Onde os Fracos Não Têm Vez Tweet

Vocês por um acaso já viram um filme (ou leram um livro ou HQ, ou viram um programa) e não sabiam direito o que dizer (ou nesse caso, escrever) a respeito? Pois é! É assim que estou me sentindo com a crítica de Onde os Fracos Não Têm Vez, dos irmãos Coen, baseado no livro homônimo de Cormac McCarthy.
Vamos fazer o seguinte, vou tentar colocar as coisas em ordem enquanto escrevo.

Bem, vamos primeiro a sinopse: Llewelyn Moss (Josh Brolin – o eterno Brand de Os Goonies) após uma frustrada caçada no Texas, acaba se deparando com uma cena inusitada: várias picapes, com homens mortos em volta e uma mala com dois milhões de dólares. O homem que não é bobo, pega o dinheiro para ele. Com isso, várias pessoas o perseguem, especialmente Anton Chigurth (Javier Bardem), um insano assassino. Correndo por fora está o Xerife Bell (Tommy Lee Jones), que tenta desvendar o caso, apesar de sua enorme indiferença e conformismo.
Acho que o problema de ficar nesse marasmo criativo é o seguinte. Enquanto rola essa brincadeira de gato-e-rato a trama é muito empolgante! Muito empolgante mesmo! Só que quando dá uma virada inacreditável (algo que deve ser elogiado, pois nunca vi algo parecido antes), em vez de continuar empolgante, o ritmo cai drasticamente. Onde os Fracos Não Têm Vez acaba antes da hora! Os 30 minutos finais se tornam um martírio que te fazem olhar o relógio.

Eu sei que o roteiro é excelente (apesar de achar que os fatos foram jogados a esmo, sem explicação), mas a queda de adrenalina na telona lhe fez automaticamente perder o interesse. Pelo menos foi para mim.
Por sinal, este filme tem oito indicações ao Oscar, incluindo Melhor Filme, Melhor Diretor (no caso, diretores) e Melhor Ator Coadjuvante (Javier Barden).
Não sei se ele merece ganhar as duas primeiras, mas Javier Barden está fenomenal mais uma vez. O cara fez um assassino fodão que não tem o nenhum parafuso na cabeça. E você acredita fielmente. Numa comparação nerd, Anton Chigurth possui os tiros certeiros do Paul Kersey (de Desejo de Matar), a maldade do Racha Cuca e a maluquice do Pica Pau.

Quanto ao resto do elenco, foi muito bom ver Josh Brolin em um papel de real destaque e não um mero vilão filhodaputa qualquer. Ele foi ótimo e espero que ele seja protagonista mais vezes. E Tommy Lee Jones, eu não sei, acho que não é só o seu personagem que está cansado do trabalho. De um tempo para cá só vejo o (excelente) ator fazendo as mesmas caras e os mesmos papéis.
Eu gostei da direção dos irmãos Joel e Ethan Coen, mas de não posso compará-la com seus outros trabalhos já que nunca os vi (como Matadores de Velhinhas e O Amor Custa Caro).
Concluindo, eu nunca vi um filme pular do 80 para o 8 de uma forma tão bruta. Mesmo assim, acho que vale a pena a conferida para pelo menos conferir a excelente atuação de Barden.
Nota 7



