Guerra Civil Especial #2 Tweet

Não adianta. TODO tie-in é safado. TODO tie-in é caça-níquel e TODA mini deveria se sustentar por si só, sem precisarmos recorrer a essa arma editorial muquirana. Infelizmente, os tie-ins hoje são um mal necessário para as editoras, que correm atrás dos lucros perdidos de anos atrás. Já que eles são inevitáveis, então que sejam, pelo menos, bem escritos. Vamos ao review!
Guerra Civil Especial é dividida em três tramas principais: o julgamento do Speedball (que sobreviveu à explosão do Nitro); os ataques misteriosos do Duende Verde envolvendo o Magnum, Ben Urich e os Atlantes; e o envolvimento da repórter e cachaceira Sally Floyd com os rebeldes da Guerra Civil. Todas elas são escritas pelo Paul Jenkins.
Por incrível que pareça, a que vem chamando mais atenção é a história relacionada ao Speedball. Isso mesmo! Quem diria que o bucha-mor da Marvel (até o Joe Quesada nunca escondeu o seu ódio por esse personagem babaca) renderia o melhor tie-in de toda Guerra Civil?

Em sua trama, Speedball sobrevive à explosão do Nitro, mas perde todos os seus poderes... ou não? Em uma luta de boxe na prisão e após tomar um tiro na barriga no seu julgamento por um pai de uma criança morta em Stamford, ele manifesta novos poderes que conseguem ferir até a Mulher-Hulk! Instigante e bem escrito bagaraio... eu odeio o Paul Jenkins, mas tenho que dar o braço a torcer pro cara. Ele tá transformando o Speedball, o maior merdão da Marvel, em um personagem interessante! Nota 10!
Na segunda trama, vemos o que rolou no galpão cheio de atlantes que o Magnun descobriu: o Duende Verde apareceu e matou todo mundo, menos o herói iônico. No meio disso tudo, o próprio Norman Ozzy Osborn aparece no meio de um discurso de um embaixador de Atlântida e mete um balaço no cara... e, depois, o Duende Verde aparece fazendo ameaças a Ben Urich.
Por enquanto, a segunda trama de Guerra Civil Especial está bem confusa, ao estilo clássico do Paul jenkins. Tem todo um segredo muito grande, envolvido em muma história morna, mas com bons diálogos. Vamos ver no que dá. Nota 6.

E, nesta revista, a parte envolvendo a Sally não é muito grande. Um mendigo diz a ela que sabe onde tem uma entrada para a base secreta do Capitão. O final é previsível. Nota 5.
O que eu mais gostei desta segunda edição de Guerra Civil Especial foi a inclusão do one-shot Civil War: Choosing Sides, que eu estava doido pra ler. Aqui, vemos como o Venom, Punho de Ferro, Homem-Formiga, Agente Americano e o Pato Howard lidam com o registro.
Na verdade, esse one-shot é apenas uma introdução aos novos gibis da Marvel (Novos Thunderbolts, Punho de Ferro e a Nova Tropa Alfa) e uma pequena história divertida do Homem-Formiga. Muitas delas não dizem muita coisa, como a do Venom.
Mas duas delas são sen-sa-cio-nais: a do Punho de Ferro e a do Pato Howard.

Na história do Punho de Ferro, vemos um pouco mais de como o Matt Murdock passou o manto do Demolidor pra ele. E como Daniel Rand lida com tudo isso, já que ele também carrega toda a tradição do Punho de Ferro consigo. Apesar de apenas oito páginas, a história é do caralho. Nota 8.
E a outra que vale muito ressaltar é a do Pato Howard! Também com apenas oito páginas, a história é engraçada pra chuchu. O pato safado decide se alistar no plano de registro de super-heróis porque tem uma boa graninha rolando! A história inteira é ele na fila encontrando os tipos mais esquisitos e lidando com a burocracia da SHIELD... e, é claro, tudo em uma metáfora muito bem trabalhada de como a Marvel simplesmente ignora a existência do Pato Howard. Genial! Nota 10.
As histórias do Agente Americano, Venom e Homem-Formiga não dizem nada, por isso ficam sem nota.
Resumindo: Guerra Civil Especial é uma revista bacana, mas é cara. Só compre se você gostar muito de Guerra Civil, a mini principal. Mas muito, mesmo. Senão, é um desperdício de dinheiro.
(Civil War: Frontline #6-9, Civil War: Choosing Sides)
Formato americano, 164 páginas, papel Pisa-brite, R$ 16,90, distribuição nacional.



