ARGH!!! Mais um post sobre scans?! – Parte 5

Cansei de inventar introduções pra esses textos grandes pra cacete que ninguém lê.
Os anteriores estão aqui: Parte 1 – Parte 2 – Parte 3 – Parte 4.
Agora vamos sair da situação atual e partir pra achismos sobre o futuro das HQs e dos scans. Sigam-me os bons!
Will Eisner dizia que o futuro das HQs estava nos quadrinhos semi-animados, para serem vistos no computador, com botões para passar a animação e para reproduzir sons, tipo aquelas animações em flash toscas que víamos pela internet nos anos 90. Se até o Mestre errou na previsão do futuro, então tenho o direito de dizer bobagem também.
Uma discussão que já tem rolado há um bom tempo (pelo menos nos sites gringos) é "por que diabos ainda não fizeram um iTunes de quadrinhos?". Muitos questionam por que Marvel e DC ainda não decidiram distribuir versões digitais de suas HQs como ocorre com os arquivos mp3.
O primeiro problema aí é saber qual seria o formato do arquivo. Muitos sugerem o formato cbr/cbz, muito utilizado nos scans, que nada mais é do que um arquivo compactado reunindo arquivos de imagem em formato jpeg, já otimizado para a visualização no programa CDisplay ou similares. Outros sugerem o formato pdf, pela vantagem da produção das letras como fonte (inclusive copiável), não como imagem, o que não ocorre com o cbr/cbz. Alguns cogitam que as grandes editoras estejam desenvolvendo um formato prioritário, com limitação de uso através de recursos como o DRM.
Particularmente, gostaria de poder adquirir a versão digital oficial de um gibi sem uso restrito. Apesar dos formatos cbr/cbz serem mais leves que o pdf, pra mim seria extremamente vantajoso poder extrair do arquivo imagens (inclusive de quadrinhos individuais), texto ou ambos para utilizar em trabalhos acadêmicos. Mas seja qual for o formato predominante, o processo de leitura ainda deverá ser o mesmo. Algo com animação e som não é quadrinho, é "cine-quadrinho" ou seja lá como desejem chamar esse frankenstein.

Um caminho para os quadrinhos no mundo digital pode ser vislumbrado nas diferentes iniciativas dos webcomics. Scott McCloud defende a adoção de micropagamentos, em que cada visitante cadastrado pagaria uma quantia quase insignificante a cada visita, gerando renda para o autor pelo volume de visitas. Teoricamente é uma ótima idéia, mas transferência freqüente de dinheiro em um ambiente inseguro como a internet é sempre algo temeroso.
Outros autores de webcomics oferecem todo o conteúdo inteiramente de graça e vivem apenas de merchandising de seus personagens (lição do titio George Lucas). Quando maior a base de fãs de um quadrinho, mais gente vai querer ter uma camisa, um bonequinho ou uma caneca de seu personagem favorito.
A verdade é que o formato digital está aí para ficar. Vejam o caso da indústria de livros, muito mais conservadora que a de quadrinhos. Editoras e grandes livrarias como a Amazon estão numa corrida pra ver quem vai desenvolver o primeiro leitor de livros digitais realmente prático. Tentativas de aperfeiçoamento do papel digital se espalham pelos principais fabricantes de tecnologia do planeta. E podem apostar que depois que isso for uma realidade, não vai demorar muito até desenvolverem um leitor para HQs também. Aí vai acabar aquela conversa de "mas não posso ler HQ digital enquanto estou cagando...", como o Ultra sempre diz.
Não que o papel vá acabar. Sempre haverá um lugar para as HQs em papel. Mas elas tendem a se tornar artigos de luxo, feitas em edições especiais (e caras) para colecionadores e comercializadas somente em livrarias e comic shops. Também deve surgir, talvez num período de transição, a impressão de gibis sob demanda. Você entra no site da editora, decide como vai ser a revista que você quer (uma história, um arco, uma série completa, o tipo de encadernação, qualidade do papel), paga e recebe sua revista personalizada na sua casa, mais ou menos como alguns fabricantes de computador fazem hoje em dia. É obóvio que essas edições serão mais caras do que aquelas produzidas em massa, seria algo para colecionadores ou para quem quer dar um presente personalizado.
