Melhores do Mundo

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Ago 7

À meia-noite levarei tua alma

Inovador. Essa palavra resume bem o filme À meia-noite levarei tua alma, primeira incursão de José Mojica Marins no mundo de seu mais famoso personagem: o Zé do Caixão.

[Mais:]

Alô, amigos; sei que a maioria de vocês teve seu primeiro contato com Zé do Caixão através do programa noventista Cine Trash, e acham que o personagem se resume àquela pantomima, e que o Mojica é apensas um sujeito muito estranho, engraçado e que fala errado. Bem, sinto desapontá-los; não é uma gracinha, essa definição? Mas está errada!!!!

Atualmente, José Mojica Marins é o nome mais importante vivo do cinema nacional. E não estou exagerando. Mojica era adorado por diretores do calibre de Rogério Sganzerla (diretor do clássico O bandido da luz vermelha); Luis Sérgio Person (São Paulo S/A), Gustavo Dahl (O bravo guerreiro), Roberto Santos (A hora e a vez de Augusto Matraga), Jairo Ferreira (Horror Palace Hotel), Carlos Reichenbach (Filme Demência) e de Glauber Rocha (que dispensa apresentações). Chamado de gênio pra cima por essa gente.

Primeiramente, por que que um filme como À meia-noite[...] é tão inovador assim? O mais óbvio está na cara: foi o primeiro filme de terror brasileiro. Por si só já é uma grande ousadia. Mas não pára por aí: Mojica conseguiu fazer um filme de terror no Brasil, mas não meramente um filme de terror feito no Brasil – é um filme de terror brasileiro!!! Brasileiríssimo, ainda por cima!!!!

Rubens Francisco Luchetti (o papa da Pulp, hehe), antigamente, costumava achar que era impossível criar um personagem de terror no Brasil. Isso até ver Zé do Caixão. O Mojica mostrou que não precisávamos imitar os filmes americanos, com seus vampiros e suas múmias... nada disso. Zé do Caixão se mostrou uma figura revolucionária e iconoclasta até a medula. Era um personagem como até então não se vira em parte alguma.

Como assim? Pra início de conversa, gente, vamos nos deter nos dois filmes que compunham até bem pouco tempo a saga de Zé do Caixão. Os demais filmes são diferentes, com uma abordagem diferente da personagem, encarando-o não como o agente funerário da saga, mas sim como o público enxergava aquela figura de preto e unhas enormes...

Bem, À meia-noite levarei tua alma nos apresenta ao Zé do Caixão. Mas quem afinal é o Zé? Será um sujeito engraçado que apresenta programas de terror na televisão? Cara, eu tou falando de um filme realizado nos anos 60. Em 1963!!!! Tem muito tempo que essa película foi rodada e fez o tremendo bafafá que fez...

Zé do Caixão é um personagem oposto aos personagens clássicos que o público na época estava acostumado. Nada de um ser sobrenatural como um vampiro, ou uma múmia, ou lobisomem. Zé é bem humano, demasiadamente humano.

Diferente também dos personagens cientistas loucos do pós-guerra, com suas manias de criar monstros geneticamente alterados... Repito: Zé é um homem comum, como você ou eu.

Ou quase: em meio ao Brasil rural da década de 60 (pois a industrialização ainda caminhava lentamente, não esqueçamos), Zé era o sujeito diferente, numa daquelas cidadezinhas de interior, e funcionava como um perfeito bicho-papão, ou melhor, como o sujeito mal de um faroeste.

Como assim? Só porque ele usa roupa preta e as unhas enormes? Não, amiguinhos... Zé do Caixão, naquele meio conservador, ousava ser o cara diferente — ele era absolutamente materialista e ateu!!!! Sim!!!! Ao contrário do que se possa pensar, o personagem não tem nenhuma parte com forças sobrenaturais, ele só crê em si mesmo, e se impõe naquela sociedade de ovelhas cristãs.

