Transformers, por Ultra [o justo] Tweet

A história do filme é banal, típica de um RPG mestrado pelo Change: planeta entra em guerra; mundo vai pra Jesus; artefato especial cai na Terra; nerd looser [duplamente fodido] entra sem querer na quizumba; pau come; o bem vence e o nerd looser deixa de ser looser e pega a gostosa [que obviamente só dava mole pros fortões da escola no começo do filme]. É isso, nada demais. Tem leitor do MDM que faz um plot assim sem muito esforço. O que sobra, então?
Nada, respondo sem medo de ser feliz, apenas o mais importante: elementos para empolgar o desgraçado com a bunda na cadeira do cinema preocupado em não derrubar a pipoca do saquinho. Transformers não é o filme mais complexo de todos os tempos, mas tem todos os elementos de que você precisa para se divertir numa noite fria de inverno. Afinal tem explosões, mulheres [bem] gostosas, carros fodões e robôs gigantes. Do que mais eu preciso?
Fui à sala de projeção com a seguinte esperança: quero ver robôs saindo no tapa do começo ao fim do filme e nada mais. Talvez seja algum desejo calcado na frustração de nunca ter tido um boneco do Gigante Guerreiro Daileon... Quem sabe, né? E não é que me surpreendi! Além da bela e prolongada batalha final, o filme conta com um punhado de piadas ruins engraçadas. Situaçõezinhas bobas que provocam enjôos em alguns espectadores mais exigentes e risadas estrondantes nos mais relaxados. Para você entender melhor, faça o seguinte exercício mental: imagine piadas escritas para o programa Os Trapalhões sendo interpretadas por robôs gigantes. É isso. A cena do jardim e a do aeroporto são impagáveis [se você tem um espírito jovial como o meu, claro].
É isso. Deixe o cérebro em casa, compre sua pipoca sem culpa [pipoca engorda, porra], sente na cadeira do cinema e relaxe. Você verá [ou viu, sei lá] um filme médio, mas tão divertido quanto os outros filmes pipocas de 2007 [e melhor que Homem-Aranha 3].
Nota 7



