Melhores do Mundo

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Fev 22

Retrospectiva de mangás em 2007

Sei que ninguém se importa com mangás nessa birosca (acho que só eu e o Mallandrox mesmo), mas isso é o de menos.

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Pois bem, 2008 chegou e antes que o ano de fato comece (afinal no Brasil o ano só começa realmente depois do Carnaval), vamos olhar para 2007 e ver o que as editoras fizeram de bom (e ruim) em relação a mangás. Antes tarde do que nunca!

2007 foi, sem sombra de dúvidas, o ano dos blockbusters. Mangás que já faziam sucesso em todo o mundo e na internet chegaram em terras tupiniquins, como Bleach, Gantz, Death Note e FullMetal Alchemist. Mas nenhum desses lançamentos foi mais avassalador do que Naruto, lançado pela Panini e causando um enorme alvoroço entre os fãs.

Em algumas bancas o mangá esgotou e havia até mesmo listas de espera para uma nova remessa. Para quem não sabe (em que mundo você vive?), Naruto conta a história de Naruto, um garoto que tem aprisionado dentro de si um demônio que atacou sua vila anos atrás e hoje tenta mostrar que pode ser um ninja de verdade, junto com uma turminha de ninjas do barulho que aprontam altas confusões, com ação pra ninguém botar defeito!

Por falar em Panini, a editora italiana foi a que mais lançou mangás em 2007. Foram quinze ao total, incluindo os já citados Naruto, Bleach e Gantz. O sucesso destes títulos (e de outros lançados em anos anteriores) ajudou a trazer mangás menos esperados e/ou menos conhecidos pelos leitores, como Colégio Feminino Bijinzaka e Conde Cain. Outros lançamentos foram: Astroboy, Lodoss War (A Bruxa Cinzenta e A História de Deedlith), Princess Princess, Vampire Knight, Kil Dong, Trigun e Samurai Executor, que substituiu Lobo Solitário. Além dos one-shots Blood - The Last Vampire e Dejavu.

E se a Panini foi a melhor editora de 2007, também foi a que fez a maior cagada do ano. Quando Trigun foi lançado, lá no comecinho de Janeiro, foi planejado que seriam lançadas quatro edições de 196 páginas e assim lançaram as duas primeiras. O licenciante só foi se tocar disso quando foram enviadas as capas dos volumes 3 e 4 e exigiu que o mangá deveria ser lançado em 2 volumes de 370 páginas, como no original japonês. A Panini então lançou as duas edições conforme as exigências do contrato e alegou que devido ao enorme sucesso de Trigun, estavam lançando uma versão de luxo.

O problema foi que quem tinha comprado as edições de 196 páginas e fosse comprar a edição 2 de 370 páginas (que corresponderia aos volumes 3 e 4) iria acabar ficando sem um capítulo. Os leitores lotaram a caixa de e-mail da Panini e até mesmo fizeram uma petição online pedindo um recall (enviariam as edições 1 e 2 de 196 páginas, em troca da edição 1 com 370). Depois de quase um ano sem se pronunciar sobre o caso, a editora fez um recall relâmpago no início de Dezembro. Este que vos escreve, ainda está esperando o seu manga, mesmo tendo achado uma merda.

Muitos fanboys também reclamaram das onomatopéias traduzidas em Naruto, mas isso foi exigência do licenciante e a Panini nada pôde fazer a não ser concordar.

A JBC também lançou diversos títulos de peso, como Death Note, FullMetal Alchemist, Cavaleiros do Zodíaco - Lost Canvas e, para a surpresa do povo, Gravitation.

Talvez o maior acerto da JBC foi o de trazer o primeiro título yaoi para o país. Apesar de muitas pessoas acreditarem que Gravitation não seria bem aceito pelo público, o resultado foi bastante positivo, principalmente entre as meninas, que já conheciam a série através da internet.

Yaoi é, basicamente, manga com temática gay. Simples assim. Em Gravitation, um cantor pop acaba se apaixonando por um cara que diz que ele não tem talento algum. A lógica disso eu não sei, mas sei que em algum dos volumes eles acabam se comendo e que eu não comprarei isso.

A editora apostou principalmente em mangás curtos, como Inu-Neko (da mesma criadora de Love Junkies, um manga erótico), Samurai Girl e o one-shot Socrates in Love.

Os problemas da JBC continuam os mesmos: os preços altos. Apesar de a qualidade ter aumentado significativamente, o preço ainda está muito além da concorrência e alguns ainda receberam um aumento nesse fim de ano. Quando começou a lançar mangás, lá no longínquo ano de 2001, um meio tankohon custava apenas R$ 2,90 e hoje chega a custar R$ 6,90!!! Todos os outros títulos que custavam de R$ 4,90 (Inu-Yasha) a R$ 5,90 (Negima) foram reajustados e estão custando quase 7 tutus. É UMA FACADA!!! Muitas pessoas pararam de colecionar ou sequer começaram a comprar devido aos altos preços. Os tankohons também estão mais caros que nas demais editoras, que costumam cobrar R$ 9,90. A JBC faz questão de cobrar R$ 10,90, no mínimo.

Para terminar (ufa!), a Conrad. A editora que começou a lançar mangás no Brasil há muito anda mal das pernas. Em 2007, a editora lançou apenas Paradise Kiss e só, mas fez um monte de cagadas, como cancelamento de séries, como Sanctuary, e incríveis atrasos, como One Piece (que está 4 meses atrasado), Monster (ficou quase 6 meses atrasado) e Nausicaä (que não tem periodicidade alguma).

A imagem da Conrad, que há já estava bem desgastada perante os leitores, parece ter piorado nesse último ano. A editora já não tem mais credibilidade alguma e diversos boatos de que One Piece vai para Panini circulam pela internet. Vários títulos estão para acabar (Slam Dunk, Battle Royale e Monster) e, ao que aparenta, não aparecerá nenhum outro mangá para substituí-los, já que ela não quer mais investir em mangás extensos. Só nos resta rezar que, ao menos, nada seja cancelado.

Teve também a NewPop, que lançou Tarot Café, 1945 e agora está lançando Grimms Mangá. Sinceramente, nunca me interessei por nenhum desses títulos, então desconheço completamente o trabalho dessa editora. O mesmo serve para o Lumus.

Resumindo: 2007 foi um bom ano para os mangás, apesar de algumas cagadas aqui e ali. Muitos títulos aguardados foram lançados, principalmente pela Panini, que se mostrou a melhor editora do ano, com preços acessíveis e com ótima qualidade. Erros sempre acontecerão e, espera-se, que algo seja aprendido com eles. Ou não.

Meu Deus! Me senti um redator de um site onde o entretenimento é levado a sério. Até mais, vou me flagelar por algumas horas por causa disso.

Netsuke não é otaku.


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