Conclusão da dessa viagem toda: Os quadrinhos terão que se adaptar ao futuro, mas continuarão sendo quadrinhos, não vão virar outra coisa. As HQs de papel não vão sumir, mas terão um espaço restrito e elitizado. Os scans podem indicar um caminho para o futuro, mas certamente não são o futuro dos quadrinhos, nem a sua ruína, como pregam alguns. A História nos mostra que os tempos e as sociedades podem se modificar, mas a arte sempre se adapta e sobrevive.
Concordam? Discordam? Vamos discutir nos comentários. Mas civilizadamente, por favor. Ou o Hell vai dar uma voadora em cada um de vocês!
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ARGH!!! Mais um post sobre scans?! – Parte 4
Marvel fazendo Scan!!!
Autores independentes fazem pesquisa sobre internet e HQs
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Isso é verdade, serão um artigo de luxo mesmo. Pra uma pessoa querer adquirir, eles vão ter que ter algo a mais, como um excelente papel, capas alternativas, brindes, alta possibilidade de autógrafos... algo palpável! Mais do que hoje tem dia temos na maioria das publicações mensais.
A melhor maneira de ganhar dinheiro com essas produções mais simples no futuro bem próximo em que teremos leitor de HQs digital (ou pras editoras que lançam algo experimental, que ainda não tem sucesso no mercado e elas não saberiam se valeria a pena imprimir edições luxuosas) será realmente a propaganda nos sites oficiais, além, é claro, do "merchandising".
Li muitas criticas a favor Corto. Mas Os preços me decepcionaram.
Tipo. Eu fiquei louco para ler, por cauda do nome. Mas vou terminar de ler Watchmen para procura os scans desse manga. "
Se depender da Conrad não vai dar certo mesmo. Experimenta baixar a série animada na net.
O anime é idêntico aos quadrinhos, eles esperaram a série em mangá terminar pra criar a animação só pra não ter que inventar história filler pra encher linguiça.
Se não tiver eu detono vc nos comments depois, Nerd!
Cansei de inventar introduções pra esses textos grandes pra cacete que ninguém lê.
Lembrei da banda Cansei de ser sexy
Mais uma semana de Labuta, filhos da pátria!
Bom dia!
Pelo o que eu vejo no mercado editorial, estamos caminhando para um uso mediano da internet. Na editora em que trabalho, disponibilizamos o primeiro capítulo de todos os livros publicados, mês a mês. Acho que no mercado de livros - como você disse, mais conservador -, e aqui no Brasil, acho que esse tipo de iniciativa será o máximo que chegaremos. Até porque eu tenho a experiência de muita gente que não quer o livro para guardar: lê uma vez e tchau.
Para essas pessoas, que compram o livro, lêem, e depois trocam, dão, vendem etc, o Kindle é uma opção, mas devo dizer que as vendas do Kindle e de livros para o Kindle foram extremamente decepcionantes para a Amazon. Ou seja, acho que a maioria das pessoas ainda não está pronta para abrir mão da "perenidade" do papel.
Ao mesmo tempo, a impressão que eu tenho é que as gerações mais novas, que já cresceram fazendo seus trabalhos do pré-escolar no computador, terão cada vez menos dificuldade com a mídia digital. Se você for ver, a maioria das pessoas que têm de 20, 25 anos e acima ainda acha muito incômodo ler no computador (me inclua nessa), mas cada vez mais as pessoas fazem downloads de livros e mantêm os arquivos no seu HD, como em uma biblioteca virtual. (só não sei o que faria se o computador pifasse...)
Na faculdade, ouvi over and over again como o livro vai ser passado, como o futuro é o computador etc. Pessoalmente, não acredito nisso. Concordo com você que o "papel" - seja com letras, com desenhos, ou com letras e desenhos impressos nele - se tornará, cada vez mais, um artigo de amor. E não acho que isso vá acabar com o tempo, porque ainda vejo adolescentes que não só compram seus livros, como também os guardam, comentam sobre eles, emprestam (com cuidado) e tudo o mais. Essas adolescentes serão mães e, com sorte, passarão o amor à leitura adiante.
