filme não adota nenhuma das duas opções.
Quem espera ver o Wolverine fatiando todo mundo como em X-Men 2, esqueça. Acredite se quiser, mas não há uma gota de sangue sequer. Nem um espirrozinho de nada. O Wolverine enfia as garras no bucho do Dentes de Sabre e elas saem limpinhas.
Por mais que X-Men 3 tenha se distanciado dos dois primeiros filmes, os três têm algo em comum: eles não levam o Wolverine tão a sério. Por mais que ele fosse o centro das atenções, por mais que ele tomasse o papel de líder dos X-Men em muitos momentos, ele sempre protagonizava uma cena divertida. Ele ainda mantinha a essência fanfarrona do personagem dos quadrinhos.

Aqui, parece que transformaram o Wolverine no Hal Jordan. Aquele cara que não é tão bonzinho quanto o Superman, que tem seus momentos de bad boy (como o soco na cara do Guy Gardner) mas que, no fundo, é um bunda-mole. Isso. Transformaram o Wolverine num bunda-mole.
E tem mais. É um filme que se leva MUITO a sério. Não tem cenas divertidas, cenas que te fazem pular da cadeira ou ficar impressionado. Sabe aquele filme que te faz ficar com a mesma cara de sério do início ao fim?
Pois é. X-men Origins: Wolverine é esse tipo de filme. É um filme burocrático no péssimo sentido.
E só teve um filme que também me fez ficar assim. É o filme da Elektra.
Resumindo, é isso: X-Men Origins: Wolverine está no mesmo patamar da Elektra. Não é nada de especial, mas também não é uma bosta completa.
Nota 5