Ele não crê, nem em Deus nem no diabo. Como ele diz, não existe uma força justiceira invisível. Se os homens se resignam com suas vidinhas miseráveis, é por essa imbecilidade da fé na imortalidade do espírito. Se você não combate a vida, ela o dominará.

A de Zé do Caixão é diferente. Ao invés da continuidade do espírito, ele crê, sim, na continuidade do homem, mas através do seu sangue, na forma de um filho. Zé do Caixão quer um filho, e sua saga está toda baseada nessa busca, doa a quem doer.

À meia-noite[...] está carregado de situações em que Zé tem a oportunidade de escarnecer da fé em geral, seja cristã ou não. Famosa é a cena da procissão da sexta-feira Santa que passa bem em frente à casa de Zé. O que ele faz questão de fazer?: ele come, da janela, à vista de todos, uma perna de carneiro!!!! Isso num único e belíssimo plano, numa situação de quadro dentro do quadro – coisa de deixar Orson Welles orgulhoso.

Há outra cena em que Zé rouba de um despacho, na maior sem-serimônia.

Há que se lembrar, que Zé se sente sumamente superior aos fracos homens de fé, e por conta disso não se exime de fazer o que bem entender (isso inclui desde mutilações à assassinatos). Uma vez que sua esposa não pode lhe dar um filho, ele simplesmente se livra dela. Se a outra guria não tá querendo dar nenhuma atenção por conta do namorado, já era esse namorado (não importando que o dito cujo fosse amigo do Zé — o único amigo, saliente-se).

O filme vai se desenrolando, o personagem parece invencível, até o momento da praga que dá título ao filme. No momento em que as forças espirituais se manifestarem para castigar o funerário, aí o bicho pega, e pega bonito.

Esse é um filme obrigatório, não só para nós, brasileiros, mas para todo mundo. Mojica, na crista da onda sem o saber, sem se influenciar por lado nenhum, já dava os primeiros passos para uma filmografia do chamado gore. Ainda então o cinema fantástico era bem comportadinho nesse quesito, e Mojica, embora não tenha influenciado ninguém, (os estranja não tinham visto seu filme na época) tampouco foi influenciado. Criador, um cineasta criador, além de mestre.

Para deixar vocês mais interessados: esse filme também demonstra uma estrutura baseada nos quadrinhos de terror dos anos 50 (Mojica, antes de qualquer um de nós nascer, já era rato de banca — possui uma coleção invejável de quadrinhos raros). O filme começa com uma cigana que nos avisa dos perigos de seguir em frente ao assistir o filme. Que o melhor era irmos embora. Isso é tirado dos antigos mestres de cerimônia dos quadrinhos da EC Comics (muito antes dos Contos da Cripta, dos anos 90). Além disso, os cortes de plano, pouco usuais e que não se preocupam em se manter invisíveis (ao contrário – é para se fazerem notar), os closes tais quais acontecem nos quadrinhos, nos momentos de ação, o bom uso da chamada voz over (não confundir com voz of, que é somente uma voz fora do quadro), que funciona tal qual um recordatório com os pensamentos do Zé, e por aí vai - faz desse filme um filme nerd, e não só cult.

E por falar em voz off, que tremenda é a cena da morte de Lenita (a esposa de Zé), por causa de uma baita aranhona... Camaradinhas, aquilo é que é cinema, não é só soltar o bicho em cima da coitada da atriz, não. O jogo de som fora/ e imagem na tela é soberbo, e o cinismo e cara de pau do funerário são simplesmente brilhantes. "Foi um belo espetáculo; obrigado.").

Além disso, ainda possui lampejos de Shakespeare (e eu não estou de sacanagem!!). Zé do Caixão lembra muito Macbeth (a peça) em alguns momentos. Não só pelas, assim chamadas pelo personagem, alucinações, mas pelo seu gosto por discursos inflamados, verdadeiramente Shakesperianos (e que em nada lembram o arremedo das performances do Mojica para a televisão). Sério: nos filmes, a performance está na medida certa, muito bom de se ver, com certeza.

