Dicas de livros: O jogo do exterminador

Muito tempo se passou desde a última indicação. Primeiro porque não quero ficar recomendando qualquer coisa. Tem que valer a pena. Depois porque ler um livro demora, e não adianta ficar recomendando um monte quando vocês só vão ler um ou dois.
O jogo do exterminador – Orson Scott Card
Andrew Wiggins, vulgo "Ender" ("Exterminador"), tem seis anos. Ele é o terceiro filho de uma família que já tinha dois, o que, numa sociedade sob estrito controle populacional, resulta em várias perseguições a ele. O governo só deixou que ele fosse concebido porque queria outro gênio. A raça humana precisa treinar crianças superdotadas para ganhar uma guerra espacial contra a raça insetóide dos abelhudos, que atacou primeiro. Seus irmãos mais velhos, Peter e Valentine, eram superdotados, mas não tinham personalidade adequada para a guerra; um era psicopata, a outra coração-mole.
O governo acerta na mosca: Ender acaba sendo o meio-termo e é ele quem vai para a academia espacial, para indignação do ardiloso Peter.
Mesmo separados, Ender e seus irmãos se influenciam mutuamente. Só para não ficarem sem ter o que fazer na Terra, Peter e Valentine montam um esquema de dominação mundial pela internet. É como A arte da guerra (Sun Tzu) e O príncipe (Maquiavel) transpostos para uma história de ficção científica.
Enquanto isso, como Ender se destaca muito e sempre, alguns colegas ficam putinhos; não é incomum que se forme um bonde e tente sabotá-lo ou cercá-lo num canto pra meter a porrada. E é claro que os professores não vão protegê-lo, porque guerra é guerra e ele tem que apanhar com Avaiana de Pau pra aprender:
"Vai vir direto na minha cabeça", pensou Ender. "Vai tentar acima de tudo machucar o meu cérebro. E, se a luta for longa, vai vencer. Pode me controlar com a força dele. Se eu quiser sair andando daqui, vou ter que vencer rápido, e de uma vez por todas." (pg. 255)
Mas Ender também tem amigos:
— Parem!
Por um momento Ender pensou que era um professor que viera para apartar a briga, mas era só Dink Meeker. Os amigos de Bonzo o pegaram na porta e o seguraram.
— Pare, Bonzo! — gritou Dink. — Não machuque ele!
— Por que não? — perguntou Bonzo, sorrindo pela primeira vez.
"Ah", pensou Ender, "ele adora que reconheçam que é ele quem está no controle, que tem poder".
— Porque ele é o melhor, só por isso! Quem mais vai lutar contra os abelhudos?! É só isso que importa, seu idiota: os abelhudos!
Bonzo parou de sorrir. Era justamente a coisa que ele mais detestava sobre Ender. Que Ender era realmente importante para outras pessoas, e que, no final das contas, Bonzo não era. "Você acabou de me matar com essas palavras, Dirk. Bonzo não quer ouvir falar que eu posso salvar o mundo." (pgs. 255-256)
Orson Scott Card é bom de diálogo, de descrição e de caracterização psicológica. É um cara multitarefa. O jogo do exterminador vai virar filme com roteiro do próprio autor. Ele escreveu diálogos para os jogos The Secret of the Monkey Island e The Dig – joguei os dois e aprovo. Orson Scott Card também roteirizou a origem do Homem de Ferro Ultimate. Fui conferir e não deu outra, lá estavam as mesmíssimas obsessões do autor: crianças superdotadas, umas boas tendo que agir impiedosamente, e outras psicopatas e obcecadas pelo poder; escolas secretas do governo para alunos especiais; professores sacanas que colocam os alunos mais promissores em situações fodidas para eles ficarem espertos (*cof cofTropadeElitecof cof*). Não tem problema: dentro dessa fixação, Card é capaz de criar um universo diferente do outro. Ler o Homem de Ferro Ultimate antes é um bom jeito de descobrir se a literatura de Card é pra você ou não.

Tem coisas que só dá para fazer nos livros, assim como há coisas que só dá para fazer nos quadrinhos – perguntem ao Neil Gaiman. O jogo do exterminador se aprofunda mais e melhor nos pensamentos e conflitos do fedelho superdotado da vez, enquanto que os quadrinhos escritos por Card puxam mais para a ação. Como os pensamentos de Ender são bem diferentes dos de uma criança qualquer, acho que o livro é bem mais recompensador. Não que seja só psicologia. Os jogos que dão para Ender desenvolver sua inteligência e psiquê vão de simulações aparentemente pacíficas, gênero Second Life, até Salas de Perigo em zero-G.
