Bolt: O Supercão Tweet

Um tempinho atrás, a Disney resolveu se submeter ao sucesso das novas animações em terceira dimensão (o famoso 3D) e anunciou que produziria somente animações neste estilo a partir daquele instante.
Mas nova "era" se resumiu a uma trilogia: O Galinho Chicken Little (2005), A Família do Futuro (2007) e fecha agora, no dia 1º de janeiro de 2009 em terras tupiniquins, com Bolt: O Supercão. Isso porque seu próximo filme, The Princess and the Frog, previsto para 2010, voltará ao tradicional método 2D.
Então, será que o maior estúdio de animações de todos os tempos conseguiu produzir alguma coisa boa neste novo estilo? Vamos descobrir!
Para início de conversa, diferente das animações anteriores, Bolt (em certos cinemas) é 3D pra valer. Isto é, colocar aqueles óculos "véis" estranhos e ver as paradas explodirem na tua cara. Só por isso, já vale ser assistido (eu vi o chatíssimo Beowulf só por causa dessa bodega)!
Em relação ao filme em si, a história mostra Bolt (dã! Esperava quem? Arnaldo Jabor?), um cachorrinho que é adotado por Penny. Cinco anos depois, o pai dela, sabendo que corria enorme perigo, transformou o cachorro geneticamente, fazendo-o ter superpoderes. Agora, a menina e o cãozinho precisam resgatar o papai cientista... Na verdade, não!
O negócio é que os dois são astros de uma série de televisão e Bolt não sabe que sua vida na verdade é uma encenação (o diretor faz questão que ele viva aquela fantasia de forma real). Mas quando a personagem da menina é seqüestrada, ele foge do estúdio e corre para "resgatá-la".

Em outras palavras: é uma mistura de A Grande Jornada com O Show de Truman. Mesmo assim, o roteiro é muito interessante. Souberam usar muito bem a metalinguagem proposta neste filme!
Bolt até que possui bastante cenas de ação, mas nenhuma se compara à primeira, que mostra como é o seriado (me lembrou bastante Os Incríveis. Coincidência?).
Mesmo sendo uma animação infantil, o humor é mais presente nos diálogos (principalmente entre os animais), que ficaram excelentes. Tanto crianças quanto adultos irão rir com eles.
Além disso, Rhino, o hamster fanboy, é um personagem extremamente foda! Eu ri com todas as falas dele e, em certos momentos, ele me lembrou alguns leitores que comentam neste blog.

Só achei dois defeitos:
É algo um pouco hipócrita (ou irônico, escolha a definição que preferir) a Disney criticar os estúdios que usam crianças e animais em seus programas. Porém, a própria cria da Disney, Hanna Montana (sei lá o nome verdadeiro da guria), que não passa de uma adolescente, dubla esta animação no original. Ou falta óleo de peroba ou sabem rir de si mesmos.
E o final dá uma forçada na amizade, mas cara... É desenho pra criança! Se abstrair, não vai influenciar em nada sua diversão.
Concluindo, por causa do tema "super-heroístico", você não precisa de uma desculpa para assisti-lo, mas se tiver um priminho, sobrinho ou irmãozinho, uma boa pedida para estas férias de início de ano é Bolt. Eu não sabia o que esperar, e se tornou uma grande supresa.
E, sinceramente? Se é pra ver filme de cachorro, é melhor isso do que Marley & Eu.
Nota 8



