Melhores do Mundo

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Ago 22

Quadrinhópole #3

Tudo o que a revista Quadrinhópole precisa de você é uma chance. Em um cenário com tanta coisa ruim sendo lançada, a revista editada por Leonardo Mello e André Caliman é uma gratíssima surpresa. Não deixe de comprar as revistas norte-americanas de que você tanto gosta, mas gaste seu dinheiro uma vez com essa revista antes de comprar aquela do seu herói que não tem uma boa história há milênios.

São R$ 3 que custam muito pouco pela qualidade da melhor revista nacional desde a extinta Kaos.

[Mais:]



Undeadman – Maldição Perpétua, parte 2 de 4
Por Leonardo Melo (roteiro) & André Caliman (arte)

Undeadman conta a saga de um homem que não pode morrer. Com ecos de Highlander, a história remonta até a idade média com um cavaleiro que é amaldiçoado com a imortalidade.

A arte crua de Caliman chama a atenção e combina com o cenário de cavalaria e fantasia. Nesta edição, o artista consegue manter um padrão constante, uniforme e agradável em toda a história, que é um flashback de como o personagem principal conheceu o feiticeiro que o amaldiçoa.

O roteiro de Melo é fechado e sem problemas. Talvez pelo fato da maioria dos leitores de quadrinhos estar acostumada ao flashback como um recurso para "encher lingüiça", a história pareça sem ritmo. Na verdade, o bom texto garante o interesse pela continuação. De cansativo mesmo, apenas o uso dos quadros para o texto do narrador. Nada que faça a história destoar.

Nota: 8,5



Absoluto
Por José Aguiar

Bom...
O Aguiar é foda.
Ele é foda mesmo. Sério.
Desde a inesquecível FF: o eu insaciável do não eu, de André Valente, não vejo uma história curta tão boa. O pior é que é um daqueles raros casos em que o resenhista não tem o que falar sem estragar a surpresa.

Basicamente, a história é foda. O Aguiar também.

Nota: 10,5



Fim
Por A. Moraes e Jean Okada

A Quadrinhópole custa apenas R$ 3. Se tudo que viesse nela fossem os desenhos de Jean Okada, seria uma pechinha vergonhosa pelo talento inegável de um dos melhores trabalhos nacionais de 2007. Guarde esse nome, o cara é fera.

A história conta basicamente como será a vida da última sobrevivente do fim do mundo. Uma mistura de Verdade Inconveniente com um interessante exercício de ficção. O roteiro de Moraes conduz bem a história, ainda que seja indiscutível que impressionante é o traço magistral de mestre Okada.

Nota: 10



O que fazer com os ossos? *
Por Leonardo Melo (roteiro), Joelson Souza (desenhos) e André Caliman (arte final)

* Adaptação de peça teatral de João Luiz Fiani

Adaptações de histórias em diferentes linguagens não é fácil. A literatura sofre e já sofreu muito com isso no cinema — Machado de Assis que o diga —, os quadrinhos ainda não se recuperaram completamente de um certo Joel Schumacher.

Quando a pretensão é adaptar uma peça teatral para os quadrinhos, a coisa é ainda pior. O palco é o cenário do ator, os quadrinhos são o universo em que o espaço é o tempo. Daí para se criar algo completamente gratuito e verborrágico não é difícil. Não é mesmo.

Felizmente, o trabalho dos três artistas – especialmente a arte final de Caliman – traz uma boa e interessante história com uma proposta estética original. Se não houvesse um aviso de que se trata de uma adaptação, dificilmente você perceberia que essa história não nasceu para os quadrinhos. E vai ver que nasceu mesmo.

Além disso, dá uma puta vontade de ver a peça :-)

Nota: 8

Bugman recomenda Quadrinhópole...


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