Johns fala sobre o passado e o futuro do Superman Tweet

O roteirista Geoff Johns falou sobre seus planos para a Action Comics após sua história com Richard Donner. O gibi passa a ser desenhado por Gary Frank e vai mostrar o (re)encontro do Super com a Legião dos Super-Heróis.
Tem spoiler, cambada.

Com o desenho da Legião nas TVs gringas, e os aniversários tanto de 50 anos da Legião quanto de 70 anos do Superman em 2008, o roteirista Geoff Johns resolveu retconizar mais um pouco a cronologia da DC (a especialidade dele) pra cruzar novamente a história desses personagens.
O cãozinho do retcon falou tanto ao IGN quanto ao Newsarama sobre o assunto, então nós safadamente traduzimos só o que ele disse de mais significantemente significativo.

Sobre o arco em questão, que começa em Action Comics #858 e se chama "Superman and the Legion of Superheroes", Johns disse que o arco segue "The Lightning Saga" (crossover entre a LJA e SJA que, entre outras coisas, reapresentou a Legião), mas que não é uma continuação direta, não é necessário ler um para entender o outro.
— Sempre quis fazer um arco de histórias para recolocar a Legião no passado do Super [como era no pré-Crise], porque há uma história muito rica ali. O Superman se tornou o herói que ele é tanto por seus pais quanto pelo que aprendeu em suas aventuras com a Legião dos Super-Heróis. Acho que, para um garoto que não se encaixava e se sentia como um alienígena, achar pessoas como ele que o fizeram se sentir um deles foi muito importante para tornar Clark Kent um indivíduo bem resolvido consigo mesmo, diz o escritor.

Sobre o trabalho de "conserto de cronologia" que tem feito, Johns diz que "assim como em Lanterna Verde: Renascimento, essa história é construída em cima das emoções do personagem em vez de simplesmente mover as peças da história para levar o personagem onde quero. Dessa vez, é uma jornada sobre o Superman descobrindo por que essas pessoas foram e continuam sendo importantes pra ele, e como eles ajudaram a moldar seu passado e eles irão moldar o seu futuro. E como ele faz para ajudá-los quando eles precisam". O autor continua:
— Já toquei nesse aspecto antes em "The Lightning Saga"; quando o Superman era um garoto ele era o único que podia voar, entao quando ele conhece Rapaz-Relâmpago, Satúrnia e Cósmico, foi algo importante pra ele. Depois ele descobre que haviam vários deles, que a maioria era de alienígenas humanóides que vieram pra Terra para entrar na Legião, então quando está com eles ele sente como se fosse apenas mais um membro do grupo. A continuidade a gente acaba ajeitando de uma forma ou de outra, porque é divertido fazer isso, mas enquanto você tiver um núcleo emocional, acho que você pode fazer qualquer continuidade se encaixar se forem histórias que fazem parte da jornada emocional do personagem. Nesse caso, o Superman não interagiu com a Legião original por muitos anos, então você leva isso em consideração e conta a história de por que isso aconteceu e de como esses bons amigos se vêem depois de todo esse tempo.

Ao ser perguntado sobre quando, na primeira edição do arco, o Super fala que não vê a Legião desde a Crise, se a Crise citada é a Crise nas Infinitas Terras, Johns diz que sim, e completa dizendo que esse arco vai explicar porque a Legião passou tanto tempo sem fazer contato com o Super.
Ao revelar mais detalhes sobre a história, o autor conta que o Super precisa ir ao futuro da Legião (que é diferente do que ele se lembra), no qual aconteceram coisas (que têm a ver com o Super) que obrigaram a Legião a debandar. E eles agora precisam lidar com as conseqüências disso. Os vilões do arco são a Liga da Justiça do futuro, mas não são contrapartes futurísticas de heróis atuais [cof cof DC Um Milhão cof cof], mas sim personagens familiares aos leitores antigos da Legião, heróis que tentaram entrar no grupo e foram rejeitados.

Sobre a bagunça que essa coisa de ter novamente a Legião no passado do Super (o que a DC tentou apagar no pós-Crise), e se isso não criaria uma confusão na continuidade da Legião e no título atual do grupo, Johns diz que a parte boa é que todas as histórias clássicas da Legião com o Superboy aconteceram e que ele não pode falar sobre a Legião ainda, porque há um grande aniversário ano que vem, então ele não pode antecipar as surpresas.

O escritor tem dado dicas sobre as grandes mudanças que tem feito no passado do Superman desde que passou a escrevê-lo após a Crise Infinita, mas ao ser perguntado se pretende explicar a infância do Super na atual continuidade em detalhes, Johns disse apenas que "Sim, 2008 é o ano ideal pra fazer isso. Teremos surpresas para todos os títulos do Superman em 2008. Quero fazer com eles o mesmo que fizemos com Green Lantern e Green Lantern Corps [onde Johns vem mostrando a saga "Sinestro Corps War"].

Sobre como é ter Gary Frank como desenhista, Johns afirma que "Gary é fantástico. Pra mim, ele é o artista perfeito para o Superman porque combina um estilo brilhante, muito limpo e muito moderno, mas com alguns traços tanto das influências de Curt Swan [artista crááááássico do Escoteirão] e do ator Cristopher Reeve sobre o Superman. Então, visualmente, você percebe que ele é o herdeiro natural pro gibi do Super e todos os seus personagens. Eu olho pros desenhos dele e penso que ele obviamente deveria estar desenhando o Superman. E ver um cara como Gary, que fez todo aquele maravilhoso trabalho de design e ação em Poder Supremo, chegar e fazer a sua versão da Legião, reapresentar a Legião original, é algo realmente incrível".
Johns termina ressaltando que o plano dele e do Gary Frank é continuar no título pelo maior tempo possível, talvez alguns anos.

Pelo visto, jogaram foram a origem do Byrne (Homem de Aço) e também a do Waid (Legado das Estrelas) e ano que vem teremos uma nova origem do Escoteirão escrita por Geoff Johns. Tenho que dizer que fiquei meio cabreiro com algumas das mudanças do Johns, principalmente os poderes do Clark já na juventude. O Supermenino é uma idéia que, como leitor pós-Crise, me parece um tanto anacrônica. O Ultra, por outro lado, que venera a Era de Prata, está dando pulos de alegria. A comparação com Lanterna Verde: Renascimento também soa um tanto infeliz, tendo o lado bom apenas na possibilidade de uma saga nos moldes de "Sinestro Corps War" para o Azulão.
Quanto à Legião dos Super-Heróis... putz, quem se importa com eles? A fase de Mark Waid e Barry Kitson era legalzinha, mas estou pouco me lixando pra Legião clássica. O que importa disso tudo é: GARY FRANK NO SUPERMAN!
Comemorem, nerds! COMEMOREM!!!


