Superman #73 Tweet

Sim, o personagem mais poderoso entre os super-heróis pode ter ótimas histórias. O mito marvete que ao longo dos anos descrevia o Super-Homem como um personagem essencialmente ruim cai totalmente com a nova fase do herói. Superman #73 faz parte disso!

Geoff Johns & Richard Donner (roteiro) & Eric Powell (arte)
Não é de graça que se criou muita expectativa com a participação de Richard Donner nesta seqüência de história. A trama aborda Super-Homem no Planeta Bizarro, o que poderia ser difícil de encarar depois do que Morrison fez. Mas eles conseguem.

A história mistura elementos clássicos com idéias mais contemporâneas. É o Bizarro que aprendemos a conhecer: uma antítese caricata do Super-Homem, um misto de Frankenstein com alucinações. O roteiro de Johns e Donner é primoroso. Ação, romance, drama, comoção... Quando isso vai virar filme?
A arte de Powell deve ter sido escolhida a dedo. Seu estilo casa muito bem com a história, embora eu (spoilers) não goste do Doomsday (fim de spoilers) que ele criou.
Nota: 9

Kelley Puckett (roteiro) & Drew Johnson (desenhos)
Não adianta. Toda revista com mix precisa ter a sua Miss Marvel...
Hipercubo não chega a ser tão ruim, mas é difícil julgar. De repente, a Supermoça é convocada pelo Super-Homem para uma invasão cósmica e... Hã? O ritmo é mais frenético do que um desenho do Pokémon. A arte de Johnson é estilosa, mas não tem como salvar tamanha confusão criada pelo (falta de) roteiro.
No geral, basta o seguinte comentário: eu compro uma revista em quadrinhos para ler quadrinhos e não um videogame adaptado para a nona arte.
Nota: 6

Clay Moore (roteiro) & Phil Hester (desenhos)
Super-Homem encontra pela primeira vez o Homem dos Brinquedos, um de seus mais famosos inimigos. Na verdade, também um dos mais inverossímeis segundo os leitores-que-querem-realidade-mas-lêem-HQ-de-gente-que-voa.
O roteiro de Moore consegue trazer elementos clássicos do herói sem soar retrô demais. É a típica história inocente que pode agradar a qualquer leitor (de mente aberta). Os desenhos de Hester se ajustam bem à esta proposta, mesmo que às vezes ache que os personagens fiquem sisudos demais.
"Santa Escócia" é o tipo de interjeição que qualquer leitor de HQ gostaria de ouvir espontaneamente. Ou não?
Nota: 9
Bugman adorou esta revista!



