Os Novos Vingadores # 49 Tweet

Finalmente chega ao Brasil a emblemática morte do Capitão América. Será que Ed Brubaker mandou tão bem quanto os americanos afirmam?

Por Ed Brubaker (roteiro) e Steve Epting (arte)
O Capitão América é um herói. Intelectualóides podem ver nessa afirmação uma submissão inconsciente à cultura norte-americana. Bobagem. O que o Capitão representa - gostem os americanos ou não - ultrapassa as fronteiras do tio Sam e fala ao inconsciente coletivo. Steve Rogers é a liberdade, o sacrifício, a ética e o desejo de justiça que todo herói clássico representa.
Não resta dúvidas de que o personagem apresentou grandes fases nos últimos anos. Também não há como negar que Brubaker escreve a melhor de todas. Não faz isso sozinho. Nunca antes a supremacia e política norte-americana foram tão discutidas e o Capitão é, antes de mais nada, um personagem político. Vários autores souberam usar isso bem, mas nenhum teve um contexto tão rico quanto o atual. A Morte de Um Sonho marca o clímax desse trabalho e o talento de um roteirista que soube desafiar o descrédito e surpreender todos os leitores desde o polêmico retorno de Bucky.
Existe aqui e ali, pontos na história que não agradam completamente (a forma que o Capitão recebe o tiro mortal), mas não afetam a verossimilhança de todo o enredo. Em termos de comparação, nem mesmo A Morte de Robin tem tanta importância no contexto cultural que esta história tem. Palmas para Brubaker. De pé.
Steve Epting produz, possivelmente, seu melhor trabalho. O artista já havia mostrado um grande talento, pontuado por alguns defeitos que pareciam insuperáveis. A Morte de Um Sonho pode marcar a carreira do artista e serve como parâmetro do que ele pode e deve fazer daqui para frente. Se manter lá em cima é sempre mais difícil do que chegar.
O título da história não poderia ser mais adequado. A morte do Capitão América representa o fim das utopias do sonho norte-americano. O fim do ideal de que todos os indivíduos nascem com "certos direitos inalienáveis" (porque em nome da segurança esses direitos podem vir abaixo) e de que todos devem ser respeitados. A esperança que fica é que nenhum sonho morre de verdade. Possivelmente, a adequação do título vá até uma suposta ressurreição também. Aguardamos.
Nota: 10

por Brian Michael Bendis & Leinil Yu
Boa história centrada no personagem Ronin e em Eco. A história cria uma trama interessante e não seria exagero dizer que poderia ser, finalmente, um bom ponto final para Elektra. Entretanto, quem lê os spoilers do Melhoresdomundo.net já sabe como isso vai acabar.
Bendis tem a competência de sempre. A narrativa é sensível e envolvente. Yu não chega a comprometer, mas uma arte "suja" assim não parece ideal para desenhar uma história com os vingadores. De qualquer jeito, vale o papel.
Nota: 8

por Brian Reed e Mike Wieringo
Releia o título da história e volte para cá. Leu? Então leia isto: novela mexicana com superpoderes. E só.
Miss Marvel já teve história muito pior na revista, mas sinceramente ainda é incompreensível o motivo da personagem ainda estar nesse mix.
Nota: 3

por Brian Michael Bendis & Brian Reed (roteiro) & Jim Cheung (arte)
Os Illuminati enfrentam os skrulls em meio à última guerra Kree X Srulls que pegou a Terra no fogo cruzado. O imperador Skrull percebe que sua armada não pode com os superseres e a falta de informações contra os humanos.
A história é divertidade e quase despretensiosa. Quase. Nas entrelinhas, se percebe que a investida dos super-heróis não foi tão bem sucedida quanto desconfiam. E que eles não saíram tão incólumes quanto pensam. Será?
Nota: 9
Os Novos Vingadores # 49. Revista mensal, formato americano, 100 páginas, papel Pisa-brite, R$ 6,90, distribuição nacional.
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