Superman #64

Finalmente em bancas brasileiras a história mais aguardada do Superman dos últimos 30 anos... e valeu a pena esperar.
Tem SPOILER a rodo.
O motivo de tanta alegria é simples: trata-se da edição que traz o Superman escrito por Richard Donner e Geoff Johns. Sim, cara-pálida, você leu corretamente. Richard "Superman: o filme" Donner.
Não vou me alongar falando sobre o currículo do cara. Só o que importa é que ELE está de volta ao mundo do Azulão e pronto.
A história começa na Fortaleza da Solidão num bate-papo entre Superman e a projeção holográfica de Jor-El. Fica claro, no entanto, que trata-se de uma inteligência artificial com defeitos, já que ela trata Clark como o último filho de Krypton. Papo vai, papo vem e a história corta pra redação do Planeta Diário bem no momento que o editor do jornal, Perry White arranca o couro do bucha essencial Jimmy Olsen. Blá, blá, blá e um troço enorme cai em Metrópolis com um moleque que fala Kryptonês no interior.
Richard Donner e Geoff Johns trazem à história vários elementos do filme do azulão e constroem uma história com um espírito de continuação dos filmes [seguindo os conceitos de Donner], mas mantendo-se até certo ponto dentro da cronologia das HQs. Confuso? Foda-se. A história está foda e promete assim permanecer.
Detalhe importante. Donner e Johns deram uma fodetização no Superman. Ele não tá um cara paga-pau que muitos acham que ele é [culpa do puto do Frank Miller]. Reparem. Tá foda bagarai!!!
Bem, engana-se, no entanto, quem acha que os louros pela ótima primeira edição de O Último Filho [esse é o nome do arco] são apenas para a dupla de escritores do gibi. A arte de Adam Kubert mais as cores de Dave Stewart matam a pau.
Começando pelo elo fraco da dupla de artista, Stewart colore pra caralho. Indo para o que importa pra valer, Adam Kubert desenha pra caralho e mais um pouco. Se Richard Donner é o diretor dessa HQ, Kubert é o diretor de fotografia e editor da história. Os enquadramentos da história estão perfeitos. Cada seqüência de imagens mostrando em detalhes as ações, parece tirado de um filme super bem editados. A página dupla mostrando o esporro no Planeta Diário e as páginas mostrando a queda da nave no centro de Metrópolis são de uma riqueza incrível de detalhes [você pode conferir na imagem logo mais abaixo].
Kubert, ainda, se vale de um recurso excelente para revelar a emoção de cada uma das cenas, que é a cartunização dos personagens. Reparem bem a cara dos personagens nas seguintes seqüências: esporro no Planeta e Superman encarando um maluco numa base militar.
Action Comics #844 [edição original, porra] é uma revista para ser lida várias vezes até finalmente se entender como se faz uma história em quadrinho de qualidade. Nota 10.

Depois da brilhante estréia de Action Comics #844, temos em Superman #64 a edição Action Comics Annual #10, também escrita por Richard Donner e Geoff Jonhs. A edição é dividida em pequenos contos, cada um desenhado por um artista diferente. Infelizmente poucos tem atributos para acompanhar Donner e Johns, mas aí, Inês é morta.
Em As Muitas Mortes do Superman, com desenhos do péssimo Art Adams, temos Lex Luthor elocubrando o assassinato do Superman. Em Quem É o Irmão Mais Velho de Clark Kent, com desenhos do ótimo Eric Wright, um jovem Clark Kent recebe a visita de Mon-El... mas quem é Mon-El? Nem ele sabe. Por fim, em Mistério Sob o Sol Azul, com desenhos de um retrô [seja lá o que isso quer dizer] Joe Kubert, temos o Mundo Bizarro.
Ficou evidente que o único e exclusivo objetivo dessa edição de Action Comics Annual foi permitir que Richard Donner visitasse boa parte do universo do Superman nos quadrinhos. Se isso vai ter um desdobramento no decorrer da série, só o tempo dirá.
Nota 9.
No meio da porra do caminho tinha uma bosta de pedra... Os carcamamos da Panini quase acertaram. A HQ que tinha tudo pra ser a melhor do Superman de todos os tempos tem uma desnecessária e constrangedora história da Supergirl. Você acredita que criaram um cara chamado Poderoso que nada mais é que a versão "menino" da Poderosa?! Cara, essa história é pra fazer qualquer um gofar.
Nota zero!

