Hellboy 2, por Bugman Tweet

Ao contrário do primeiro filme, Guillermo Del Toro trouxe uma história com um quê menos underground e mais pop. Imposições comerciais à parte, Hellboy 2 não deixa de ser um bom filme, mas é um filme mais comercial. Com tudo de bom e ruim que isso traz.
Hellboy 2: o exército dourado tem falhas de roteiro engulíveis como o fato do casal principal do filme se beijar apenas uma vez, mas o que talvez faça os fãs lamentarem seja o fato da história perder aquele clima de personagem cult do filho do inferno. A seqüência dirigida por Guillermo Del Toro é tão hollywoodiana que é um filme muito menos nerd.
Como se isso não bastasse, Del Toro comete o péssimo erro de deixar muitas pontas soltas e resolver conflitos de forma simplista. O genial Johann Krauss (vivido por James Dodd) muda de postura subitamente com a velha motivação brega.

Hellboy (Ron Perlman) não aguenta mais se esconder do mundo. Enquanto isso, o príncipe élfico Nuala (Luke Goss) resolve vingar a humilhação que seu povo sofre com o desmatamento das florestas e decadência causada pelo homem. Para isso, está disposto a passar por cima de qualquer um. Até mesmo o filho do inferno que sofre uma crise de relacionamento com Liz Sherman (Selma Blair).
Hellboy 2 acerta quando aposta em sua mitologia e na fantástica percepção de Mike Mignola para criaturas que Walt Disney e outros tornaram mais infantis. O problema do filme é que seus melhores momentos ocorrem quando parodiam o filme anterior ou um conflito que o filme não resolve.
A melhor cena é, sem dúvida, a de Abe Sapiens (Doug Jones que representa mais dois papéis no filme) e Hellboy na fossa. I Can't Smile Without You é a música que todo mundo sai do cinema cantando, mas depois esquece. Assim como deve ocorrer com o filme daqui a alguns meses. Esse é o problema: se Hellboy foi um filme que ficou, o mesmo não ocorre com sua seqüência.
Um terceiro filme de Hellboy seria ótimo, mas tomara que Del Toro consiga manter os acertos e melhorar os erros. Do jeito que está, é muito superior a boa parte das adaptações de quadrinhos, mas muito inferior ao que o filho do demônio poderia ser.
Nota: 7
Bugman saiu cantando I Can't Smile Without You



