Nerd Show: Laerte

A genialidade visceral, fenomenal, real, imortal, sensacional e com mais "al" do que teria um cachorro (heh) está nestas pairagens! Laerte, o homem e o mito, respondeu nossas perguntas por e-mail (se eu fosse ele também não me encontraria pessoalmente) para um nerd show supimpa sobre o seu mais novo trabalho Laertevisão!
Ah sim: a foto acima e todas deste post são de Gabi Lima e foram fornecidas pela editora Conrad.
Ultra: Em Laertevisão, você fala dos quadrinhos que lia quando criança. Pode dizer mais sobre quais eram seus quadrinhos preferidos na infância?
Laerte: Assim por alto: Bidu (do Maurício), Pererê (do Ziraldo), Tarzan, vários de faroeste, pato Donald, Mickey, além de um monte de gibi e livro que meus primos mais velhos tinham guardado de outras eras.
Bugman: uma das coisas mais legais do livro é a coleção de fotos e até do código de honra que você fez com a sua irmã. Como surgiu a idéia de acrescentar todos essas relíquias? Não teve como achar a sua cápsula do tempo com a mensagem sobre JFK?
L: O Rogério de Campos teve essa idéia - de publicar as histórias que eu tava fazendo na Folha, mas com uma perspectiva mais ampla do que a mera coletânea. Minhas fotos e desenhos antigos estavam guardados, em boa parte, pelo cuidado da minha mãe. Quanto a Kennedy, infelizmente, teremos que confiar na mídia tradicional.
Change: Fala Laerte! Aqui é o Change, seu fã número 1! De vez em quando eu produzo algumas tirinhas pro Melhoresdomundo.net e já tive alguns outros blogs com outras tiras. Por isso, uma coisa que eu sempre quis perguntar é: como DIABOS vocês conseguem criatividade para uma tirinha nova todo santo dia? Você não surta ou enlouquece pensando na tirinha de amanhã?
L: Surtar não chego a surtar. Às vezes fico cansado, às vezes meio seco, mas, como dizia o anúncio do creme de barbear bozzano: aperta aqui, aperta ali…pronto! - mais uma barba.

Bugman: a gente está em uma época da discussão da TV digital, convergência de mídias e tudo mais, enfim, um momento em que se discute o futuro da TV. E você lança um livro sobre a TV com o título "coisas que eu não esqueci". Houve algum pensamento nessa frase e nesse momento para lançar esse livro que olha para o passado (e presente, quando cita a Xena) da telinha?
L: A frase foi um cuidado que preciso ter com o conceito de memórias; a minha memória é muito ruim, no sentido de esquecer e no sentido de distorcer. Eu deveria dizer “coisas que não esqueci nem distorci”, mas algumas estão distorcidas.
Ultra: você acredita em mais quadrinhos nacionais nas bancas mensalmente?
L: Acredito no sentido religioso da palavra? Tipo ter fé? Não, não acredito. Acho que é possível que um dia voltemos às bancas, mas é um tanto remoto por enquanto.
Bugman: seu filho, Rafael, trabalhou na organização das tiras. E esse é um livro que fala também do Laerte criança, jovem e adulto. Como foi esse encontro de gerações e de épocas para você? Houve alguma escolha dele que lhe surpreendeu?
L: Toda a edição foi surpreendente - foi feita por ele e pelo grupo em que ele atua, a Base-V. Gosto muito de trabalhar com o Rafael, que é um desenhista máximo; já fizemos uma animação juntos e espero que ainda trabalhemos em outras coisas.
Change: Todos nós sabemos que os artistas passam por fases. Em alguns casos isso fica bem claro se analisarmos uma seqüência de tiras de qualquer autor (dá até para ver "fases" em artistas mais "comerciais", como o Jim Davis e seu Garfield). Recentemente sua fase da Folha de São Paulo foi bem surreal (eu pessoalmente achei legal bagaraio, principalmente pela total liberdade para interpretação das tiras). Há algum motivo especial para essa sua fase?
L: No Brasil temos - ao contrário de outros países, especialmente os Estados Unidos - uma grande liberdade na condução de uma tira diária, coisa muito positiva, mesmo sendo um fenômeno ligado ao caos e à imaturidade do nosso mercado de quadrinhos.
Na Folha, por exemplo, nós (Angeli, Glauco, Adão, Caco Galhardo, Fernando Gonsales, Karmo e Allan Sieber) podemos empregar uma quantidade e diversidade de personagens, situações e procedimentos gráficos impensável no contexto americano.
