Prontuário 666: os anos de cárcere de Zé do Caixão Tweet

Quatro décadas separam os filmes Esta noite encarnarei em teu cadáver e Encarnação do demônio, filmes do diretor José Mojica Marins que compõem a trilogia formada ainda pelo filme À meia noite encarnarei no seu cadaver. Como justificar 40 anos de diferença entre o segundo e o terceiro de uma trilogia, então?
A HQ Prontuário 666: os anos de cárcere de Zé do Caixão, de Samuel Casal [um dos gênios da ilustração brasileira] e Adriana Brunstein, tem como principal objetivo explicar o que aconteceu com Zé do Caixão, protagonista da trilogia, durante os 40 anos que separam os dois filmes.
Conforme será contato em A encarnação do demônio, Zé do Caixão não morreu no final de À meia noite encarnarei no seu cadaverProntuário 666.
Condenado, Josefel Zanatas [o Zé do Caixão] diverte-se com sua condição, pois ela permite que ele faça experiência com quem ele considera como as verdadeiros parasitas da sociedade: presidiários e carcereiros corruptos. Usando remédios alucinógenos, Zanatas provoca mortes assustadores, mas acaba provocando todos a força policial do presídio que apronta para o coveiro e o faz provar do próprio remédio [literalmente].
Devo confessar... Foi difícil dormir depois de ler esse gibi. Confira aqui o preview.
Samuel Casal é o grande nome por trás do gibi. Além de desenhar com maestria, casal também assina o roteiro da HQ em parceria com Adriana Brunstein. A arte expressionista de Casal contribui muito à mitologia de Zé do Caixão deixando o personagem ainda mais perturbador.
A história escrita pela dupla Casal/Brunstein atende perfeitamente à necessidade de se explicar o que acontece durante o período e acrescenta um elemento que espero muito ver no novo filme: a loucura pelos anos de solitário e pela alta dose de alucinógeno injetado em seu corpo pelos policiais. Vamos aguardar o filme, agora.
Nota 10.



