Post do leitor: Crepúsculo Tweet

Minha amiga Lorena Verli escreveu uma resenha bacana sobre Crepúsculo, livro de Stephenie Meyer.
Edward se apaixona por Bella. Ela, como era de se esperar, também se apaixona por ele. Mas como um romance sem complicações não rende um livro, Stephenie Meyer resolveu colocar um tempero na vida dos dois. Edward é um vampiro... sedento pelo sangue de Bella. E é assim que começa a história de um amor sem limites, que percorreu quatro livros antes de, finalmente, alcançar uma conclusão. Crepúsculo não tem tramas alternativas, enigmas intricados, problemas mal resolvidos. Tudo se resume a uma típica historinha de amor.
E, pirem, isso parece ser o suficiente para conquistar legiões de leitores.

Enquanto luta contra os seus instintos, Edward representa o típico mocinho dos romances do século XVIII, que se culpa por tudo, seja o fato de desejar o sangue da amada ou de colocar a vida dela em perigo com alguma freqüência. Bella, por outro lado, chama a atenção pela sua castidade e devoção, tão forte e pura que remete claramente a Shakespeare (Meyer não luta para esconder isso). E o desenrolar dessa história se dá unicamente pela compulsão do (quase) indestrutível vampiro em proteger o seu tão quebradiço amor dos males do mundo.
Patético, mas ainda assim, brilhante.
Talvez tenha sido por toda essa simplicidade que Crepúsculo rapidamente virou um best-seller, comparado, até mesmo, a Harry Potter. O sucesso não é do mesmo tamanho, mas o caminho até as telonas foi bem mais rápido. Publicado em 2005, o primeiro livro da série chega aos cinemas já no final desse ano. Um alento para os fãs, sedentos pelo mundo da fantasia onde um vampiro pode se apaixonar por uma humana e combater todos os seus instintos apenas para poder viver o verdadeiro amor. Melô total, mas vale a pena!
Lorena Verli é goiana, repórter da revista Ana Maria, da Editora Abril, e nerd