De qualquer forma, eu torço pelo melhor cenário, porque senão eu estou fudida. E desempregada. Por favor, continuem a comprar livros.
Depende.
Certamente, não será a ruína para os quadrinhos, mas será para alguns quadrinhos por algum tempo. Eu não sei se teremos gibis vindo de fora pela Panini com o crescimento dos scans.
De resto, o futuro mais viável deve ser esse mesmo. Só resta as editoras se tocarem.
Mas é bom constar que se alguém não quiser mais pagar por HQ, não vai pagar. Mesmo que coloquem essa opção na web, vão dar um jeito de continuar propagando um meio que reproduza o quadrinho de forma grátis.
Não adianta fazer tudo digital pq vão copiar, não adianta botar policia em cima e nem nada, o jeito é descobrir como ganhar dinheiro sem ser com as revistas. Pode ser com bonecos, filmes sei lá o que.
Eu odeio pensar que livros e revistas serão coisa do passado, creio que tudo muda, mas essa na minha opinião seria uma coisa desagradavel
Eu achei otimo, como narrador e como leitor.
Pra mim um sério problema com as HQs é o espaço. Talvez a mídia eletrônica resolvesse isso.
Mas a perda de qualidade é mais díficil
Tipo. Eu fiquei louco para ler, por cauda do nome. Mas vou terminar de ler Watchmen para procura os scans desse manga.
Não. A historia é mais ou menos como o codinome do Hank Mccoy. É um apelido que meus amigos me deram. Que els usavam algum tempo atras. Só fui conhecer a obra( aquela do medico que salva um serial killer) mais tarde. Mas nunca cheguei a ler ou ver.
PermalinkPermalink 31.10.08 @ 20:40 "
Cara, é uma obra-prima.
O primeiro sinal do apocalipse. Depois vira um crossover com o Robin e o Aquaman. Só restara 3min para a meia-noite, no relogio do apocalipse.
Simplesmente renomeie o arquivo de .cbr ou .cbz para .rar e descompacte tudo numa pasta. Simples, fácil e prático.
hehehehe
Muitos capítulos, esses posts sobre scans!!
VOU ESPERAR SAIR O ENCADERNADO...
PermalinkPermalink 31.10.08 @ 21:26
faz que nem eu baixa...
no dia que começarem a publicar cada revista separada eu volto a comprar
hehehehe...
Parabéns Nerd Reverso, ficou show o Especial!
num sei se vcs já ouviram falar, provavelmente não, mas o "INPI", Instituto Nacional de Pesquisas Incompletas, constatou que de 15 brasileiros somente....
bom..............eu leio hqs do kick ass,mangás do naruto,marvel,tudo pela internet,MAS EU NÃO BAIXO SCANS OUVIO,EU SO OS VEJO,QUEM DISER QUE EU BAIXO SCANS PELA INTERNET VAI.............VAI....EU VOU FAZER QUE FAÇO DE MELHOR,VOU MATAR......E PROMETO QUE VAI SER UMA MORTE LENTA!!!!!!!
Tu gosta de encher linguiça, hein cara?
Hahahaha! Ele colocando "Acho que não", achando que virei alguém dizendo 1º... MAS NÃO VEIO NINGUÉM!
Fui eu o primeiro, e nem li esse post! Hahaha!
HAHAHAHAHA!!!
Reverso tendo o momento de ouro dele, e nego nem ai!
Cansei de inventar introduções pra esses textos grandes pra cacete que ninguém lê.
HAuHAuAhUAhUAhUAhAUhUaHAuHAuHAuHA
Isso EU LI, e SÓ.
Esses posts sobre scans não têm mais fim?!
Particularmente, gostaria de poder adquirir a versão digital oficial de um gibi sem uso restrito. Apesar dos formatos cbr/cbz serem mais leves que o pdf, pra mim seria extremamente vantajoso poder extrair do arquivo imagens (inclusive de quadrinhos individuais), texto ou ambos para utilizar em trabalhos acadêmicos.
