52 #2

Continua a série semanal que sai mensalmente. E, mais uma vez, com a resenha mais atrasada que o pagamento do aluguel do QG do MdM. Confiram abaixo, mas não esqueçam que contém SPOILERS!
SIGAM-ME OS BONS!Se a edição anterior estava recheada de buchas, essa está ainda mais! E isso é ótimo! É muito legal ver essa grande equipe de escritores utilizando personagens pouco ou nada heróicos para conceder tridimensionalidade ao DCverso.
Na semana 5, descobrimos o que aconteceu com os buchas que foram pro espaço (literalmente) durante a Crise Infinita. Acreditem, alguns se ferraram bonito!
O destaque fica para o ótimo diálogo entre Alan Scott e Ellen Baker (a esposa do Homem-Animal), o banho da Koryander, a Moça-Gavião (não era "Mulher-Gavião"?) de oito metros e um anúncio de Lex Luthor que cai como uma bomba no mundo sem a trindade.
O lado ruim da história é o desenhista Chris Batista, que tem um traço até razoável, mas não passa empolgação nenhuma nas cenas de ação.

A semana 6 começa com a típica situação de luta combinada entre um falso herói e um falso vilão. E não precisa ser muito esperto pra sacar que isso vai dar merda em breve. Mas apesar do clichê, essa é a melhor "semana" desta edição.
Super-heróis dos Eua invadem o território de outro país, que envia seus próprios superseres pra resolver o assunto. Também não é uma situação incomum. Na Liga da Justiça do Giffen, por exemplo, essa treta rolou entre a Liga e os Sovietes Supremos. Dessa vez os homens de ferro da Rússia estão do lado dos lanternas verdes e o país hostil é a China. Só que os super-heróis chineses contam com a ajuda do Adão Negro, que vem roubando a cena sempre que aparece desde a primeira edição.
Mesmo num universo ficcional tão fantasioso, o discurso do Adão Negro parece criticar diretamente a política externa dos Eua e a imagem que o país tem de si mesmo. Aqui, assim como em Guerra Civil, os dois lados têm razões justificáveis; ninguém está totalmente certo ou errado. Mas por enquanto estou torcendo para a coalizão kahndaquiana.
Por fim, esta "semana" mostra uma página dupla sensacional quando o Gladiador Dourado entra no laboratório de Rip Hunter. Não é uma cena de ação, mas uma cena repleta de informação. A quantidade de pistas estrategicamente colocadas ali é impressionante. Quando li a revista, parei uns 10 minutos nessa página. O melhor é saber que nada está ali por acaso, que (quase) tudo ali é referência ou à própria série 52 ou a eventos futuros do DCverso. Pelo que li nos sites gringos, só uma das pistas acabou ficando sem sentido porque os roteiristas decidiram não desenvolver a história em questão.

A semana 7 começa com Adam Strange e seus amiguinhos brincando de Jardim do Éden; segue com Montoya reencontrando uma velha paixão que vai ganhar importância no futuro da DC (e quem lê os spoilers dos posts do MdM já deve saber de quem se trata); e finalmente é respondida a pergunta sobre um possível furo de roteiro láááááá em Crise de Identidade. A resposta é mais simples do que se poderia imaginar, mas convence.
Ah, sim, lembram da farsa da semana anterior? Pois é, sobrou pro Gladiador Dourado. Quase dá pena dele. Quase.
E no final aparece um sujeito que lembra o Galactus, mas não faço a menor idéia de quem seja.

Na semana 8, John Henry Irons discute com a sobrinha aborrescente e depois ganha uma lataria nova sem querer querendo. De birra, a pirralha se oferece pra ser cobaia do Luthor (percebe-se que ela puxou o lado menos inteligente da família).
O onipresente Ralph Dibny e o Arqueiro Verde meio emo descobrem algo estranho em Star City (que nós só veremos mês que vem). Um novo super-herói misterioso aparece em Metrópolis, enquanto a popularidade do Gladiador Dourado desce pelo buraaaaaaco. Adam Strange e o Homem-Animal vão procurar Estelar e caem numa cilada, Bino!
Essa é aquela típica historinha que só serve pra criar ganchos pra edição seguinte. Pelo menos o nível dos diálogos continua acima da média das revistas mensais.

No finzinho da revista, mais um pouco de "Universo DC for Dummies" com a Donna Troy, o que só é interessante pros leitores novatos mesmo. Pra galera das antigas, serve pra refrescar a memória.
No aspecto editorial, a revista mantém o padrão da edição anterior. É apresentado um resumo das semanas anteriores com alguns fatos fora de ordem, mas nada que atrapalhe o entendimento. Além disso, entre as histórias podemos ver as belas capas de J.G. Jones, o que sempre é bacana (a capa com o John Irons merecia um pôster!).
No geral, essa é uma edição bem inferior à anterior, mas tem seus bons momentos que salvam a revista.
Nota: 6.
(52 #5-8)
Formato americano, 100 páginas, Papel Pisa Brite, capa couché, R$ 6,90, distribuição nacional.
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