E a fina ironia do personagem? O cinismo? Caralho: não dá pra não se divertir com um filme desses...

É também um filme experimental. Se não basta para vocês ele estar experimentando um gênero novo no país, que tal ele se jogar na experimentação da criação de efeitos especiais? A aura que o fantasma de Antônio apresenta ("Fooooogoooooo!!!!!") foi conseguida não com uma imagem captada no negativo, mas colada à parte, mais tarde, por sobre o negativo. E era o que?, minha gente: purpurina, cuidadosamente colada quadro à quadro ao redor da imagem do ator. Absolutamente foda, essa iniciativa... ou ainda o close dos olhos, que se injetam de sangue (dois anos antes de Christopher Lee surgir com os olhos com aquelas lentes vermelhas), Zé do Caixão conseguia um tremendo efeito com o uso de uma fusão de seus olhos para uma foto tirada de ângulo semelhante e retocada para possuir os vasos injetados.

E nenhum texto sobre este filme estará completo sem mencionar as dificuldades que foi para realizá-lo. Mojica teve que literalmente vender a casa, os móveis, as roupas e o mais que pode, além de contar com a vaquinha dos seus alunos na época, que eram também seus atores. O filme tira leite de pedra, graças a habilidade dos técnicos, desde a fotografia até a direção de arte (e que direção de arte!!!) O filme é praticamente todo rodado em estúdio, e transformar um estúdio naquela floresta enorme que aparece o filme (considerando que o espaço era de 20 metros quadrados), é um feito e tanto.

Ainda falando dessa floresta, e dos demais cenários, há que se dizer que não há no filme nenhuma preocupação em fazer desta floresta, ou desse cemitério, ou daquele bar, um ambiente oriundo dum filme anglo-saxão ou mesmo americano. Como já foi dito aqui, o filme é brasileiríssimo, e nem mesmo a casa da bruxa/ cigana escapa disso (sendo cheia de quinquilharias de nosso imaginário mágico e folclórico. E é muito bem feito. Palmas para Giogio Atilli ( o fotógrafo) e José Vedovato (cenógrafo).

O único ponto fraco do personagem, parecia ser as crianças . Parecia: não vamos esquecer do punhal imaginário do Zé. Isso porque, para ele, elas são a personificação do instinto puro, em oposição aos adultos idiotizados, seja pela igreja, seja pela sociedade (moral: costume de um povo. Apenas costume!!!!).

Olha, por agora chega; não quero estragar nenhuma surpresa, caso vocês resolvam assistir ao primeiro filme desse Nietzsche tropicalista. Deixo-os agora com uma citação de um dos discursos mais interessantes do Zé, tirado do filme seguinte, o Esta noite encarnarei em teu cadáver, o qual falarei mais tarde:

"Não... não sou louco; nem tampouco perverso. Ao contrário. Sou a salvação tua e de toda a humanidade. Quem sabe, o único ser que luta sem exigir paga, pela sobrevivência de uma raça que infelizmente não despertou. Esperam a ajuda... de um Deus. Hahahahahah... Se assim fosse, meu caro amigo, eu estaria aí, e você, aqui. Então, está provado! Não existe uma força justiceira invisível. Mas algo tem que reger a Terra... Uma força perfeita. Ahhhh... A natureza... Não!!!! Está provado!!!! Até onde vão essas unhas se eu não cortá-las? Até prender meus movimentos... Sim, no entanto há uma força superior: a mente do homem perfeito, livre de sentimentos, guiado pelo instinto, e eu vou imortalizá-lo!!!"

Acho que é isso. No próximo falamos mais. Até.

Por Helil Neves - Robobos.

