Waid fala da volta do The Flash Tweet

O roteirista conta detalhes do novo-quase-ex-título do novo-ex-defunto velocista da DC Comics.
Oboviamente, tem SPOILER!
Após a morte do último Flash (sim, eles morrem quase tanto quanto os Robins) em The Flash: Fastest Man Alive #13, A DC trouxe Wally West de volta no crossover entre a Sociedade da Justiça e a Liga da Justiça, "The Lightning Saga".
O novo-antigo Flash resolveu suas pendências no especial All-Flash, já sob a batuta de Mark Waid. Tudo para que a nova fase do personagem, que se inicia na ex-cancelada revista The Flash #231, pudesse correr sem obstáculos.
Waid falou ao Comic Book Resources sobre o personagem e sobre a nova-antiga revista. Confiram as principais declarações do autor.
"A vida de Wally West é como o maior sonho de qualquer fanboy virando realidade. Adoro o fato de que ele é o primeiro sidekick na história dos comics que realmente cumpriu o que foi prometido. Ele é o primeiro cara que realmente cresceu para se tornar aquilo que ele foi treinado para ser desde que era um menino."
"Desde que era pequeno, Wally era um tremendo fã do Flash e, graças a uma imensa sorte, acabou fazendo com que aquela atividade, que era sua grande paixão e seu hobby, virasse sua profissão. E é nisso que me sinto próximo a ele; que a carreira de Wally e a minha não são tão diferentes, já que desde que eu tinha seis anos, o que eu queria fazer era escrever para a DC Comics. E me vi envolvido com esses personagens, de forma que meu hobby, minha paixão e minha profissão acabaram sendo a mesma coisa."
"Wally é definitivamente o fanboy que deu certo. Nós não sabemos o que é ter nascido em Krypton e não sabemos o que é ter os pais assassinados num beco escuro, mas quase todo mundo que lê quadrinhos de super-herói sabe o que é idolatrar aquilo como um fã e sabe como é a emoção de se imaginar sendo capaz de fazer parte daquele mundo."
"The Flash dá a você algo que nada mais na DC oferece: um gibi adulto de aventura que é ao mesmo tempo muito divertido e muito dramático. Em termos de clima da história, adoro o fato de podermos ver o outro lado da moeda. Ela pode ser geralmente acolhedora e divertida, aí você vira a página e, de repente, você descobre algo que é muito mais dark e dramático do que havia notado antes."
"Eu sinceramente não faço idéia se o Wally vai entrar para a Liga da Justiça ou não. Não sei o que está acontecendo no gibi da Liga, em termos de continuidade, há um ano. Nenhum outro escritor da DC sabe. Justice League fica no seu próprio cantinho do mundo e sabe-se lá o que vai acontecer ali."
"A idéia por trás desse relançamento do título é que você possa entregar a primeira edição nas mãos de alguém que nunca leu o gibi antes, que nunca tenha lido um gibi da DC Comics, que nunca tenha lido um gibi de super-herói, e que essa pessoa consiga ler e entender, e não sentir que precisaria ter lido 45 outras revistas para acompanhar essa. Foi por esse motivo que fizemos o All-Flash; foi uma edição única para ajudar a limpar a bagunça e amarrar as pontas soltas para podermos começar uma nova série. The Flash #231 foi planejada para ser lida como uma primeira edição. Ela foi preparada para funcionar como o primeiro episódio de uma série de TV. Todos os elementos necessários estão ali mesmo."

Não sei quanto a vocês, mas estou muito ansioso para rever o trabalho Mark Waid no Flash!
Comecei a ler o ligeirinho na primeira passagem do Waid pela revista do personagem, na fase em que os desenhos eram do recém-falecido Mike Wieringo. Os desenhos vibrantes e cheios de vida e os roteiros centrados nos dramas e alegrias de Wally West passavam exatamente a impressão que o roteirista ressaltou na entrevista: que estávamos lendo a vida de um cara como nós, mesmo que ele tenha aqueles incríveis poderes.
Se essa nova fase do Waid tiver metade da qualidade daquela dos anos 90, podem apostar que esse será um dos melhores gibis de super-herói dos próximos anos.



