Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado - por Hell

Bão, como vocês todos sabem, achei o primeiro filme do Quarteto divertido porém deveras desacerebrado... Aquele tipo de filme que mastiga demais a história e usa resoluções rápidas e imbecis pra fechar situações chave do roteiro... A pergunta era, Quarteto 2 será diferente?
A resposta: É CLARO QUE NÃO, PORRAAAAAAAAAAA!!!!
O filme começa mostrando a nuvem intergalática (Galactus, sim ele é uma nuvem, mas a sua silhueta por vezes lembra o clássico balde na cabeça) devorando um planeta qualquer pra logo em seguida o Surfista Prateado sair do meio dos escombros rumando pelo universo em busca de um outro planeta pra satisfazer a fome do Devorador de Mundos...
Aí o filme já entra no ritmo habitual de gags e situações mesocômicas, principalmente envolvendo Johnny Storm e Ben Grimm... Os membros do Quarteto são celebridades, e com isso têm que enfrentar os problemas recorrentes: assédio da imprensa, fofocas televisivas, fãs histéricos etc.

Os problemas de relacionamento começam. Reed e Sue estão de casamento marcado, porém o cientista se perde nos seus projetos e afazeres científicos e acaba por não dar atenção necessária pra sua cocota. Sue por sua vez (Alba numa caracterização estranhíssima com seu cabelo platinado e lentes de contato gritantes parecendo uma alienígena) vai ficando decepcionada com a sua relação.
Ben namora com Alicia e isso meio que incomoda Johnny Storm, o dândi do grupo, vaidoso e extremamente fútil. Ele sai com mulheres maravilhosas, mas não sabe o que é o amor verdadeiro (putz... mais clichê, impossível!!!).
Nesse meio tempo o Surfista chega à Terra e vai gerando anomalias devido ao seu "poder cósmico" (fazendo nevar no Egito, congelando mares e trazendo VICTOR VON DOOM de volta à vida) e começa a criar crateras no planeta... O governo busca a ajuda de Reed pra saber qual é a do fenômeno. Reed, a contragosto de Sue, cria uma engenhoca pra alertá-los quando o Surfista estiver por perto e a porra do alarme dispara exatamente no momento do casamento dele com Sue.

Aí começa o pega pra capar... O Quarteto perseguindo o Surfista; através de uma equação matemática Reed descobre onde será o próximo ataque do Surfista e partem pra interceptá-lo. Mas tudo dá errado, o Quarteto tem que se preocupar em salvar os inocentes e o Surfista consegue vazar... O governo resolve chamar Von Doom pra ajudar a deter o Surfista (mas hein??? O Doom não tinha quase destruído NY no primeiro filme??? Não deveria estar preso???), pois o cabra já tinha encontrado com a criatura numa geleira e meio que descobriu o segredo do cabra (os poderes vêm da prancha, HAEUHAEUAEHUAE).
Aí o ritmo do filme acelera, temos mais cenas de ação, mais diálogos toscos, mais interpretações ruins (Julian McMahon é o campeão, ele conseguiu interpretar Von Doom de um jeito mais canastra e caricato do que no primeiro filme), até culminar com um final completamente abobalhado, onde o Surfista se consterna com o sentimento de amor entre Reed e Sue, resolve peitar Galactus e o derrota em 7 segundos!

A história dessa vez tem menos furos numéricos do que a do primeiro filme, mas em compensação tem uma que compromete a porra toda... Se o Surfista tinha poderes pra derrotar o Galactus o tempo todo, por que diabos ele não fez isso quando a Nuvem Devoradora lhe deu os poderes pra ser seu arauto?????
O Surfista, aliás, é a única coisa que salva no filme (além da participação de Stan Lee como STAN LEE!). Apesar da voz de Laurence Fishburne estar meio fora de sincronia de vez em quando, o personagem é de longe a melhor atuação do filme. Tanto o digital quanto o de borracha cinza escura (sim!!!! Quando o Surfista perde os poderes, eles substituem o personagem digital por um Doug Jones com uma roupa de borracha escura idêntica ao corpo digital prateado e, pasmem, fica muito bom!).
Os efeitos especiais estão melhores, porém a cena de Reed dançando na boate na sua despedida de solteiro, apesar de engraçada (referência clara a Kevin Bacon em Footloose) ficou meia-boca.
Agora vamos às nerdices... A velocidade do Fantasticarro beira o ridículo... ele vai dos EUA à Rússia em segundos (ok, ele estava vazio) e depois vai da Sibéria até a Muralha da China mais rápido ainda, sem uma cabine pressurizada e com os passageiros expostos às intempéries (vai ver a Sue os protegeu com seu campo de força aheuaheuaehaue)!!!!

O confronto entre o Quarteto e o Destino Prateado (sim, ele toma a prancha do Surfista) vai da Muralha da China até Hong Kong em um pentelhésimo de segundo, como se a cidade ficasse a alguns quarteirões do monumento.
Ok, essas coisas podem passar batidas pra maioria dos nerds que só presta atenção nas cenas de ação, mas o filme como um todo insulta a inteligência do espectador, subestima-o e com isso acaba virando um subproduto do cinema pipoca (sim, um blockbuster ainda mais pueril que o habitual).
Enfim, um filme com uma história ruim, diálogos e interpretações mal feitos e recheado de efeitos especiais e gags humorísticas pra distrair o público enquanto é enganado. Um filme que você vai assistir, se empolgar em alguns momentos e vai esquecer de tudo uns dois dias depois. Exatamente como o primeiro filme! AHEUAHEAUEHAEUAHEUAE!
Nota 5
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