Seja dito que nem todo jornal brasileiro permite esse forescimento em suas páginas. A Zero Hora e a Tribuna de Vitória, por exemplo, cortaram a minha tira em suas páginas por causa dessa mudança que adotei de uns anos pra cá.
Respondendo à sua pergunta, foi uma mudança provocada pelo sentimento de término de um ciclo e consequënte necessidade de renovação.

Bugman: Ainda sobre fases, em um trabalho como Laertevisão isso fica menos explícito. Você acha que isso pode alterar a forma como aquelas tiras podem ser interpretadas, em um contexto diferente?
L: Não sei direito. O procedimento em relação às tiras é diferente porque são tiras, um formato que me sugeriu a possibilidade de “pequenos contos” diários. Já o espaço do Laertevisão me faz pensar em outro tipo de vôo - hoje estou desenvolvendo uma ficção em torno de um seriado fictício na tevê pré-videotape dos anos 50 - semelhante ao Falcão Negro.
Mallandrox: Já teve algum personagem criado por outra pessoa, seja nacional ou estrangeiro, que você pensou "putz! Eu adoraria fazer umas histórias desse personagem"?
L: Não me baseio muito em personagens - trabalho mal com eles, em outras palavras. Sou mais um criador de situações. Quase todo personagem me inspira inveja.
Bugman: você perdeu um filho há três anos e isso parece ter afetado seu trabalho que manteve a veia cômica, mas parece ter ganho mais reflexão, sensibilidade e profundidade. Como você vê esse contexto? Acredita que não há mais como voltar a fazer tiras como antes de 2005?
L: Em 2004 eu já tinha começado a trabalhar de um jeito diferente e estava amadurecendo algum tipo de mudança. O que a morte do Diogo mudou é infinitamente mais complexo do que o meu humor.
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u r Good
Laerte é Genial !!! Adoro e sou fâ também !!!
Sobre o Pato fu... Pessoalmente acho o som deles ruim... E não vejo nada de mais na vocalista...
PAA.
Taí um cara que eu pagaria uma rodada de cerveja numa boa!
ps: Quando vocês entrevistarão o Angeli e o Glauco? Los Três amigos!!!!! Pô, sou fãzão dessas tirinhas... em meu bairro onde só tem bêbados não nerds que male male sabem ler, passavam longas horas lendo e discutindo os meus encadernados dos Los Tres amigos! Até hoje ouço ainda uma referência desses tirinhas da boca deles... o clássico: "Bire de Friente! (pra uma mina gostosona o qual estavam passando óleo na praia), "Não puesso, estoy de palo duro!"
Sobre Patu Fu, não curto muito. É uma banda fácil de se curtir pq eles experimentam bastante musicalmente e nos clipes e tal e eu gosto de experimentalismo. Mas, quando eu comprava os cds, gostava de ouvir por uma ou duas vezes e depois encostava na estante. Eles nunca resistiram ao tempo pra mim. Me desfiz de todos pq, apesar de eu realmente curtir nas pimeiras audições, eu simplesmente não consegui ter vontade de ouvir de novo depois de um tempo. Não sei o que rola, a musica deles parece um doce que no começo o sabor é bom mas rapidamente se torna enjoativo.
ANOS DOURADOS
Além de ser o maior detentor de vice-campeonatos estaduais no Rio de Janeiro, o Flamengo é também o que foi mais vezes tri-vice-campeão, com quatro conquistas. Mas um detalhe enobrece ainda mais essa façanha. É muito comum os burro-negros se vangloriarem dos anos 80, quando dizem que tinham um time imbatível, que ganhava tudo. Pois foi nesses mesmos anos 80 que o Urubu sagrou-se nada menos do que 2 vezes tri-vice-campeão estadual de futebol. Em 1982, 1983 e 1984, ou seja, no auge do que eles denominam “Era Zico”, foi vice do Vasco uma vez e duas do Fluminense. Não contente, fechou a década em 1987, 1988 e 1989 sendo duas vezes vice do Vasco e uma do Botafogo. Conclusão: em apenas 10 anos, o timinho conseguiu ser 6 vezes vice-campeão, num aproveitamento de 60%, fato inédito na história do futebol.
ah, então o Laerte é flamenguista ou eu perdi alguma coisa?
a propósito, boa entrevista.
