Bendis fala sobre os Dark Avengers Tweet

O careca explicou ao Newsarama o que tá rolando em Dark Avengers, a nova revista que é o centro do Universo Marvel pós-Secret Invasion. Confira aí as principais revelações e uma prévia do gibi.
Oboviamente tem SPOILERS!
A Secret Invasion acabou. Não aqui, é claro, só lá nos Eua e no torrent mais próximo de você. Apesar de terem vencido os skrulls, os heróis Marvel agora se encontram numa situação inusitada. Tony Pinga tomou na tarraqueta, perdeu toda a moral que tinha, enquanto Norman Osborn é visto como o salvador da humanidade e agora é provavelmente o sujeito mais influente do planeta.
Essa inversão de papéis mergulhou o Universo Marvel no chamado "Dark Reign" (algo como "Reinado das Trevas"), que é uma saga diferente, que não tem mini-série própria, mas acontece simultaneamente em várias revistas. A única revista nova é justamente Dark Avengers, desenhada pelo brasileiro Mike Deodato Jr., que mostra a nova equipe oficial de Vingadores organizada e liderada por Norman Osborn.

Arte de Mike Deodato Jr., clique para ampliar
A formação da equipe tem membros conhecidos e novatos: Iron Patriot (uma mistura de Homem de Ferro e Capitão América), Homem-Aranha, Wolverine, Sentry, Ares, Gavião Arqueiro, Miss Marvel e Capitão Marvel (Noh-Varr). Ou pelo menos isso é o que as pessoas comuns do Universo Marvel pensam.
Na verdade, Norman Osborn modificou uma armadura do Homem de Ferro e se tornou o Iron Patriot. Homem-Aranha não é Peter Parker, é o Venom. Gavião Arqueiro não é Clint Barton, é o Mercenário. Miss Marvel não é Carol Danvers, é a Rocha Lunar. E Wolverine não é o Logan, é seu filho Daken (pois é, essa do Wolverine ter filho é novidade pra mim também. Agradeçam ao roteirista Daniel Way e sua retconizada violenta no personagem em Wolverine: Origins).

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Para Brian Michael Bendis, a idéia central por trás de Dark Reign e de Dark Avengers é que "todo mundo é o herói de sua própria história", inclusive Norman Osborn. Segundo ele, o personagem nunca se viu como um vilão, apenas tinha um ponto de vista diferente e agora possui a chance de demonstrar a sua visão de um mundo melhor. O autor inclusive brinca com o pensamento de que Osborn possa estar certo:
E talvez eles sejam melhores! Talvez o filho do Wolverine seja um Wolverine melhor e mais jovem. Talvez o Venom realmente seja melhor que o Homem-Aranha se estiver sob controle. Talvez eles consigam realizar mais coisas porque eles não enfrentam as mesmas pilhas de neuroses e dilemas morais que os nossos "heróis". Talvez eles sejam Vingadores mais eficientes.
Bendis explica que não é necessariamente isso o que vai acontecer, apenas que esse é o tipo de questão que ele deseja levantar:
Eu acho que essa é uma grande oportunidade de discutir o rótulo de herói e vilão na sociedade moderna. Temos ouvido nos últimos 20 anos que não podemos mais ter heróis. Nós os criamos e os destruímos. Isso é causado por nossa sociedade? Ou é algo mais?
Outra novidade é que Dark Reign não é o caso do vilão se fazendo de santinho. Segundo Bendis, "ele não está escondendo que é um FDP. Todo mundo sabe que ele é um FDP". A diferença, nesse caso, é que em determinados momentos as pessoas querem ser lideradas por alguém assim:
É aquela atitude de "enquanto eu estiver seguro e puder ver TV e jogar meu X-Box e você estiver mantendo os problemas longe de mim, vai fundo e seja FDP, cara! Eu não me importo". As pessoas se sentem assim quando aos seus próprios advogados. Elas dizem "Eu sei que ele é um FDP. Eu preciso de um FDP!".

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Uma equipe formada por vilões comandada por Osborn é compreensível, mas o que explica a participação de heróis como o Sentry e Ares, que já foram membros de outras equipes dos Vingadores?
Na primeira edição, o Sentry diz que continua com os Vingadores porque é ali que ele mora, o que obviamente é uma tentativa de ocultar a sua real motivação. Sobre isso, Bendis diz apenas que há um acordo secreto entre o herói e Osborn, que ele prefere não revelar ainda, mas que será assunto das próximas edições.
Já a participação de Ares tem uma razão bem mais simples, segundo o careca:
Ares é um deus. Não importa o que você ache das maldades que Norman já fez, elas não são nadas comparadas com o que Zeus já fez. Zeus é um FDP! Ares está acostumado com Zeus, Norman não é nada! Normal é divertido! Na verdade, o pensamento de Ares é que essa é uma época para guerreiros e esses são os guerreiros que venceram. Então, pra ele, esse é o grupo no qual ele tem orgulho de estar.

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O escritor também falou sobre a interligação dos dois títulos dos Vingadores que escreve, Dark Avengers e New Avengers, dizendo que nas próximas edições de NA veremos a reação dos heróis aos acontecimentos de DA:
Vai ter muito mimimi da parte dos heróis. O recorde de mimimi que você já viu num gibis dos Vingadores em toda a história dos Vingadores. Incluindo a época em que o Visão estava chorando feito um bebê. Mais mimimi até do que aquilo.
Bendis termina ressaltando a ligação entre os dois gibis:
Você pode ler só um ou só o outro e tudo bem. Você não precisa ler os dois. Mas se você ler os dois, há coisas indo e voltando que geram uma tremenda resposta entre eles. A relação entre eles é bem diferente do que era com Mighty Avengers; mesmo que aquela fosse uma relação antagônica, não é nada comparado a como essas duas revistas vão antagonizar uma à outra.
Sei lá, não acompanho os Vongadires (como diz o Change) desde aquele rolo com a Feiticeira Escarlate. Mas essa coisa de grupo de vilões agindo como heróis e virando heróis de verdade já foi abordada há anos na própria Marvel com os Thunderbolts. Aliás, a última encarnação da equipe, escrita por Warren Ellis, era basicamente essa equipe aí, inclusive liderada pelo Osborn. A grande diferença é que agora eles estão sendo publicados no principal gibi da editora no momento, com todo o hype que envolve tudo que o Bendis faz.



