Melhores do Mundo

Melhores do Mundo

Mai 28

100 Balas – Dia, Hora, Minute... Man

A última edição de 100 Balas foi magrinha e meia-boca, mas dessa vez a editora Pixel deu uma encorpada na revista e, além das boas histórias, colocou até uns extras bacanas.

[Mais:]

Muita coisa interessante acontece nesta edição, mas antes preciso reconhecer que a Pixel finalmente resolveu colocar alguma numeração na capa. É um ridículo adesivo com a inscrição "Edição 4" colocado às pressas perto do preço impresso. Mas é melhor isso do que nada. Vamos ver se a editora facilita a vida do leitor e passa a numerar as edições daqui pra frente. Até porque, com os encalhernados das primeiras edições saindo simultaneamente nas bancas, o leitor desavisado vai acabar se sentindo no meio do samba do gibi doido.

A primeira história da edição mostra a apresentação oficial do personagem Lono (ele já havia aparecido numa daquelas cenas de fundo anteriormente) e começamos a descobrir mais sobre o passado do Agente Graves, os tais Minutemen (que não são os de Watchmen) e até sobre o propósito das tais 100 balas. É interessante que aqui não aparece a famosa maleta com balas não-rastreáveis, mas outra mala (essa cheia de grana) acaba sendo o elemento que move a trama.

A seguir, temos a história em duas partes focada no sorveteiro(!) Cole Burns. O que a princípio parece ser mais um caso isolado de um Zé Ruela qualquer presenteado com as 100 balas acaba se revelando um momento importante dentro da trama maior da série. Aqui é possível ver com clareza o quanto o roteirista Brian Azzarello consegue equilibrar a grande conspiração internacional com a vidinha mundana de seus personagens. Um dos momentos mais divertidos é quando dois personagens discutem por um ponto comercial. Nada de drogas ou armas, a disputa é pela venda de sorvetes na vizinhança. Sensacional!

Fechando a edição, uma história fechada (aparentemente) sem ligação com a trama maior da série, mas que resume perfeitamente o espírito da revista. Sem contar muito pra não estragar a surpresa, testemunhamos o relato do Agente Graves sobre uma garota que fugiu de casa e caiu no mundo da pior forma possível. E descobrimos que às vezes 100 balas podem parecer muito pouco.

A parte editorial está caprichada. Além do habitual editorial de Cassius Medauar, a revista contém as capas originais de Dave Johnson, esboços do desenhista Eduardo Risso e um checklist da Pixel. A (difícil) tradução está bem feita, mas as notas explicativas dos trocadilhos originais nos títulos das histórias são desnecessárias por serem títulos adaptados, não traduzidos (já basta a mistureba de português com inglês no título da revista). E mais uma vez conseguiram encaixar uma página dupla no meio da revista, o que é sempre bacana, assim como a ausência de anúncios (o único anúncio aparece na quarta capa, mesmo assim é da própria Pixel).

Nota: 9

(100 Bullets #8-11)
Formato americano, papel LWC, 100 páginas, R$ 10,90, distribuição nacional e comic shops, aconselhável para leitores adultos, editora Pixel.


Nerd Reverso Email • 14:40:21 • Quadrinhos, A gente lemos, DCPermalink 38 comentários
Indique: del.icio.us Gafanhoto Rec6 Ueba
blog comments powered by Disqus
















RSS: Clique aqui para ver essa página no formato RSS/XML
O que é RSS?

b2evolution