Laerte ruleia!
você teve peito pra tocar num assunto delicado como a morte do filho dele.
muito bacana a entrevista.
parabens galera.
Tem a ver com aquela história do Mallandrox?
P.s. Não acho o Pato Fu foda!!!
Comentário de: Bugman
Lendo sua resposta ao meu comentário não posso deixar de te dar razão, Bug, foi sim uma pergunta pertinente embora não tenha sido fácil fazê-la como não foi nada fácil para o Laerte respondê-la, mas jornalismo de verdade não é a babação de ovo que estamos acostumados a ver e ouvir nos meios de comunicação, e voce saiu desse lugar comum.
abcs
Você as vezes é intelectualóide e mais chato que fã de metal misturado com indie (eita exagero)!! Mas é bom ver um cara que gosta do que faz e leva isso a sério!! Continue assim!!!
O Malandrox podia ter ficado calado!! Bwahahahahahahaha!!! Mas podia ser pior!!
Podia ter perguntado o que o Laerte acha de Mangás!!
E ele tá a cara do Gerard Depardieu na foto com o pessoal do Pato Fu.
Pensei o tempo todo nela, mas não sei se teria coragem de fazer a última pergunta a ele.
Então, Chuck. Eu quis fazer a entrevista por telefone - o que deixaria apenas perguntas minhas - mas o Laerte é muito ocupado e e-mail facilitaria mais as coisas.
Eu entendo o lado dele. Um cara com tanta demanda não pode dar entrevista pra qualquer veículo pessoalmente. De qualquer jeito, foi um grande sonho poder entrevistá-lo.
Aliás, a primeira "celebridade" que a gente quis entrevistar no MdM foi justamente o Laerte. Agora, seis anos depois, nós conseguimos.
Isso é verdade Búguima entendo perfeitamente o fato da "ocupação" do Laerte em seu trabalho e divulgação, o perfeito seria que todas as entrevistas ocorressem pessoalmente mas infelizmente isso não é possível...
Mas eu como um fã desse site/blog safado espero que vocês consigam mas entrevistas com personalidades tão interessantes como o Laerte independente de como ela venha a acontecer, e-mail, carta, telefone ou pessoalmente...
Sensacional!!!
A entrevista foi deverás interessante concordo com o inferno talvez pelas perguntas terem sido feitas através de e-mail as respostas soaram um pouco burocráticas, mas sensacionais da mesma forma.
Então, Chuck. Eu quis fazer a entrevista por telefone - o que deixaria apenas perguntas minhas - mas o Laerte é muito ocupado e e-mail facilitaria mais as coisas.
Eu entendo o lado dele. Um cara com tanta demanda não pode dar entrevista pra qualquer veículo pessoalmente. De qualquer jeito, foi um grande sonho poder entrevistá-lo.
Aliás, a primeira "celebridade" que a gente quis entrevistar no MdM foi justamente o Laerte. Agora, seis anos depois, nós conseguimos.
Bug, no fim da entrevista voce tocou num ponto deveras delicado. Eu sei que, como jornalista, voce tem a obrigação de abordar diferentes questões sobre a vida do entrevistado até porque questões desse tipo invariavelmente afetam a vida tanto do homem como a do profissional, mas como última pergunta e tendo em vista o tom leve que estava sendo dado até então, acho que sua pergunta ficou meio deslocada, e mesmo tendo sido dada por email, ficou claro que a resposta dele foi a de quem ficou desconfortável em responder, acho que ele não esperava uma pergunta desse 'naipe' por parte de vocês.
Estimado Inferno
Acho que a pergunta foi pertinente. Eu pus ela no final porque era a mais difícil e polêmica. De qualquer forma, a entrevista não foi zombeteira - com exceção de uma pergunta do Change - e todos os Nerd Shows costumam ter essa saudável "bagunça" porque são um misto do que todos querem saber.
Eu sempre tento perguntar o que outros veículos não perguntam. O Laerte já deve ter ouvido perguntas do tipo "como você se sente após perder um filho?" que são sensacionalistas, idiotas e não acrescentam nada a quem se interessa pelo trabalho dele.
A minha pergunta teve como objetivo saber como um artista é influenciado por uma situação dessas. Fiz o comentário em cima de uma análise e suposição que eu tinha, que o Laerte desqualificou.
