Guerra Civil #2 Tweet

Saiu a segunda edição do evento do ano: Guerra Civil!
Como vimos na última edição, a Lei de Registro de Super-Humanos vai ser aprovada. Após o desastre de Stamford, a lei ganha força e os heróis ficam em baixa. O Atocha-Humana foi espancado do lado de fora de uma boate e os heróis repensam como vão lidar com seus assuntos.
A proposta da lei é bem simples: os heróis começam a trabalhar pro governo. Vão receber treinamento, salário e só vão entrar em ação como agentes federais. Porém, contudo, entretanto e todavia, suas identidades secretas serão perdidas para o governo norte-americano.
Com isso, os heróis começam a se dividir em dois: o lado pró-governo, liderado pelo Latinha, Sr. Fantástico e Hank Pym, e a facção fora-da-lei, com o Capitão, Falcão, Demolidor etc.
Com a ação do lado pró-registro nas ruas, com o Homem de Ferro no comando, os heróis começam a recuperar a popularidade perdida. A população volta a confiar nos heróis. Porém, por debaixo dos panos, os heróis não-registrados são caçados como cães. As vítimas desta edição são os Jovens Vingadores, em uma alucinante cena de fuga do Patriota (como esse pirralho é à prova de balas?).
Enquanto isso, ao final do gibi, o Homem-Aranha e Tony Stark fazem uma revelação surpreendente ao mundo todo (não, eles não são um casal gay).
Bom, já sei tudo de Guerra Civil, de tanto que cobri as notícias que saíam lá fora. Isso tirou o tesão de ler o gibi? Não! Como não me canso de repetir, Mark Millar é FODA. O ritmo narrativo do cara é sensacional! Ele injeta o mesmo nível de tensão tanto na fuga alucinada dos Jovens Vingadores quanto em uma simples conversa de Reed Richards com a Sue sobre a Lei de Registro de Super-Humanos.

E o final? Ah, o final! O maior acontecimento dos últimos tempos nos quadrinhos te faz pular da cadeira, mesmo você já sabendo o que acontece. Mark Millar não é bobo. Ele conseguiu sua virada fenomenal de roteiro e trilhou o caminho passo a passo para fazer você chegar doido à última página desta edição.
Outro ponto importante a ressaltar é que, por enquanto, nenhum dos personagens está sendo favorecido. Ao mesmo tempo que entendo que a identidade secreta é importante para os super-heróis, vejo o registro como uma evolução natural do papel do herói. A identidade secreta não seria um preço barato para garantir uma melhor interação dos heróis com a sociedade? Mas, por outro lado, a independência é necessária para os heróis. Muitas vezes, eles precisarão se opor ao governo, também.
Mark Millar é gênio. Certamente é o roteirista em atividade mais picão nos comics americanos.
E o que falar da equipe gráfica? Elogiar Steve McNiven é chover no molhado, então vale muito ressaltar a ótima arte-final do Dexter Vines e as cores de Morry Hollowell, que dão todo o charme da revista.
Lendo esta segunda edição, entendi o porquê dela ter vendido ainda mais que a primeira, fato raríssimo no mundo das HQs.
Não há outra nota para essa maravilha senão 10.
Uma pena ter tão poucas páginas!
Minissérie mensal em sete edições, formato americano, 28 páginas, papel LWC, R$ 3,90, distribuição nacional.



