52 #7 Tweet

Finalmente chegamos à metade das 52 "semanas perdidas" do Universo DC.
Sem mais delongas, cliquem aí para ler a resenha e cuidado com os spoilers!

O destaque da semana 25 é o caráter "all-star", a divisão da história entre os melhores desenhistas de 52 até agora: o brasileiro Joe Bennett, Dale Eaglesham, Phil Jimenez e Pat Olliffe.
Nesta semana conhecemos o chefão da Intergangue, Bruno Manheim, um malvadão que ficou mais malvadão ainda depois de um encontro com Darkseid e agora tem hábitos alimentares um tanto peculiares. Vemos ainda a Família Marvel e a Família Marvel Negra (Bwa-ha-ha!) enfrentando Sabbac, um dos primos do Hell. Falando no Hell, Ralph Dibny faz uma visitinha à vizinhança do demônio nerd e descobre o paradeiro do sumido Félix Fausto. A nova (e chatinha) Corporação Infinito continua combatendo o crime e descobrimos que Alan Scott (o Lanterna Verde original, porra!) foi chamado pela ONU para ser o Rei Branco do novo Xeque-Mate. Por fim, é revelada a identidade do financiador da ilha dos cientistas malucos e os Quatro Cavaleiros são mencionados pela primeira vez.
Apesar dos vários acontecimentos, o que realmente chama a atenção é o início da trama dos Quatro Cavaleiros, que ainda vai render muito em 52, e a revelação do convite recebido por Alan Scott. Se é pra existir um Xeque-Mate, é melhor ter um Alan Scott como um dos comandantes que um Maxwell Lord. A dúvida é se Scott conseguirá ocupar o posto sem ser corrompido pelo jogo sujo do Xeque-Mate.

A semana 26 começa com a Família Marvel Negra dando uma carona para o Questão e Renee Montoya até os arredores de Nanda Parbat, onde eles encontram Richard Dragon, uma mistura de Bruce Lee com Pai Mei (o Hell é fã do cara). Um programa de TV apresentado por Jack Ryder mostra a discussão entre John Henry Irons (o Aço, porra!) e sua sobrinha Natasha, agora Luz Estelar da Corporação Infinito. Na ilha Oolong, Verônica Cale, inimiga da Mulher-Maravilha, se junta aos cientistas loucos. Por fim, Adão Negro e sua trupe comparecem a um jantar na casa da Família Silvana e o "Adão Negro Júnior" acaba ganhando um bichinho de estimação.
Usar um debate entre personagens para levantar os diversos pontos de vista de um assunto é um recurso mais antigo que aquela cantada "você vem sempre aqui?". Quando é uma discussão pertinente, como foi em Guerra Civil, até pode gerar algo interessante. Aqui, a rebeldia infantil da Nachata só serve pra gastar papel e tinta à toa.
O apresentador do programa em questão é Jack Ryder, alter ego do Rastejante. Ou pelo menos, era. Aparentemente, esse Ryder não tem superpoderes. Efeito dos socos do Superboy ou esse é outro personagem?
E, como previ na resenha anterior, o Osíris arranjou um animal humanóide falante! Querem apostar que esse crocodilo emo vai ser o "Sr. Malhado Negro"?

Passamos da metade do "ano perdido" com a semana 27, a melhor desta edição e a mais significativa dentro da história maior de 52 e para o próprio DCverso.
Ralph Dibny, com os poderes do Espectro, recebe a chance de se vingar de Jean Loring, a assassina de sua esposa e, de quebra, ainda ressuscitar a falecida. Destaque para a viagem no tempo até a "semana -84, dia -2" (ou seja, ficamos sabendo que Sue Dibny morreu exatamente 83 semanas e 2 dias antes do início de 52). É uma forma interessante de mostrar passagens no tempo sem sair do esquema de notação semanal, ainda mais considerando a trama de viagens no tempo cada vez mais presente na história...
...O que nos leva a outro exemplo de distúrbio interessante no tempo. A aparição do Comandante do Tempo e a luta de Skeets (agora mau feito pica-pau) com Tempus (e sua surpreendente revelação) ocorrem dentro de uma anomalia temporal e duram apenas um segundo. Podem ir se preparando para paradoxos típicos de histórias com idas e voltas no tempo, pois parece que veremos muito disso nas próximas edições.
Também nesta semana, Montoya finalmente saca que o Questão está morrendo. O interesse de "Charlie" na ex-policial e o motivo do seu treinamento agora são claros. Sugiro aos que ainda não sabiam da condição de Vic Sage que releiam os diálogos anteriores do personagem na série, pois vários deles ganham um novo sentido com o conhecimento de que ele já sabia que estava morrendo.

Na semana 28, Montoya e o Questão voltam pra Gotham City para impedir que a Batmulé vire vítima de uma profecia da Bíblia do Crime da Intergangue (sim, é tão absurdo quanto parece). Surpreendente mesmo é ver 4 semanas de 52 sem a Montoya dando uns pegas numa guria qualquer.
A primeira missão do Tornado "Espantalho" Vermelho não dá muito certo e a cabeça robótica do herói acaba indo pro ferro-velho.
Lobo e os Três Patetas do Espaço estão de volta, e os heróis da Terra descobrem que seu inimigo não era bem o que pensavam. Estelar, Homem-Animal e Adam Strange continuam meio perdidos na história (inclusive literalmente), mas parece que finalmente a trama deles vai seguir pra algum lugar.
Nas origens resumidas escritas por Mark Waid, temos nesta edição o Gladiador Dourado desenhado pelo seu criador, Dan Jurgens, o BUCHA do Asa Noturna por Geroge Pérez, a dupla Gavião Negro e Mulher-Gavião por Joe Bennett e Canário Negro pelo sumido Howard Chaykin.
A essa altura, é visível que as diversas tramas aparentemente paralelas estão começando a convergir. Mérito da equipe de roteiristas que realizou um longo planejamento para a série. Entretanto, a grande quantidade de tramas e personagens acaba fazendo com que alguns deles "sumam" de vez em quando, reaparecendo depois com alguma explicação do tipo "fulano passou as N semanas anteriores viajando/treinando/jogando paciência/em aventuras que não vimos". Isso pode até funcionar bem em termos de planejamento, mas prejudica um pouco o ritmo da história, que fica muito dependente de ganchos interessantes que despertem a curiosidade do leitor (como a maioria tem sido, é preciso reconhecer).
Nota: 8
Melhor diálogo:
[Renee Montoya] Por que eu, Charlie? Oito bilhões de pessoas. Por que eu?
[O Questão] Essa é a questão, não?
Melhor piada:
[F. U. Turo, empolgadão] ...Certa vez, eu conheci uma garota, Magnus...
[Will Magnus] E?
[F. U. Turo] Só isso... Conheci uma garota...
(52 #25-28)
Formato americano, 100 páginas, papel Pisa Brite, capa couché, R$ 6,90, distribuição nacional.