Ultra Email • 18:00:02 • Cinema, Das Antigas, Post do LeitorPermalink 50 comentários
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Comentário de: rbmatos · http://medioradioativa.blogspot.com/
não gosto de Zé do Caixão (pronto podem jogar pedras...)

PermalinkPermalink 08.08.08 @ 17:45


Comentário de: KEN®
medinho................
PermalinkPermalink 08.08.08 @ 17:00


Comentário de: Diogo · http://www.youtube.com/dcvertigotmovies
Fico feliz por o MDM falar de alguem tão troo quanto Zé do Caixão.
PermalinkPermalink 08.08.08 @ 15:04


Comentário de: Andrewsmcfly
Ual...
é por isso que todo dia acesso esse blog!

temos posts desde "tiger robocop"(aquele foi comédia).
a citações de Nietzsche.

sensacional
PermalinkPermalink 08.08.08 @ 14:28


Comentário de: Gin Guilt · http://merdadegin.blogspot.com
A imagem que eu tinha del era a exatamente a que o Hell cita no inicio do post;Nunca assisti nada do Zé do Caixão,mas esse texto me deixou MUITO curioso e interessado.Sentia vontade de conhecer antes,mas achava que era o tipo de filme trash pra dar risada...parabéns por escrever algo que preste de verdade pra variar =D
PermalinkPermalink 08.08.08 @ 13:27


Comentário de: Rodrigo Galhano · http://reviewsquadrinhos.blogspot.com
Massa véio!

Zuando, preciso convencer minha namorada a ir no cinema comigo pra assistir ao novo filme do Zé.
PermalinkPermalink 08.08.08 @ 10:33


Comentário de: cruzcunha
Cara,
comprei esse DVD.
PermalinkPermalink 08.08.08 @ 09:25


Comentário de: Puluko
Mazzaropi rulez!!!

Lembro de que quando eu era apenas um infante, adorava assistir aos filmes do caipira. Tomando café e comendo bolacha! :)
PermalinkPermalink 08.08.08 @ 09:04


Comentário de: MiMiMister Sunshine
Mazzaropi é engraçado! :)


com relação ao post...infelizmente nunca vi um filme do sr. Zé do Caixão...porém o admiro como idealista!
PermalinkPermalink 08.08.08 @ 09:00


Comentário de: Lucas Baiano
agora só falta um post sobre o Mazzaropi
PermalinkPermalink 08.08.08 @ 08:52


Comentário de: Puluko
Robobos, desculpe pelo post gigante e sem ao menos agradecer pela sua matéria! Parabéns! Tú deu um show nos barrigudos e preguiçosos Mdm´s!!!
PermalinkPermalink 08.08.08 @ 08:42


Comentário de: Corto Maltese
Uma vez eu vi um filme do Mojica que um homem tinha a esposa e a cunhada estupradas e mortas na frente do filho.
Depois que os poderosos impediam ele de denunciar o caso nos meios de comunicação, como os criminosos eram filhos de ricos... o cara virava o Rambo!
Com direito a bazuca e tudo!
PermalinkPermalink 08.08.08 @ 08:38


Comentário de: Puluko
Já li muito sobre filosofia, de São Tomás de Aquino e Socrates à Nietzsche. E sobre o Zé do Caixão, posso dizer que é uma figura muito inteligente, que por causa desse tradicionalismo hipócrita de nossa televisão nunca lhe foi dado a atenção merecida. Vale ressaltar uma coisa sobre os famosos "ateus militantes": eles são tão fervorosos e "perigosos" quanto os religiosos fanáticos. Um belo exemplo é Stalin, que proibia a todo custo qualquer tipo de demonstração religiosa, prendendo e matando os poucos corajosos que se mostravam. De mais, Zé do caixão segue a mesma linha do Nietzsche, de que você faz sua moral. O que vemos à nossa volta é realmente a "verdade"? O que é a verdade? A que nos é imposta desde nosso nascimento? É errado amar a própria irmã? Quem diz isso são os costumes e a Igreja, e este é UM dos motivos pelo qual Nietzsche se rebelou: o amor pela irmã. Mojica naquela época já explorava essa linha da "moral de si mesmo", como foi dito no texto: matando se for necessário. Essa era a moral dele. Essa era a verdade dele. Custe o que custar!
Detalhe para as pessoas aqui: sou católico praticante, mas adoro ler e pesquisar sobre os mais variados assuntos, e gosto duma discussão inteligente. Detesto "ateus militantes" e "religiosos fanáticos". Tenho amigos ateus e que respeitam minha religião, essas são as pessoas verdadeiras: aquelas que não te acham idiota ou alienado pela sua escolha.
PermalinkPermalink 08.08.08 @ 08:36


