Os Novos Vingadores # 41 Tweet

Não é a melhor revista das bancas, por causa da Miss Marvel, mas ainda assim vale cada centavo.

Coletivo – Parte 2, 3 e 4
Brian Michael Bendis & Mike Deodato Jr.
Uau. O termo “de perder o fôlego” é levado muito, MUITO a sério por Bendis. Os Vingadores continuam tentando descobrir quem é o misterioso superser que derrotou a Tropa Alfa e parece ser invencível enquanto precisam barganhar com a Shield, sem que eles saibam o que é a Dinastia M.
Há tempos os Comics mergulharam na armadilha das continuações. Esta história não seria diferente, se Bendis não encarasse essa questão como uma possibilidade e não como uma armadilha. Antes de cada continuação, descobrimos mais um elemento relevante da história além de passarmos por várias surpresas em cada página.
Se fosse um Chuck Austen da vida, veríamos várias lutas intermináveis, declarações clichês até que a história concluísse tudo na última edição. Felizmente, temos Bendis aí.
Até gosto de Mike Deodato, mas a arte dele não está no mesmo nível de outros parceiros mais usuais de Bendis. Apesar disso, seu trabalho está acima do regular e tem ótimos momentos no decorrer da história.
Nota: 9,5

A melhor dos melhores
Brian Reed & Roberto De La Torre.
Ainda não entendi muito bem porque a Miss Marvel está neste mix. Ok, porque ela é dos Vingadores? Tragam histórias do Homem de Ferro, Falcão ou até do Bucky na segunda guerra...Qualquer coisa, mas isso não...
Carol Danvers, em sua jornada para se tornar uma super-heroína de primeira grandeza, enfrenta as Ninhadas e um caçador intergaláctico. Por incrível que pareça, não houve viagens no tempo. A história se passa no século 21, apesar de ninhada, espaço e Miss Marvel. Só faltavam os Novos Mutantes.
Reed é um roteirista fraco. Recorre aos quadros de forma quase banal, como se fossem os balões usados nos anos 80 (já reparam que eles desapareceram em algum ponto dos anos 90?) e freqüentemente precisa recorrer às conclusões dos personagens para que o leitor entenda qualquer coisa.
O trabalho sem sal de De La Torre também não enche os olhos. É o grande ponto fraco da revista, que tinha tudo para ser perfeita...
Nota: 3

Rotas de Colisão – Parte 2
Ed Brubaker & Mike Perkins
Brubaker faz uma aposta com Bendis e está ganhando. Há muito tempo as histórias do Capitão América não eram tão boas e, indiscutivelmente, está é uma das fases mais importantes do herói em todas as suas décadas de existência.
O motivo? Durante muito tempo o Capitão foi subestimado como um personagem exclusivamente político. A única chance de fazê-lo ter boas histórias seria colocando ele como uma metáfora dos Estados Unidos, o que deu certo muitas vezes e foi absurdamente piegas e irritante em outras (como no especial do 11 de Setembro).
Agora, Brubaker vem fazendo o leitor perder o fôlego com um arco absolutamente irretocável. Ao contrário da DC Comics, a ressurreição de Bucky ganhou contornos mais verossímeis e dramáticos, além de ter conquistado a simpatia dos leitores pelo motivo óbvio: é um arco sensacional.
Desde o Demolidor de Bendis – que está com Brubaker agora – eu não fico tão ansioso por comprar uma revista nas bancas. Palmas para o roteirista.
A arte de Perkins é outro achado. Um grande texto, uma grande arte. É para se aplaudir de pé.
Nota: 10
(New Avengers: Illuminati; New Avengers 16; The Sentry 7; Giant-Size Ms. Marvel 1)
Revista mensal, formato americano, 100 páginas, papel Pisa-brite, R$ 6,90, distribuição nacional
Bugman curte essa revista. Mas talvez ela pudesse ter menos páginas e ser mais barata...



