Duro de Matar 4.0, por Mallandrox Tweet

"McClane, você é um relógio de corda no mundo digital!"
Arghhhhhhhhh (Mallandrox dá uma voadora no computador)!!! Sim, empolgados leitores, essa frase profanada no meio do filme encaixa como uma luva no significado de sua existência. Nessa onda de revival com Rocky, Tartarugas Ninjas, Transformers e futuramente Rambo lucrando com os nerds saudosistas, por que não um Bruce Willis sexagenário querer uma fatia desse bolo também?
Duro de Matar 4.0 poderia tomar dois rumos: ou ser mais próxima do primeiro, com um John McClane que consegue ser sortudo e azarado ao mesmo tempo e que se fode de verdade como uma pessoa normal, ou ser mais próxima ao segundo e terceiro, isto é, Bruce Willis interpretando Bruce Willis, um cara fodão, que quebra todo mundo e tem sempre uma frase de efeito na ponta da língua!

Apesar de preferir muito mais Duro de Matar a suas seqüências, não posso esconder a minha felicidade após assistir Duro de Matar 4.0. A diversão é a mesma quando reunimos os MdMs para assistir Comando para Matar e Stallone Cobra. Lembram da minha critica de Transformers em que disse que o filme era ruim de propósito? Pois é, aqui a regra também se aplica! Fizeram o impossível se tornar algo banal para John McClane.
No filme, o tira atinge um helicóptero com um carro da policia, desvia de carros voadores, enfrenta o Homem-Aranha (é sério! Ele mesmo fala isso!), foge de um caça usando um caminhão (quero ver o Antônio Fagundes fazer isso) e desafia várias vezes as leis da física!

A história não poderia ser mais simples e ridícula. John tem que resgatar sua filha, salvar a pele de um hacker bonzinho (Justin Long, o nerd mazela de Com a Bola Toda) e ainda livrar os EUA de hackers malvadinhos liderados por Thomas Gabriel (Timothy Olyphant, o cafetão mau de Show de Vizinha). Enfim, mais um dia normal para o detetive mais boladão e pilhado da Terra.
Como eu bem disse anteriormente, a intenção foi de transformar o filme dirigido por Len Wiseman no mais fantasioso possível, tanto que idade para John McClane não é nada, o cara continua com seu físico de jovem, não parando nem para beber uma agüinha. Seus ferimentos são superficiais, ele até sangra, mas não manca e nem sente dor. E até quando sua filha é seqüestrada, ele na maior tranqüilidade diz que o plano de resgate será "salvar Lucy e enfiar a porrada nos bandidos". E até quando o chefão tenta negociar um acordo com McClane, que só fica soltando frases de como irá sempre triunfar no final, ele desabafa "mas não dá para conversar com esse cara!". É aquele filme de macho, típico dos anos 80/90 e que não existe mais! Esqueça dos problemas e veja Bruce Willis descer a moléstia na bandidagem sinistra, essa é a temática!

Duro de Matar 4.0, que originalmente tem o péssimo nome de Live Free or Die Hard, ainda tende a ser o mais nerd de sua saga. Os vilões são nerds, o ajudante-mirim é nerd, tem uma porrada de piadas nerds (uma, obviamente, tinha que ser sobre Star Wars) e ainda tem a participação especial do rei dos nerds: Kevin Smith!
E para ilustrar, as duas únicas atrizes que aparecem são gostosas pra dédeu! Mary Elizabeth Winstead mostra que a filha de John cresceu e ficou uma delicia! E Maggie Q é uma asiática quebradeira de cair o queixo!

Se você prefere os filmes de ação mais "pé no chão" do Bruce Willis, recomendo assistirem 16 Quadras. Esse seria um Duro de Matar 4 perfeito se quisessem puxar mais para o primeiro filme.
Finalizando, que eu já falei demais, Duro de Matar 4.0 não é melhor que os dois primeiros e não chega a ser um bom filme, mas é um filme divertido do Bruce Willis. Mesmo assim, é imperdível se você teve uma infância saudável que nem a minha, que via o Duro de Matar toda semana no Temperatura Máxima.
E Yipee-ki-yay, mothafucka!
Nota 8