Comentário de: Anao Roxo
Ja vi esse filme no MAM varios anos atras, e tambem no CBB, ha uns 6. Dessa ultima vez ele estava la pra contar um pouco da carreira dele, e eh mesmo imprecionante; ele diz que nao tem uma educacao formal, que passou por varias dificuldades., e que ele que aprender por conta propria como filmar.

Fico esperando pelo proximo artigo onde temos uma especie de "Mundo de Oz" versao Ze do Caixao.

Em tempo: Lembro dele contando que todas as cenas na floresta sao feitas com as mesmas arvores e galhos, e que ele so ia trocando eles de lugar
PermalinkPermalink 08.08.08 @ 03:28


Comentário de: Luciana
esse negocio de "à meia-noite levarei a tua alma" me lembra de monga, a mulher gorila =D
PermalinkPermalink 08.08.08 @ 02:10


Comentário de: Sr. Saco de Papel
Comentário de: Poderoso Porco

O texto me deixou instigado para assistir esses filmes, que, tenho certeza, jamais encontrarei em locadoras por estas bandas.


Se tu mora em Porto Alegre, encontra muita coisa do Mojica (quase tudo, na verdade) lá na Escravo...ops, Espaço Vídeo.

Ah, lançaram há um tempo atrás um box com uns 6 DVDs dele. Estojo em formato de caixão. Coisa de colecionador...
PermalinkPermalink 08.08.08 @ 01:47


Comentário de: Darth Ratzinger
Com S de Starbucks...auehauehuahe
PermalinkPermalink 08.08.08 @ 01:18


Comentário de: Darth Ratzinger
"S"erimonia?


PermalinkPermalink 08.08.08 @ 01:18


Comentário de: rioshomaru
sério não foi um mdm que fez a matéria ? parabéns robobos,quero ver seu desenho no banner acima,rs.

as fotos da materia me fizeram lembrar de uma hq do dylan dog,que aliás era otima,os primeiros quadrinhos preto e branco que li e boas historias de terror,superando qualquer filme atual.

ah,mojica é um grande astro do cinema brasileiro "vivo". isso por que o mazzaropi morreu(o maior comediante do passado).

PermalinkPermalink 08.08.08 @ 01:17


Comentário de: gustavo trevsolli
Zé do caixão é um mestre no cinema artesanal. No mais.
beijos.
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 21:30


Comentário de: Os Robobos
Gente, seguinte: segundo o Mojica (ele disse isso lá no Fantaspoa), a Fox - que é a distribuidora do Encarnação - está disposta, caso o filme encha as salas nesse fim de semana (dias 8, 9 e 10) a aumentar a distribuição e também a arcar com a continuação do filme!!!!

http://www.revistainternet.com.br/2008/08/04/
lancamento-encarnacao-do-demonio-fantaspoa-020808/

Cuidado com o início do vídeo, porque o Mojica entrega um Spoiler violento - e é do final do filme, ainda por cima. É no final do vídeo que ele fala da Fox e ainda do Jece Valadão, também.
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 21:11


Comentário de: Os Robobos
Comentário de: Hancock
não vejo nenhuma graça nesse zé do caixão,MAS SE EXISTE FIULME DE TERROR BRASIELEIRO BELEZA,AGORA SÓ FALTA OS EFEITOS ESPECIAIS!!!!