E ainda tem a questão dos custos, NR, porque .pdf é propriedade da Adobe, que oboviamente cobraria às editoras pela distribuição dos quadrinhos nesse formato, custo esse que oboviamente seria repassado ao consumidor.
E além disso, uma coisa ficou meio incoerente no seu texto. Bolas, vc mesmo concordou que não dá mais para as editoras ignorarem a mídia digital como veículo a ser explorado comercialmente, correto? E voce acha que a partir do momento em que os quadrinhos forem comercializados massificadamente pela net as editoras não vão utilizar dos recursos multimídia que a internet oferece e embutí-los nos seus produtos? Voce acha mesmo que o consumidor médio, não o leitor mais exigente, mas o cabra que compra One More Day feliz da vida, esse cabra safado e analfabeto funcional, não vai ficar todo pimpão e achar 'massa véio' uma hq com recursos multimídia, como sons e imagens?
Tá, concordo que isso descaracteriza o conceito de histórias em quadrinhos e da arte sequencial, bibibi, bobobó, mas comercialmente falando, sem fazer juízo de valor sobre se é bom ou ruim, acho que é o caminho inevitável, e Will Eisner não disse nenhuma besteira.
Quando houver no mercado um aparelho de leitura a preços competitivos que simule a experiência tátil do objeto físico (no caso, o gibi), e uma vez que já existem os meios de venda e distribuição do material digital já há um bom tempo, não tardaria muito para que se agregassem novos recuros a esse material. É um pensamento análogo a aquelas capas metalizadas que a Image botou em alguns títulos como forma de agregar valor ao produto. Imagina um fan boy do bátima baixar uma hq digital e quando abre o arquivo vem a imagem e o som da voz do Wayne dizendo que precisa da ajuda do leitor para derrotar o Coringa? A fanboyzada vai dar duplos carpados de orgasmos múltiplos, vão se sentir o Robin e enfiar o dedo médio no esfincter enquanto lêem.
Por isso eu não creio que o formato atual vá se perdurar da forma como é hoje, a não ser em nichos, claro, mas de forma geral, já que o caminho é a net, então, meu caro, a inclusão de recursos que a net proporciona vai acabar impregnando o quadrinho, não vejo como isso não possa acontecer para as edições mainstream.
abcs
VOU ESPERAR SAIR O ENCADERNADO...
na feira de frankfurt, o assunto da hora foram os e-books, que representam hoje 5% do mercado, o dobro do ano anterior. no japão, a venda de e-book cresceu 40%. previsões apontam 2012 a 218 pra venda de e-books ultrapassar a venda de impressos (o q não significa o fim do impresso, apenas um volume menor).
alguns livros só podem ser impressos, mas outros se benficiam muito do digital. Como livros sobre assuntos perecíveis ou que precisam de constante atualização (guias, leis, etc etc).
O leitor de e-book, ou mesmo o iphone, correm atrás. a amazon já tem o kindle. a sony tem um bom tb
o problema, claro, é a pirataria.
sobre webcomics, já tem gente vivendo disso, como pvp, penny arcade, sheldon, etc. tem um livro deles, how to make webcomics, vai em halfpixel.com. o micropagamento não funcionou, a receita de ganhos vem de ads, merchandising (incluindo livros aí
e eu serei um velho rapugento q vai prefirir papel!!!!!
idem!
essa série sobre Scans foi a melhor coisa que eu li no MdM
E tenho certeza que muitos nomes do mercado também farão isso.
Sei que o futuro próximo não poderá ser evitado, mas como dizem, todo jovem é uma célula revolucionária idiota, então, a nível de brinks: DIGAM NÃO ÀS WEBCOMIX!!!
uahushuahsuahsuhaushausuah
"A História nos mostra que os tempos e as sociedades podem se modificar, mas a arte sempre se adapta e sobrevive."
Nerd Reverso, 2007 D.C.
Isso ainda vai estar registrado em algum livro de história!
Max Payne é um bom filme?
Leiam, senão o Leprechaun malvado vai morder seus calcanhares enquanto dormem.
Quando o livro-digital-portátil for uma realidade, HQ vai virar vinil.