Ao contrário do que você diz, não acho que ele tenha se sentido mais desconfortável do que o normal. Até porque uma pergunta envolvendo uma situação dessas é incômoda e o trabalho de um jornalista é justamente o de fazer perguntas incômodas que interessem aos leitores.
Acho que boa parte dos leitores não sabia desse aspecto da vida do Laerte e os que sabiam podiam ter dúvida se a mudança de estilo dele nos últimos anos teria a ver com essa tragédia. Já tiramos a nossa dúvida com a resposta que ele deu. Então, acho que ela foi totalmente pertinente.
Não foi fácil pro Laerte e eu pensei muito antes de enviar essa pergunta. Mas mesmo sendo difícil acho que foi bom para vocês, leitores.
O que seria totalmente inadequado - e eu não fiz - seria sensacionalizar uma situação pertinente apenas ao Laerte com uma pergunta que não tivesse nada a ver com o trabalho dele. Não foi o caso. A minha pergunta se refere a uma mudança de estilo de um artista que, na minha opinião, é um dos maiores autores de tiras do mundo.
E vcs mandaram muito bem mdm`s.
A entrevista foi deverás interessante concordo com o inferno talvez pelas perguntas terem sido feitas através de e-mail as respostas soaram um pouco burocráticas, mas sensacionais da mesma forma.
Infelizmente ainda não pude adquirir o Laertevisão mas já está em pauta.
Meus parabéns aos MDM's...
E o Pato Fu e o Laerte juntos!
São fodas!!
Não me baseio muito em personagens - trabalho mal com eles, em outras palavras. Sou mais um criador de situações
Caralho... Laertón é humilde pacas! ele tem personagens fodassaralhamente fodas, o Fagundes, Grafiteiro, os Gatos, O Síndico,o Zelador, Don Luigi, Overman, Capitão Douglas e OS PIRATAS DO TIETÊ, PORRRAAAAAAAAAAAA!!!
Se ele inveja os personagens dos outros, quem dirá nós pobres mortais incapacitados mentalmente que apenas apreciamos o seu genial trabalho!
(sim, sou putinha do Laerte, AHEUAHEUAEHAUEHAEUAH!!!)
Comentário de: Poderoso Porco
Ele foi à Zoropa e voltou - duas vezes!- pra contar a história. Ele é a cara do Celso Portiolli depois da malária. Ele simplesmente não consegue disfarçar sua veia tiete! Bwahahahaha A entrevista toda séria, galera concentrada com perguntas reflexivas e, de repente, não mais que de repente, o Change invade tudo com um arroubo de tietagem, hahahahahahahah
E ele também é dono da bundinha de um real, phd em photoshop e chora quando assiste desenho do snoopy, ChanCe, esta é a sua vida!!!!, ehaieaieiaehiaeaheiaiaeeaiheieaiieaeaeae
abcs
PS:
citação mais velha essa do J. Silvestre, vixe!!!!!!
Comentário de: Bugman
Alguém mais achou fodão o Pato Fu tirando foto com o Laerte?
Fernanda Takai é foda tirando foto até com o capeta.
Peraí, eu sou um capeta!!!!
Haaaaaa, Fernanda, tira uma foto comigo, porra!!!!!!
abcs
De qq forma valeu muito a entrevista, meio burocrática por parte dele, mas entrevista por email acho que é assim mesmo, espero que haja mais como essas, vamos dar um tempo de DC/Marvel e falar sobre coisas que valem mais a pena.
abcs
Comentário de: Bugman Email
Alguém mais achou fodão o Pato Fu tirando foto com o Laerte?
Eu também achei.
Mas eu sempre acho o Laerte e o Pato Fu fodas...
E o nerd post volta bombando com o artista brasileiro que eu acho mais foda de todos os tempos!
Puta, que regaço!
Sensacional, viu moçada! Infelizmente ainda não tive tempo ($$) pra adquirir o Laertevisão, nem a coletânea dos Piratas, mas muito em breve o farei, pra pôr do ladinho do meu álbum do Overman!!
Vida longa a esse mestre sensacional!
P.S.: Ele foi à Zoropa e voltou - duas vezes!- pra contar a história. Ele é a cara do Celso Portiolli depois da malária. Ele simplesmente não consegue disfarçar sua veia tiete! Bwahahahaha A entrevista toda séria, galera concentrada com perguntas reflexivas e, de repente, não mais que de repente, o Change invade tudo com um arroubo de tietagem, hahahahahahahah
Fui o primeiro!
Aeee \o/
Perdi.


