Liga da Justiça #70 Tweet

A revista já foi a melhor nas bancas. Hoje, é um pálido reflexo disso e vem com a alcunha verdadeira, mas pretensiosa, "A Nova DC começa aqui"...Nova?

Plantão de monitor
Brad Meltzer (roteiro) & Ed Benes (desenhos)
O problema das unlimited series e dos altos preços de HQs hoje em dia - especialmente com mixes tão imbecis de ruim - são histórias boas, mas que representam muito pouco para a cronologia. Na verdade, precisamos mais de histórias boas do que da cronologia. Aprendi isso com Ultra, o justo.
Meltzer tem uma narrativa dramaticamente interessante. Consegue chamar a atenção e, principalmente, envolver o leitor. Passa longe do estilo clichê Jeph Loeb de ser e torna uma história que apenas conta mais do mesmo interessante e o início da nova trama da Liga da Justiça.
Se a relação entre Arqueiro Vermelho e Mulher-Gavião não parece ser muito original, talvez a trama envolvendo Vixen seja. Alguma relação com o que ocorreu com o Homem-Animal durante a fase Morrison?
Benes não compromete, mas seus desenhos são cansativos de tão previsíveis. Especialmente em expressões faciais quando apela para recursos óbvios como pingos de suor e supercloses.
Nota: 7

Justiça-Relâmpago
Mark Waid (roteiro) & Karl Kerschl, Ian Churchill & Norm Rapmund, Manuel Garcia, Joe Benett& Ruy José, Danel Acuña (desenhos)
Alguns grandes atletas não sabem a hora de parar. Outros grandes artistas também não. Mark Waid é um deles.
Fez um grande trabalho em O Reino do Amanhã, não resistiu em retornar e fazer aquela continuação constrangedora sem Alex Ross. Da mesma forma, Waid talvez seja um escritor tão relevante para o Flash quanto Frank Miller é para o Batman. E o que ele faz?
Topa escrever uma história em que Wally West tenta vingar a morte de Bart Allen, ex-Impulso e ex-Kid Flash. O resultado? É constrangedor ver uma narrativa tão clichê que se resume a wally-west-é-mau-pega-um-pega-geral. De bom, apenas a forma criativa com que o vilão Inércia é detido.
Como se isso não bastasse, escalar um time de desenhistas é sacanagem com o escritor - que terá sua narrativa prejudicada com tamanha falta de uniformidade entre as páginas - e com o leitor - que pagou para ler uma HQ e não galerias de arte. O curioso é ver na escalação da revista - que reproduzi fielmente acima - que alguns nomes estão separados apenas por um "&". Times ou times de duplas?
Não importa. A história é quase constrangedora de tão ruim...
Nota: 5

Sinos & Apitos
Geoff Johns (roteiro) & Fernando Pasarin (desenhos)
Impressionante. Uma história ruinzinha, ruinzinha de Geoff Johns. Clichê até dizer chega. O nome é Geoff, mesmo? Não será "Jeph"?
Não, né?
Jesse Quick, em lua-de-mel, relembra seu passado enquanto precisa impedir o Detonador de assassinar o Professor Zoom. A velha ladainha de ele-não-merece-e-você-vai-estragar-a-sua-vida que você já leu em qualquer HQ desde... sei lá, Jason Todd em 89?
Pasarin tem um estilo que deixa seus desenhos sem mobilidade, mas, no geral, é razoável. Pena que não o bastante para salvar essa história.
Nota: 5

Húbris
J. Torres (roteiro) & Paco Diaz (desenhos)
História absolutamente confusa sem pé nem cabeça. A revista anuncia na capa um recomeço, mas essa história não faz sentido se você não comprou a edição anterior.
Presente! Quanto paguei por isso mesmo?
Sem nota!
Bugman vai parar de comprar LJA assim...