O jogo do exterminador teve várias seqüências (que continuam surgindo): Orador dos mortos, em que Ender vai parar numa colônia fundada por brasileiros, Lusitânia (Card viveu no Brasil como missionário mórmon); Xenocida; e Os filhos da mente. Há também um livro de contos revisitando alguns momentos da série e uma outra série paralela. A Devir diz que planeja publicar a primeira série e o tal livro de contos. Aliás, Orador dos mortos já saiu.
Por Simone Campos
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O segundo, o Orador dos Mortos, é ainda melhor que o primeiro. Questões sérias de convivência, pacífica ou não, são discutidas no livro. Culturas alienígenas interessantes.
o livro OS SETE, do brasileiro andré vianco.
é um livro sobre vampiros muito bom, estou quase no fim do bicho.
quem quiser adiquirir o livro e conhecer outros do autor é só entrar no site do caboco.
www.andrevianco.net
o orson scott card tem a habilidade de pegar uma historia simplista e transformar numa maravilhosa narrativa!!
ainda nao li o jogo do exterminador, mas recomendo!!
e do arthur c. clarke procurem ler (caso gostem de ficção cientifica) a cidade e as estrelas, as fontes do paraiso e encontro com rama!!
todos excelentes!!
Talvez o site tivesse mais iniciativas como essa se não fossem meia dúzia de nerds chorões bitolado no mundinho dos gibis...
Morreu aos 90 anos de idade, um dos últimos genios que o mundo já criou.
Arthur Charles Clarke.
Fisico, matematico, astrologo e escritor.
Uma das figuras mais marcantes do século 20. Que com seus contos, ao lado de seus colegas academicos, criuo a base de toda a tecnologia atual. Desde o programa espacial (afirmando que o homem chegaria à Lua antes de 2000), até nas comunicações (ele paticamente criou a telefonia móvel, mas desisitiu na época de publica-la, pois outros a achavam muita ficção, se comparado a hoje).
em seu legado, deixa uma vasta gama de obras.
Tais como: 2001-Uma Odisséia no espaço; 2010- o Ano que faremos contato; encontro com Rama (que agora que o homem morreu, talvez saia do papel ¬¬
Fica aqui uma pequena nota, para um grande homem, que com suas história, ajudou a definir o mundo.
Obrigado.
huauhauhahua
Como vcs tão cagando e andando pro post mesmo ninguem vai se importar
Quanto ao 1 + 2 = 3: realmente fui redundante e repetitiva. Mal aí.
Sério?
Pera, 1+1=2+1=.....3!!
UAU!
Raciocinio detected!
suhahu
Se eu tivesse dinheiro eu leria isso...
Viva OASIS !!!
Porra, Bowser, que coisa escrota...!
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não achei tanto... o final até que é bom. me surpreendeu!
escroto mesmo é o plano do ozzymandias em watchmen!
Por exemplo-Como cuzinhar tainha em rookguard - Como matar dragons usando a vibrador sword.
Estou ocupado no momento.
Comentário de: Um Cara
Não li o livro e achei a historia muito foda, e se não fosse o Bowser compraria com certeza, mas fiquei com uma questão nessa apresentação: se a Terra está em guerra com uma raça alienigena por que existir controle populacional? Alem de guerras terem baixas entre militares e civis não é muito estranho, uma guerra de proporções planetarias o número de mortes pode ser gigantesco.
Cara, com esse comentário tu acabou com o livro. Baaahhh, muito foda.
Comentário de: Bowser ·
quanta raiva nesses coraçõezinhos!
Tinha que ser emo mesmo.
Realmente são obras-primas do videogame, e ñ sabia q haviam sido escritas pelo Card.
Pô, fiquei curioso pra ler o livro.
toma!
'ta comendo..." [2]
como não vou ler isso.
UAREVAA!!!
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NERD INCULTO DETECTED!
Bowser FILHO DE UMA PUTA DO CACETE DA PORRA DO CARALHO (mas einh?) ISSO É UM SPOLIER DO CARALHO!!!!!! VC SÓ FODE COM TUDO!
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tudo e todos! BWA-HA-HA-HA!
Dicas de livros aqui? è tão raro isso, tinha que ter mais...
os outros livros eu achei uma chatice (li em inglês). e aquele homem de ferro ultimate que o Card fez é uma MERDA!


