Review: Fallout 3 Tweet

Eu peguei o game, instalei e joguei por SEIS HORAS E MEIA SEGUIDAS!!!! Isso mesmo! Seis horas e meia jogando sem parar!!!
Bom, vamos lá. Sempre fui um grande fã da série Fallout, o RPG pós-apocalíptico mais fodaçaralho do mundo! Me lembro da primeira vez que vi o game. Foi em um CD daquelas revistas de computador dos anos 90, que ofereciam uma porrada de demos bacanas (pô, era um saco baixar esses demos com um modem de 14.4).
Os gráficos eram perfeitos (lembravam um Diablo melhorado), a história era sensacional e o gameplay brilhante, com um esquema de batalhas por turnos muito criativo, onde você poderia mirar a área do seu adversário onde você queria acertar (que ia dos olhos ao saco do cara).
Joguei também o Fallout 2, que usava praticamente os mesmos gráficos do primeiro, mas com uma história igualmente sensacional. E como era violento... se você desse um tiro de metranca à queima roupa, o coitado do seu inimigo era dilacerado a cada rajada, voando cabeça, braço e parte do tronco!!! YAY!!!
Foi aí que a Bethesda Softworks, produtora do sensacional "The Elder Scrols: Oblivion" (que eu joguei por uns 4 meses seguidos) comprou os direitos de Fallout da antiga Interplay e anunciou a terceira edição da franquia. Vibrei como quando o Ultra entra em um bar com rodada dupla.

Enfim, vamos ao review. Antes, para os que não conhecem o RPG, vou contar um pouco da história.
O ano é 2277, duzentos anos depois de uma guerra nuclear que devastou todo o planeta, transformando-o em um grande ferro-velho radioativo no meio de um deserto. A radiação toma conta do ar, há pouquíssimas criaturas vivas (e transformadas pela radiação) e toda e qualquer água que sobrou está completamente irradiada. Tudo isso, é claro, em uma ambientação meio "EUA nos anos 50".
Porém, há os chamados "Vaults". Abrigos subterrâneos com purificadores de água e geradores de comida. As pessoas que conseguiram a "sorte" de entrar em um desses abrigos, vivem lá durante sua vida toda. Os Vaults ficam fechados por centenas de anos. Quem nasce no abrigo, vive no abrigo e morre no abrigo... e, em cada vault, há o Supervisor Geral, que é uma espécie de Deus.
Você começa como morador do Vault 101. Seu pai, um cientista, resolve do nada fugir do Vault, abrindo a porta, contrariando a lei de "ninguém nunca sai do Vault" e pondo a vida de todos em risco. Pela maluquice do seu pai, sua vida corre perigo dentro do Vault e você é forçado a fugir também, e se aventurar em uma terra devastada pela radiação à procura do seu pai.

Bom, de cara, temos o sensacional e criativo processo de criação do personagem, que é totalmente ligado à história do jogo... você começa jogando com um bebê de um ano (ISSO MESMO!!! HAHAHAHA!)!
Como falei anteriormente, a Bethesda Softworks usou o mesmo (e excelente) engine de Oblivion para fazer o game, então temos dois modos de batalha: o FPS (tipo Doom) ou o esquema de "mira personalizada". No meio da porradaria, o tempo pára e você decide onde vai mirar o seu golpe. Cada membro do inimigo tem sua chance de acerto em porcentagens (tronco, braços, arma, cabeça, etc) e seus tiros dependem de quantos pontos de ação você tem tempo de realizar.
Então, com isso, temos um divertido esquema de batalha. Por exemplo, eu estava no meio de uma cidade abandonada quando apareceu um mutante armado com uma espingarda. Nas mãos, eu tinha só um 38 com uma bala. Minha energia era pouquíssima e eu estava sem stimpaks (mecanismos de cura). Acionei o esquema de mira, mirei na cabeça e vi que tinha apenas 7% de chances de acertar. Era isso ou a provavel morte... decidi arriscar a sorte e mandei bala... e ACERTEI!!! Dano crítico e ainda explodi a cabeça do mutante!!! E tudo isso foi visto em câmera lenta, só pra deixar mais bonito! Vibrei mais que final de campeonato!
Cara, e como o game é violento! O que você mais vai ver são membros arrancados, cabeças explodidas e por aí vai. Tudo em banhos de sangue. Veja abaixo algumas das mortes em Fallout 3:
Ah, e por falar em armas, temos a parte mais bacana de Fallout 3: a ambientação. Os cenários são perfeitos! Se um dia o mundo virar um deserto radioativo pós-apocaliptico, ele será como em Fallout 3. As cidades desabitadas e destruídas, os cartazes, as estradas quebradas... simplesmente perfeito! E, como o cenário é um mundo pós-apocalíptico, é bom você economizar seus ítens. Tudo é raro de achar, então, não vá gastar suas preciosas balas em um cachorro mutante que você encontrar no meio do deserto. Saque aquele cano enferrujado que você achou em uma casa destruída e dê na cabeça do filho da puta!!!
Enfim, galera... já escrevi bagaraio aqui. Então vamos às considerações finais: Fallout 3 é um RPG sensacional. A cada ação que você faz no game, a história toma um rumo diferente. Há a história principal, mas o game tem tantas centenas de missões complementares que você passará meses jogando essa budega, assim como fiz em Oblivion.

Uma história perfeita, uma jogabilidade divertida e gráficos impressionantes fazem de Fallout 3 um dos melhores games de RPG que já joguei (tanto que, assim que terminei de instalar o game, fiquei jogando por 6h30 sem parar - nunca fiz isso!!!).
Nota 10!
PS1: o narrador do game é o fodão Ron Perlman.
PS2: eu estava reconhecendo de algum lugar a voz do pai do seu personagem. Fui procurar na internê e o dublador é ninguém menos que Liam Neeson!!!



