Melhores do Mundo

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Fev 13

52 #6

Depois de ficar um tempo perdido nas dobras dimensionais entre o antigo e o novo MdM, eis que estou de volta! E aí, sentiram saudades? Pois é, também não senti saudade nenhuma de vocês.

A Guerra Civil já acabou, mas 52 ainda está longe de terminar. Ainda mais aqui nas resenhas atrasadas do MdM...

Tem SPOILER, cambada!

[Mais:]

A sexta edição da série começa bem, com uma capa de J. G. Jones com a clássica pose "herói segurando nos braços um ente querido mortalmente ferido". Entretanto, o artista mudou o ponto de vista da imagem e conseguiu renovar o impacto visual de uma das imagens mais citadas/homenageadas/copiadas nas capas de HQ.


A semana 21 é quase toda ocupada pelos acontecimentos (inclusive anteriores e posteriores) relativos à trágica primeira missão da nova equipe de super-heróis formada pelo programa Homem Comum de Lex Luthor. O grupo foi batizado de "Corporação Infinito", já que Luthor comprou a marca após o fim da antiga equipe, uma idéia muito original (cof cof X-Force do Peter Milligancof cof).

A história vale pela participação dos Novos Titãs, apesar de ser uma equipe bem diferente da que conheci ("Pequena Barda"? Que diabos é isso?) e pela demonstração do grau de filha-da-putice do Luthor. Também temos aparições do agora modafucka Ralph Dibny e da versão espantalho do Tornado Vermelho (a máscara de proteção com a cara do Bender foi uma boa sacada).

Começamos a semana 22 acompanhando Luthor chegar à mesma conclusão que antecipei na resenha da edição anterior: identificar o Supernova como o falecido Supermenino é coisa de adolescente carente. Mas o palpite do vilão também não é dos melhores.

Ainda falando no careca, nesta semana temos a resposta a uma questão levantada após a divulgação do programa Homem Comum: se o programa funciona mesmo, por que o próprio Luthor não adquiriu superpoderes?

Um novo personagem é apresentado: Jon Urso-em-pé, que se torna o Superchefe (é sério!), um super-herói cuja carreira será bem curta, como podemos conferir mais adiante.

O ex-quase-maluco Will Magnus, criador dos Homens Metálicos, tem seu laboratório atacado por... Homens Metálicos! Os divertidos diálogos do cientista com Mercúrio salvam a semana mais fraca (tanto no roteiro quanto na arte) desta edição.

Na semana 23, descobrimos que o ataque ao Doutor Magnus era um rapto, e finalmente conhecemos a ilha onde estão todos os cientistas loucos desaparecidos, pegando sol, tomando drinques cercados de belas mulheres e criando inventos mortíferos, é claro! Diversão pura que combinou muito bem com a arte meio caricata de Drew Johnson.

A busca de Ísis pelo irmão desaparecido finalmente chega ao fim. Com isso, a "Família Marvel Negra" ganha mais um integrante, Osíris (pelo menos não ficou "Adão Negro Jr."...). Será que eles vão ter um "Sr. Malhado Negro" também?

A semana 24 mostra a trágica primeira missão (alguém mais está notando um padrão aí?) da nova Liga da Justiça, formada pela Águia Flamejante, pela novata Projétil, pelo novo Nuclear, pelo já citado Superchefe e pelo Besouro Bisonho.

Sobre este último, na época em que li as notícias sobre 52 nos sites gringos, percebi que o personagem se tornou muito popular entre os fãs e passou a ser bastante citado durante as convenções. Primeiramente, achei que ele era uma espécie de Besouro Azul da época da Liga cômica (aliás, ele foi criado pelo Keith Giffen), um personagem engraçadinho e sem poderes que conquistou a simpatia dos leitores. Entretanto, lendo a história desta edição, parece que o Besouro Bisonho é uma espécie de mistura entre as piadas visuais do Morfo e as piadas verbais que quebram a "quarta parede" típicas da antiga série da Mulher-Hulk (ambos personagens da Marvel).

Voltando à missão da nova Liga, piratas e ciborgues aparecem de uma fenda temporal bem no meio de Metrópolis! O que seria uma missão estranha para a Liga (ou uma HQ comum do MdM) fica mais estranha ainda quando vários cidadãos entram na briga com fantasias e codinomes esdrúxulos, graças ao programa Homem Comum. E tudo piora quando uma nova versão do robozinho Skeets aparece e começa a chacinar os heróis, inclusive encerrando a curta carreira do Superchefe.

Ainda nesta semana, descobrimos o paradeiro do Ajax (ou "Caçador de Marte"), que vinha tentando garantir o fim da agência Xeque-Mate, acompanhamos Adão Negro desfazendo uma das alianças de sua coalizão de poder (o que certamente trará conseqüências dolorosas), vislumbramos mais uma etapa da viagem mística de Ralph Dibny e testemunhamos Amanda Waller montando um possível novo Esquadrão Suicida. Tudo isso com a bela arte de Phil Jimenez, o destaque da edição.


Nas origens resumidas, sempre escritas por Mark Waid e desenhadas por artistas convidados, temos Homem-Animal por Brian Bolland, Adam Strange por Kevin Nowlan, Lanterna Verde pelo brasileiro Ivan Reis e Pantera por Jerry Ordway. A única coisa ruim dessas origens é que perto delas o resto da revista fica parecendo mal-desenhado.

No geral, as boas histórias tornaram esta edição bem melhor que as anteriores e criaram uma boa expectativa para as próximas.

Nota: 8,5.


Melhor diálogo:
[O Questão, após ver a transformação de Amon em Osíris ao dizer o nome do Adão Negro] Adão Negro. Shazam! Ísis!
[Renee Montoya] Que diabos você tá fazendo?
[O Questão] Vendo se funciona pra mim também.

Melhor piada:
Sabendo que os leitores gringos estavam procurando pistas sobre o final de 52 em todos os cantos da série, a equipe da DC colocou o Besouro Bisonho na capa de 52 #24 vestindo uma camisa com os dizeres (em inglês) "ESTA CAMISA É UMA PISTA".

(52 #21-24)
Formato americano, 100 páginas, papel Pisa Brite, capa couché, R$ 6,90, distribuição nacional.


Nerd Reverso Email • 12:29:41 • Quadrinhos, A gente lemos, DCPermalink 23 comentários
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