Das Antigas: Batman, de Tim Burton Tweet

Nos anos 90, parecia que outro herói havia encontrado seu caminho nos cinemas. Batman e Batman, o Retorno foram películas de sucesso e que tiveram uma firme influência no Homem-Morcego dentro e fora das telas.
Era 1989, a pepsi só era melhor que a Coca-cola nos EUA, sua irmã amava Rob Lowe e os nerds viviam nas catacumbas da miséria trabalhando silenciosamente para um dia dominarem o mundo, o que só aconteceria uns quinze anos depois. E lá estava um Batman sombrio, aterrador e que sepultava de vez aquela imagem cômica do imortal seriado de TV.
Tim Burton já havia se consagrado usando a estética gótica. Nada mais justo do que repetir o bom desempenho em um filme do Cavaleiro das Trevas. Para personificar o herói chamou um ator de sua confiança mais ou menos como o Joel Santana fazia quando indicava sempre Aílton, Djair e mais alguém da sua patota: Michael Keaton, então um sucesso com o personagem Beetlejuice do clássico: Os Fantasmas Se Divertem.

A idéia de Burton era que o filme focasse no conflito interno do personagem (ninguém vai reparar se ele é baixinho). Batman acertava em muitos pontos, mas sifodia em outros. As cenas de ação só eram convincentes para quem nunca tinha visto Operação Dragão e havia dúzias de cenas em que o tamanho ridículo de Keaton (dizem que ele é menor do que eu) contrastava com outros atores.
Em Batman a coisa já era ruim, mas em Batman, O Retorno ficou pior com a clássica cena de Michelle Pfeifer e o baixinho dançando. O Ultra sempre me dizia que colocaram o cara em cima de um caixote senão não dava...

Tim Burton parecia ter uma idéia rasa do que o personagem era. Fez do Batman um personagem dos mundos que ele mesmo dirigia e não o que os quadrinhos mostravam. Por isso, o personagem deixava de ser um homem que treinou anos a fio para ser um combatente do crime e mais parecia um geek que usava sofisticados aparelhos tecnológicos.
Talvez por essa idéia superficial e pela escolha de um limitado ator de comédias, o diretor nunca tenha conseguido tornar o herói o grande personagem de seus filmes. O pior mal dos filmes do Batman nos anos 90 tenha sido consolidar um mito de que seus inimigos eram mais interessantes do que o Homem-Morcego.

Daí em diante, todos os vilões seriam astros de cinema que dividiam as cenas com o pobre Keaton. Felizmente, o ator foi fiel ao diretor e recusou o convite para o próximo filme sem Burton. E mal sabia da furada que iria escapar...
Apesar de todos os equívocos, Keaton e Burton conseguiram apagar a imagem do Batman-comédia, de Adam West, e consolidar a imagem de um personagem mais sombrio. A roupa negra passou a ser exigida pelos fãs que passaram a gostar dos dois filmes menos pela sua qualidade e mais pelo que Joel Schumacher faria depois.
Curiosidades:
- Sean Young tentou convencer os produtores do filme de que era a Mulher-Gato perfeita. Ela chegou a aparecer no estúdio com a roupa da personagem.
- Antes disso, Sean seria Vicky Vale, mas fraturou a clavícula em uma cena em que montava um cavalo. A última vez que ouvi falar dela foi em um filme pra lá de ruim com Matt Dillion.
- Annette Bening (Beleza Americana) seria a Mulher-Gato, mas ficou grávida e perdeu o papel para Michelle.
Fonte: Adoro Cinema
Bugman foi assistir Batman no cinema...