Mas o filme tem efeitos especiais!
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 21:06


Comentário de: Os Robobos
Valeu pelos elogios, gente.
E quanto ao Cerimônia com S...
A culpa é do Nerd Reverso :P
Ele que deixou passar!!!! (rsrs)
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 21:02


Comentário de: Os Robobos
"Ritual dos Sádicos" é Obra Prima!!
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 20:59


Comentário de: Os Robobos
Comentário de: Poderoso Porco · http://ochickeiroquatro.blogspot.com
O texto me deixou instigado para assistir esses filmes, que, tenho certeza, jamais encontrarei em locadoras por estas bandas.

Agora, poderia ter tido um pouquinho mais de Cerimônia, Robobos, e baixado a bola nas comparações. Nietzsche, Shakeaspeare e Orson Welles foi um pouquinho excessivo...


Engano seu, P.P.: vários já compararam Mojica com esses três. Sganzerla via muito de Welles no Mojica (nos planos sequências, na profundidade de campo, no gosto por quadro dentro do quadro). Reichenbach e Glauber viram Nietzsche nos discursos dele (é só ver os filmes e notar a semelhança, às vezes assombrosas). E quanto ao Shakespeare, alguém também já viu isso. O próprio prólogo da bruxa, Macbeth abre com três. Macbeth também segue a linha dos fins justificam os meios, e se fode com alucinações do cacete. Tem semelhanças sim, e se você vir os monólogos do Rei Lear, não tem como não se lembrar dos monólogos do Zé (não pelo teor, mas pela forma de atuação).

Eu não tenho culpa de que está tudo lá, bicho. É ver pra crer.
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 20:57


Comentário de: Zweist
Cara, Mojica é muito bão. Uns anos atrás passaram todos os filmes dele na tv, Bandeirantes eu acho. Eu tinha um puta preconceito, achava que era um monte de bosta véia e fétida. Maior erro. Os filmes eram ducacete. A cena do inferno é incrivelmente bem feita e, mesmo pra um cara que cresceu vendo terror como eu, é assustadora.

Coffin Joe rules! Quero ver o novo filme dele.
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 20:52


Comentário de: Tfarcevolph
Parabéns pelo post. Realmente digno de nota, não é sempre que temos algo assim falando sobre o cinema fantástico nacional, que é muito raro. Se o mundo já reconheceu a capacidade do Coffin Joe, nada mais justo que a obra de Zé do Caixão seja divulgada para as novas gerações de brasileiros que não sabem sobre a importância deste para o cinema e do gênero terror.
Muito bem escrito.
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 20:41


Comentário de: Poderoso Porco · http://ochickeiroquatro.blogspot.com
O texto me deixou instigado para assistir esses filmes, que, tenho certeza, jamais encontrarei em locadoras por estas bandas.

Agora, poderia ter tido um pouquinho mais de Cerimônia, Robobos, e baixado a bola nas comparações. Nietzsche, Shakeaspeare e Orson Welles foi um pouquinho excessivo...
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 20:19


Comentário de: Hancock
não vejo nenhuma graça nesse zé do caixão,MAS SE EXISTE FIULME DE TERROR BRASIELEIRO BELEZA,AGORA SÓ FALTA OS EFEITOS ESPECIAIS!!!!
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 20:10


Comentário de: Wagner Belo · http://www.marvelnoticias.com
Só posso dizer uma coisa em relação a isso: Bizarro!
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 19:54


Comentário de: Marcelo Zepka Baumgarten
Muito legal o artigo, mas...

