Crise Infinita #7 Tweet

Finalmente chegou ao fim a segunda crise da DC! Pam pam paaaaam!
Bom, como vimos na última edição, o Superboy Conner morreu impedindo o Superboy primordial e detonando aquela trapizonga gigante do Alexander Luthor. Perdeu, Superboyconnornete! Bátima, junto com a Mulé-Magavilha e Superman, jura que isso nunca mais irá acontecer!
E aí acontece a porradaria generalizada entre vilões e heróis em Metrópolis... Entre os ótimos momentos, o Adão Negro simplesmente arranca a cabeça do Amazo na munheca e o Supervelho e o Superman sentam o cacete no Apocalypse!!! E, para piorar, o Superboy Primordial mostra que é uma espécie de Jason e volta novamente!!! Ninguém segura o moleque!!!
Mas não é só o Superboyolinha Prime que está de volta! O The Flash também! Só que o vermeião agora é o Bart, ex-Impulso e Kid Flash que aparece já crescido. Por essa o Superboy não esperava... E é hora do plano B: voar até Oa e detonar o planeta... uma explosão dessas acabaria com esta realidade! E aí, Guy Gardner, Supervelho, Superman e os outros têm que deter o garoto na marra!
Ufa! Chega de contar a história... Vão comprar o gibi, porra!
Enfim, vamos à análise. A última edição de Crise Infinita melhorou muito em relação às suas anteriores. Se por um lado as seis edições anteriores foram somente fatos vomitados em várias páginas sem ligação nenhuma, nesta edição Geoff Johns faz um roteiro fechadinho, esclarecendo a maioria dos fatos dentro desta própria edição, e não em uma das milhares de minis paralelas.

Qualquer fã de quadrinhos, "seje" marvete ou DCnete, vai vibrar muito com as porradarias desta edição! Johns caprichou nas lutas e até mesmo quem odeia o Guy Gardner vai torcer muito quando o cabeça-de-cuia peita o Superboy Primordial!
Nesta edição, entre as falhas, podemos destacar a pressa porca de alguns desenhistas para terminar a edição. Como já falei aqui antes, a DC não arcou com os atrasos do Phil Jimenez e escalou George Pérez, Ivan Reis e Joe Bennett para dar uma ajudada... O problema é que certos desenhistas não souberam aproveitar as cenas mais emocionantes do gibi... Tem uma cena onde o Ajax pede para todos os heróis que conseguem voar irem atrás do Superboy Prime. Aí há um quadro com todos eles levantando vôo... Porra! Isso merecia uma página dupla do Phil Jimenez e um pôster gigante pra todo DCnete colocar na parede do quarto! Uma cena assim é de arrancar lágrimas de qualquer fã da DC, mas foi reduzida a menos de uma página.
Bom, analisando a saga como um todo, a idéia central da invasão dos personagens "perfeitinhos" de outra Terra em contraste com os heróis atuais da DC é muito boa. É uma crítica aos obscuros quadrinhos atuais muito bacanas. Ora, estamos vivendo um tempo onde os heróis não fazem coisas de heróis... Eles simplesmente vivem brigando um com o outro, há uma imensa rede de intrigas entre eles e por aí vai. O grande problema foi a execução!

Um dos problemas das grandes editoras de hoje - não só da DC, mas também na Marvel (talvez até em maior quantidade neste caso) - é essa maldita mania de enfiar dezenas de minis associadas para explicar os acontecimentos de uma mega-saga principal. Para acompanhar a Crise Infinita e entender tudo, foram mais de 7 minis separadas, além das dezenas de gibis mensais... aí fica difícil!
O resultado disso são acontecimentos simplesmente jogados na mini principal, sem nenhuma conexão entre eles. Todas as edições saíram confusas e isso é ruim, pois não havia nem um resuminho no início das histórias para orientar o leitor mais novo. Uma pena, pois a Crise infinita tinha um puta potencial para chamar gente nova.
Para esta edição específica, eu dou nota 9,5. Foi divertidíssimo ler a conclusão do arco, que teve até participação especial do Mogo, aquele Lanterna Verde que é um planeta! Isso foi sensacional!!!
Porém, para a saga como um todo, eu dou nota 5. Uma boa idéia que foi horrivelmente executada! As editoras precisam rever essa política de "tie-ins" (edições relacionadas) e minis paralelas. Isso pode ser um atrativo para as vendas a curto prazo, mas o efeito disso em agregar novos leitores é péssimo.
Formato americano.
44 páginas.
Papel LWC.
R$ 5,90.
Distribuição nacional.
Capa couché.
(Infinite Crisis #7)