Pra finalizar, Kurt Busiek e Carlos Pacheco continuam seu trabalho a frente da revista Superman. Enquanto Superman continua sua busca pelo terceiro Kryptoniano na Terra [tem que ler desde o começo da excelente fase do Kubert pra saber o que é], aquele monstrengo estranho que o Azulão encarou em edições passadas segue tentando entender porque o Superman defende os terríveis humanos [e claro, ainda deseja dar uma surra no Super]. Depois o Superman se encontra com o Siroco etc, etc, etc. Mais tarde o Azulão visita a Zatana [que o recebe de calcinha e corpelete] e nhé, nhé, nhé. Até que...
A história segue lépida e fagueira, bem batuta, até que dei de cara com uma cena inusitada: Lois Lane contando uma histórinha pro moleque [o nome dele é Christopher] que caiu no meio de Metrópolis na HQ do Richard Donner. MÁ CUMA??? Porra, Panini. Como você me faz uma dessa! Que sacanagem do caralho! Não pode fazer isso, não pode. Publicar HQs diferentes com uma revelando spoiler da outra?! Cartão vremelho pra editora.
HQ nota 9, mancada da Panini nota zero.
Concluindo. A Panini é ruim como a Supergirl, mas ainda assim eu como.
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Gostava mais do Geoff Johns escrevendo na Marvel. Ainda assim, fiquei curioso pra ler esse arco com o Donner na 'direção'.
Não vi a revista , logo não posso opinar sobre o trabalho do cara ali. Mas a qualidade do trabalho do Arthur Adams geralmente é muito boa.
Concluindo. A Panini é ruim como a Supergirl, mas ainda assim eu como.
Ultra • 10:10:34 • Quadrinhos
A Panini ou a Supergirl?
Se for a Supergirl, lamento informar mas ela non ecziste, isso non ecziste!!!
abcz
Odeio o Super bucha, mas sibceramente, devo ler essa revista, pq ela parece ser muito boa!!!!
Ponto pro Ultra, que escreveu bem esse post e vendeu bem o peixe da Panini!
Pois é, teve chegar um cara que fez algo com o Super 30 anosatrás pra sair algo que rpeste. E a saga só melhora.
Outra coisa:
Não quero ser estraga-prazeres, mas creio que esse arco, justamente por conta dos atrasos, não teve seu desfecho publicado; isso era pra acontecer no Action Comics Anual 11 (que era pra sair esse ano, não sei se já saiu ou não)
Com todo o respeito, não se engana quem pensa que as glórias são só dos escritores do Gibi. A arte é ruim, apressada, e mal acabada. Mas isso não faz diferença, porque esta é a melhor história do superman (da linha regular), desde que eu leio o personagem (ou seja, há pelo menos 20 anos)
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mas algures, em momento algum falei do traço do artista, até pq traço é gosto pessoal [na maioria dos casos]. falei da composição cinematográfica das páginas que é de responsabilidade do artista. Falei da seqüência e disposição dos quadros.
[]s
As historias do Donner são muito fodas! Adorei a história do Ka-el em smallville encontrando o mon-el!
Jah sobvre a arte de um dos kuberts... bem, eu gostei, tah ceto que eh mal acabada, tipo suja... mas dah um clima interessante da historia! por isso prefiro encara-la como uma arte "estilizada"!
nota 10 pra dupla Richard Donner e Geoff Johns!
e que venham mais e mais edições assim!
abcs
Admito que deu vontade de dar um confere nesse revista
e eu gsto da Supergirl, acho ela gatinha.
Ou seja, resumindo, é uma revista do caralho! Coisa que uma revista do BátEma nunca poderia ser, afinal, ele é eunuco.
um jovem Clark Kent recebe a visita de Mon-El... mas quem é Mon-El? Nem ele sabe.
Má eu sei quem é Mon-El, e isso não é Spoiler porra. Pra quem não sabe, Mon-El é fruto de uma relação duvidosa entre o Mongul e o pai do Super, o Jor-El. Assim sendo, Mon-El é irmão de Kal-El, o Superman.
e a Zatanna de Calcinha e Corpete owna!! amo ela..