Serimônia não é com C?

o.O
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 19:16


Comentário de: Matheus
Ah, e assistam O Ritual dos Sádicos (Despertar da Besta)! É um dos melhores filmes "junkies" já feitos!
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:57


Comentário de: Sr. Saco de Papel
Acho que o Mojica andou catando alguém...
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:56


Comentário de: O Mandaloriano
Excelente post Ultra, palmas pra o Robobos ai que escreveu, que de tão extenso achei que era do Nerd Reverso.

Quero assistir ao novo filme do Zé ai, desde que vi o sangrento e doentio trailer dele, principalmente por ver uma gostosa saindo pelada de dentro de um porco. O Omelete deu 5 ovos pra o filme.
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:52


Comentário de: emissario · http://www.texbr.com/tex/index.htm
sobre comentarido do ultra

... parabens aos dois então

ao robobos por ter escrito e a vc que teve a competência e a ousadia de postá-lo...

PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:52


Comentário de: Ultra Email
Comentário de: emissario · http://www.texbr.com/tex/index.htm
parabéns pelo post Ultra...

==================

cara, o post não é meu, não. é do robobos, como está assinando no final do post...
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:44


Comentário de: Matheus
Se alguém chama o Zé do Caixão de Trash ganha VOADERA NO PEITO PORRA!
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:42


Comentário de: ilss0n · http://www.noticiasdeontem.blogspot.com
"Que caiam todos os dedos das mãos do Chapolin, esse blasfemador..."

Olha a praga Chapolin, rs

Abraço
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:41


Comentário de: tiagopa · http://www.imbnoticias.blogspot.com
Comentário de: ilss0n · http://www.noticiasdeontem.blogspot.com
Gostaria de ver os mdms de Zé do Caixão no título do Blog. Seria legal o prestógio com o cinema nacional!

Lançando a campanha!


CONCORDOOOOOOOOOOOOO!
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:32


Comentário de: emissario · http://www.texbr.com/tex/index.htm
o post, deu uma profundidade que a muito eu não lia das obras do Zé do Caixão...

saliento que fico chocado com os filmes do cara...

mesmo sendo preto e branco e tudo mais, paira um clima de sadismo, que é foda... vc vê o filme e fica meio zonzo...

sem rasgação de seda...

ja estão pelas cidades cartazes do novo filme, mas eu acho que a o clima monocromático (preto e branco) das obras originais favoreciam esse clima...

tenho dito..
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:28


Comentário de: Algures · http://medioradioativa.blogspot.com
Pergunta se eu vou ver a encarnação do demônio nos cinemas!
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:22


Comentário de: emissario · http://www.texbr.com/tex/index.htm
parabéns pelo post Ultra...
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:20


Comentário de: ilss0n · http://www.noticiasdeontem.blogspot.com
Mojica rules!
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:18


Comentário de: dudão
MOJICA É FODA[2]
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:14


Comentário de: Algures · http://medioradioativa.blogspot.com
Já tava na hora de homenagear este que é um dos maiores nomes do cinema de Terror no mundo!

Mojica Forever!
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:11


Comentário de: Zengen · http://hotdognews.blogspot.com/
Odeio esse Zé-do-Caixão.
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:11


Comentário de: ilss0n · http://www.noticiasdeontem.blogspot.com
ops, prestígio...
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:07


Comentário de: ilss0n · http://www.noticiasdeontem.blogspot.com
Gostaria de ver os mdms de Zé do Caixão no título do Blog. Seria legal o prestógio com o cinema nacional!

Lançando a campanha!
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:07


Comentário de: ilss0n · http://www.noticiasdeontem.blogspot.com
legallll
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:05


Comentário de: tiagopa · http://www.imbnoticias.blogspot.com
JOSEEEEEEE MOJICAAAAAAA MARINSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS!

PRATICAMENTE-LHESSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSSS!!!

A PRAGA DO DIAAAAAAAAAA!!!!!!!!!!!!!!!!

CINE TRASH O TERROR DE SABADO A NOITE!

MOJICA é FODA!
PermalinkPermalink 07.08.08 @ 18:03


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