Melhores do Mundo

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Out 15

Guerra Civil #4

Chegamos à mais fraca das edições de Guerra Civil. Quer dizer que ela é ruim? Pelo contrário, ainda tá bom pacaralho!!! Ah, sim... tem toneladas de spoilers!

[Mais:]

Como falamos no sexto podcast MdM, essa é uma edição polêmica. Temos uma puta broxada com a revelação de que o Thor que arregaça todo mundo é um clone, a morte de um personagem completamente inútil como o Golias Negro e a completa deturpação de valores do Homem de Ferro e Reed Richards ao chamar o Mercenário e seus capangas assassinos. Porra, o Mercenário matou a Elektra e a Karen Page, caceta!!!

Então essa edição é uma merda? Claro que não! Ainda assim é boa pra chuchu!

Boa porque Mark Millar consegue fazer uma cadeia de eventos incrivelmente foda. A batalha com o Clone do Thor é muito boa e rende momentos fantásticos, como o ataque alucinado do Hércules e a revolta da Mulher Invisível... e a morte do Golias Negro, é claro, que rendeu uma cena chocante no seu funeral (o enterro dele deu arrepios graças, é claro, pela mente insana do Millar aliada ao trio artístico McNiven, Vines e Hollowell).

É a partir daí que toda a história tem a sua virada... Sabe aquelas brincadeiras de criança que só percebemos que são perigosas quando alguém se machuca? Pois é... a morte do Golias Negro é o catalisador das mudanças. O Aranha começa a duvidar se está realmente do lado certo, o Falcão Noturno junto com o Cable, Estatura e mais alguns heróis debandam dos Vingadores Secretos do Capitão América e, mesmo que não faça sentido algum, Reed e Tony procuram os assassinos seriais do Mercenário, Venom e sua tchurminha para caçar Steve Rogers.

"Pô, Change... acontece um monte de coisa nessa revista, não é? Onde tá o foco dela?", me pergunta o ávido leitor.

O foco não está na morte do Bill Foster, no recrutamento dos assassinos, no clone do Thor ou na dúvida do Homem-Aranha, mas sim na Sue Richards, a Mulher Invisível. O caos atingiu certo nível que fez a loirona abandonar sua família. Quem leu a revista sabe que o ponto alto é o bilhete que Sue deixa pro Reed. Cara, o Mark Millar é demais!

Se por um lado Guerra Civil marcou a descaracterização de alguns personagens, como a Vespa, Reed Richards e, em alguns momentos, Tony Stark, ela reafirmou para sempre a personalidade da Sue Richards. Simplesmente fo-da! Sei que sempre pélo o saco do Millar por aqui, mas nunca pensei que ele fosse capaz de fazer algo com tamanha sensibilidade.

Sim, a qualidade desta edição caiu bastante, mas Millar tem uma porrada de boas idéias na manga. E a equipe gráfica continua com tudo em cima.

Nota 7.


(Civil War #4)
Mini-série mensal em sete edições, formato americano, 28 páginas, papel LWC, R$ 3,90, distribuição nacional.


Perdeu, Goliasnete!


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